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Cannabis durante a gravidez: o que a ciência revela sobre riscos e recomendações médica

2 min de leitura

O uso da cannabis tem ganhado espaço no debate público, seja para fins medicinais ou recreativos. No entanto, quando o assunto envolve gestantes, lactantes ou mulheres que planejam engravidar, o alerta dos especialistas é firme: os riscos superam quaisquer possíveis benefícios.

Mulher grávida sentada ao ar livre, sorridente, com as mãos sobre a barriga, aproveitando a luz do sol.
  • O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) reafirma que a cannabis não deve ser usada durante a gravidez e lactação. Médicos são orientados a recomendar a interrupção em todos os estágios, inclusive no período de amamentação.
  • Em setembro de 2025, o ACOG recomendou a triagem universal sobre uso de cannabis em pré-gravidez, gestação e pós-parto. A meta é identificar precocemente hábitos de consumo e reduzir a exposição ao THC antes mesmo da concepção.
  • Pesquisas mostram que o uso de cannabis aumenta as chances de parto prematuro e baixo peso ao nascer. O THC atravessa a placenta e pode comprometer o sistema nervoso central, afetando o desenvolvimento cerebral do feto.
  • A evidência atual é clara: cannabis durante gestação e lactação não é segura. Compostos passam pela placenta e pelo leite materno, expondo o bebê a riscos físicos, neurológicos e emocionais, reforçando a importância da prevenção.

Especialistas dos EUA reforçam alerta sobre cannabis na gravidez

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) publicou recentemente a diretriz Clinical Consensus: Cannabis Use During Pregnancy and Lactation, reforçando sua posição em relação ao uso da cannabis durante a gestação e lactação.

O documento orienta que os profissionais de saúde devem aconselhar de forma consistente a interrupção do consumo em todos os estágios da gravidez e também no período de amamentação.

Em setembro de 2025, o ACOG divulgou ainda novas recomendações para a triagem universal do uso de cannabis nos períodos de pré-gravidez, gestação e pós-parto.

O objetivo é ampliar a orientação precoce às mulheres em idade fértil, permitindo identificar hábitos de consumo e reduzir a exposição ao THC antes mesmo da concepção e ao longo de todo o ciclo reprodutivo.

Riscos associados à exposição pré-natal

Nos Estados Unidos, o consumo de cannabis entre gestantes tem aumentado de forma preocupante. Muitas recorrem à planta em busca de alívio para sintomas como náuseas ou insônia. No entanto, as evidências científicas são consistentes ao demonstrar que o uso durante a gestação está diretamente relacionado a complicações para o bebê, como parto prematuro e baixo peso ao nascer.

Pesquisas — incluindo revisões sistemáticas e diretrizes médicas — indicam que a exposição pré-natal à cannabis, em especial ao THC, pode comprometer o desenvolvimento do sistema nervoso central do feto. Isso ocorre porque o THC atravessa a placenta e interfere em processos neurológicos fundamentais, aumentando o risco de alterações no desenvolvimento cerebral.

Considerações finais

A evidência científica disponível demonstra que o uso de cannabis durante a gestação e a lactação não é seguro. A passagem de seus compostos pela placenta e pelo leite materno expõe o bebê a riscos que podem comprometer seu desenvolvimento físico, neurológico e emocional.

As recomendações médicas atuais reforçam a necessidade de uma abordagem preventiva, com triagem, orientação e acompanhamento contínuo das mulheres em idade fértil. Mais do que evitar danos imediatos, trata-se de preservar o futuro da criança, assegurando-lhe condições mais saudáveis para crescer e se desenvolver plenamente.

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Dúvidas frequentes

É seguro usar cannabis durante a gravidez?

Não. Pesquisas científicas mostram que o uso de cannabis na gestação aumenta os riscos de parto prematuro, baixo peso ao nascer e problemas no desenvolvimento neurológico do bebê.

O THC pode afetar o bebê ainda dentro do útero?

Sim. O THC atravessa a placenta e interfere no sistema nervoso central em formação, elevando as chances de alterações no desenvolvimento cerebral do feto.

O uso de cannabis na amamentação é prejudicial?

Sim. Compostos da cannabis passam para o leite materno, expondo o bebê a riscos físicos, neurológicos e emocionais, mesmo após o nascimento.

Por que algumas gestantes usam cannabis?

Muitas recorrem à planta para aliviar náuseas ou insônia. Porém, especialistas alertam que os riscos superam os possíveis benefícios nessas situações.

O que dizem as diretrizes médicas sobre cannabis na gravidez?

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) recomenda a interrupção do uso em qualquer fase da gravidez e no período de amamentação, além de reforçar a triagem precoce em mulheres em idade fértil.

Existe alguma forma segura de consumir cannabis na gestação?

Não. Até o momento, não há evidências científicas que comprovem segurança no uso de cannabis durante a gravidez ou lactação. A recomendação médica é suspender o consumo.

Contribuidores:

Andrea Vieira

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