A cannabis medicinal vem conquistando espaço não apenas na medicina tradicional, mas também na odontologia. Nos últimos anos, estudos têm revelado o potencial terapêutico de seus compostos, como o canabidiol (CBD), no enfrentamento de diversos quadros inflamatórios e infecciosos.
Dentro desse universo de aplicações, um dos focos mais promissores é o tratamento das doenças periodontais — condições crônicas que afetam gengiva, osso e tecidos de sustentação dos dentes.

As doenças periodontais, como a gengivite e a periodontite, são causadas principalmente pelo acúmulo de biofilme bacteriano (placa) e pela resposta inflamatória do organismo.
O tratamento convencional envolve higienização mecânica e, em muitos casos, o uso de antibióticos sistêmicos ou tópicos.
No entanto, essa abordagem vem se tornando cada vez menos eficaz, pois o uso indiscriminado de antibióticos nas últimas décadas levou ao surgimento de cepas bacterianas resistentes, dificultando o controle das infecções periodontais.
Diante desse cenário preocupante, cresce a necessidade de alternativas terapêuticas inovadoras, capazes de controlar a inflamação e combater microrganismos sem agravar o problema da resistência bacteriana.
Considerando os desafios impostos pela perda de eficácia dos antibióticos tradicionais e a busca por abordagens mais seguras e sustentáveis, pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) passaram a investigar os efeitos terapêuticos do canabidiol (CBD) no contexto das doenças periodontais.
O CBD tem se destacado na literatura científica por suas propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias e imunomoduladoras.
Isso significa que ele é capaz não apenas de inibir a proliferação de bactérias nocivas presentes na cavidade bucal, mas também de reduzir a inflamação local, um fator central na progressão da gengivite e da periodontite.
Além disso, o CBD pode modular a resposta do sistema imunológico, equilibrando a ação das células inflamatórias sem suprimir completamente as defesas naturais do organismo.
Essas ações combinadas tornam o canabidiol um candidato altamente promissor como terapia adjuvante no tratamento periodontal.
Diferentemente dos antibióticos convencionais, que podem causar efeitos adversos como alterações na microbiota bucal e digestiva, reações alérgicas ou toxicidade sistêmica, o CBD tende a apresentar um perfil de segurança mais favorável, com menores chances de efeitos colaterais e sem risco conhecido de desenvolvimento de resistência bacteriana.
Portanto, a inclusão do canabidiol como recurso complementar no manejo clínico das doenças periodontais pode representar um avanço significativo na prática odontológica, especialmente para pacientes que não respondem bem ao tratamento tradicional ou que apresentam contraindicações ao uso prolongado de antibióticos.
Segundo a Portaria SVS/MS nº 344/1998, que regulamenta o uso de substâncias sujeitas a controle especial, a prescrição de produtos derivados da cannabis só pode ser feita por médicos ou cirurgiões-dentistas, desde que destinada ao uso odontológico.
Embora o uso do canabidiol (CBD) na odontologia ainda demande mais estudos clínicos controlados e protocolos bem estabelecidos, as evidências iniciais são encorajadoras.
Os resultados apontam para um novo horizonte terapêutico, no qual compostos derivados da cannabis possam ser incorporados de forma segura e eficaz ao tratamento das doenças periodontais.

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