
A cannabis, amplamente reconhecida por seus usos medicinais, industriais e recreativos, tem despertado interesse científico por seu potencial antimicrobiano e antiviral. Seus compostos bioativos, especialmente o CBD e o THC, apresentam propriedades que podem contribuir para o combate a bactérias, vírus, fungos e parasitas.
Essa linha de pesquisa ganha relevância diante do aumento da resistência antimicrobiana e das infecções de difícil tratamento. O estudo das interações entre os componentes da cannabis e os patógenos busca identificar mecanismos que possam viabilizar novas terapias mais eficazes.
Neste artigo, exploramos o potencial da cannabis na saúde pública, avaliando sua eficácia contra diferentes patógenos, as evidências científicas disponíveis e as perspectivas para sua aplicação clínica.
Patógenos são agentes que causam doenças em seres vivos, incluindo bactérias, vírus, fungos, protozoários e parasitas. Ao invadir o organismo, podem desencadear respostas imunológicas e diversas enfermidades.
Compreender seu funcionamento é essencial para o desenvolvimento de tratamentos, vacinas e medidas preventivas, ajudando a controlar infecções e proteger a saúde.
O sistema imunológico é a principal linha de defesa do corpo contra os patógenos. Ele trabalha identificando e combatendo esses agentes invasores por meio de células especializadas, como glóbulos brancos, anticorpos e outras substâncias que ajudam a neutralizar ou eliminar as ameaças.
Quando um patógeno entra no organismo, o sistema imunológico responde rapidamente para proteger a saúde. Porém, em algumas situações, a resposta imunológica pode ser insuficiente ou até exagerada, causando inflamações que prejudicam o corpo.
O sistema imunológico é essencial para a proteção do corpo contra agentes invasores, como bactérias, vírus, fungos e outros patógenos. Ele trabalha constantemente para identificar ameaças, eliminá-las e reparar os danos causados por elas.
No entanto, diversos fatores, como o estresse, a má alimentação, a idade avançada, doenças crônicas e até tratamentos médicos, podem enfraquecer o sistema imunológico, deixando o organismo mais vulnerável a infecções e outras condições de saúde.
Tratamentos que fortalecem e equilibram o sistema imunológico são essenciais nesses casos, atuando de diferentes formas:
Além disso, a ciência investiga alternativas como o CBD (canabidiol), extraído da Cannabis sativa. Com propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras, o CBD pode auxiliar no controle de inflamações crônicas e no equilíbrio do sistema de defesa do corpo.
O canabidiol (CBD) é um dos mais de 100 compostos conhecidos como canabinoides encontrados na planta Cannabis sativa. Diferente do seu parente mais famoso, o tetrahidrocanabinol (THC), o CBD não possui propriedades psicoativas, ou seja, não provoca a sensação de "alto" associada ao consumo de cannabis.
Os efeitos do CBD no organismo são mediados principalmente pela interação com o sistema endocanabinoide, responsável por regular diversas funções fisiológicas.
Um estudo conduzido pelas Faculdades de Ciências Farmacêuticas (FCFRP) e de Medicina (FMRP) da USP em Ribeirão Preto, em colaboração com a UNESP de Araraquara e o Instituto Ramón y Cajal de Investigación Sanitaria, na Espanha, revelou o efeito sinérgico do canabidiol (CBD) em combinação com a polimixina B (PB). Este antibiótico, amplamente empregado no tratamento de infecções hospitalares graves, mostrou-se ainda mais eficaz quando associado ao CBD, conforme demonstrado nos testes laboratoriais realizados.
Os resultados da pesquisa foram publicados em abril na prestigiada revista Scientific Reports, no artigo intitulado "Potential cannabidiol (CBD) repurposing as antibacterial and promising therapy of CBD plus polymyxin B (PB) against PB-resistant gram-negative bacilli". O estudo destacou que a combinação de CBD e polimixina B tem potencial inovador e eficaz para combater infecções causadas por bacilos gram-negativos resistentes (GNB), um dos maiores desafios da saúde pública. 1
Os autores reforçam a importância de estudos adicionais para avaliar a aplicação dessa abordagem em ensaios clínicos. A pesquisa posiciona o CBD como uma alternativa terapêutica promissora no enfrentamento da resistência bacteriana, um problema crítico na medicina moderna.
Os bacilos gram-negativos (GNB) são um tipo de bactéria que possui uma estrutura especial em sua parede celular, o que as diferencia de outras bactérias. Essa característica pode ser identificada por um teste laboratorial chamado coloração de Gram, que utiliza corantes para distinguir os diferentes tipos de bactérias.
No caso dos GNB, eles não ficam com a cor roxa do primeiro corante porque têm uma camada externa que impede a fixação da tinta, ficando com uma coloração avermelhada ou rosada.
Essa camada externa não apenas dificulta a entrada de alguns medicamentos, mas também torna essas bactérias mais resistentes a tratamentos com antibióticos. Quando falamos de GNB resistentes, estamos nos referindo a bactérias que desenvolveram formas de sobreviver mesmo aos antibióticos mais fortes, usados como última opção em infecções graves.
Os bacilos gram-negativos (GNB) resistentes estão diretamente relacionados às infecções hospitalares graves porque são uma das principais causas dessas infecções em ambientes hospitalares. Eles são particularmente preocupantes devido à sua capacidade de resistir a múltiplos antibióticos, o que dificulta o tratamento e aumenta os riscos para os pacientes.
O CBD, um composto extraído da planta Cannabis sativa, tem mostrado grande potencial na medicina moderna, destacando-se por sua versatilidade terapêutica e sua atuação em diversos sistemas do organismo. Estudos indicam que suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antimicrobianas podem abrir caminhos para novas abordagens no tratamento de infecções e outras condições de saúde.

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