A endometriose é uma condição inflamatória crônica e debilitante que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva. Caracteriza-se pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero, o que pode causar dor intensa, sangramento irregular, infertilidade e prejuízos significativos à qualidade de vida.
Nos últimos anos, a cannabis medicinal tem ganhado destaque como uma alternativa promissora no alívio dos sintomas da endometriose — principalmente quando tratamentos convencionais, como analgésicos, anticoncepcionais ou cirurgias, não oferecem a resposta desejada.

A endometriose ocorre quando o tecido que normalmente reveste o interior do útero (endométrio) se desenvolve em outras regiões do corpo, como ovários, trompas de Falópio, intestino, bexiga e, em casos mais raros, em locais distantes como pulmões ou cérebro.

Mesmo fora do útero, esse tecido responde aos hormônios do ciclo menstrual, inflamando, engrossando e sangrando — o que pode causar dor intensa, inflamação crônica e, frequentemente, infertilidade.
As causas exatas ainda não são totalmente compreendidas, mas as principais hipóteses incluem:
Os sintomas variam entre as pacientes, mas os mais frequentes incluem:
O diagnóstico costuma envolver exame clínico e exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal, ressonância magnética e laparoscopia (padrão-ouro). O tratamento pode incluir:
Embora essas estratégias ofereçam alívio para muitas pacientes, nem sempre são eficazes de forma duradoura, especialmente nos casos mais complexos ou refratários.
Por isso, cresce o interesse por terapias complementares — entre elas, a cannabis medicinal, que tem se mostrado promissora no manejo da dor e da inflamação associadas à endometriose.
A ação terapêutica da cannabis medicinal se dá por meio de seus principais compostos ativos, os canabinoides — especialmente o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC). Esses compostos interagem com o sistema endocanabinoide, um regulador natural presente no corpo humano que participa do equilíbrio de funções como dor, inflamação, imunidade, humor, sono e fertilidade.
Esse sistema é composto por receptores (CB1 e CB2), enzimas e canabinoides endógenos (produzidos pelo próprio organismo), distribuídos em vários órgãos — incluindo útero, ovários, sistema nervoso e células imunes.
Estudos indicam que mulheres com endometriose apresentam disfunções no sistema endocanabinoide, o que contribui para o aumento da dor, inflamação persistente e desenvolvimento do tecido endometrial fora do útero (tecido ectópico). Nesse contexto, os canabinoides da planta atuam como moduladores externos, auxiliando na restauração do equilíbrio dessas funções comprometidas.
Alívio da dor pélvica
Os canabinoides agem nos receptores CB1 e CB2, reduzindo a transmissão dos sinais de dor ao cérebro. Além disso, influenciam regiões do sistema nervoso envolvidas na percepção da dor, oferecendo alívio significativo em quadros de dor pélvica crônica.
Ação anti-inflamatória
O CBD, em especial, exerce potente efeito anti-inflamatório, diminuindo a liberação de citocinas inflamatórias e atenuando a resposta imune exacerbada, típica da doença.
Equilíbrio hormonal e imunológico
Embora indiretamente, a cannabis pode auxiliar na regulação dos níveis de estrogênio — hormônio central na progressão da endometriose — e na modulação da resposta imune, favorecendo um ambiente menos propício ao desenvolvimento de lesões ectópicas.
Melhora do sono e do bem-estar
O uso da cannabis também tem impacto positivo na qualidade do sono, redução da ansiedade e melhora do humor, o que contribui para uma melhor qualidade de vida geral.
Possível inibição do avanço da doença
Pesquisas pré-clínicas apontam que os canabinoides podem reduzir a proliferação celular e a formação de novos vasos sanguíneos (angiogênese), processos ligados à progressão dos focos de endometriose.
Redução do uso de opioides
Diante dos efeitos analgésicos da cannabis, muitas pacientes conseguem diminuir ou substituir o uso de opioides, evitando os riscos associados a esses medicamentos, como dependência e efeitos adversos severos.
Apesar do crescente reconhecimento de seus benefícios, o uso da cannabis medicinal requer responsabilidade. É fundamental que o tratamento seja conduzido por um profissional de saúde habilitado, que irá avaliar o quadro clínico, indicar a formulação mais adequada (CBD isolado, THC ou combinações), ajustar a dosagem e definir a via de administração conforme as necessidades individuais da paciente.
Esse acompanhamento especializado é essencial para garantir a eficácia do tratamento e minimizar riscos, considerando que cada organismo responde de forma diferente aos canabinoides.
A cannabis medicinal representa uma alternativa terapêutica promissora para mulheres que enfrentam os desafios da endometriose. Seu potencial de aliviar a dor, reduzir a inflamação e reequilibrar o sistema endocanabinoide contribui para o controle dos sintomas e a recuperação da qualidade de vida. Quando utilizada com orientação profissional e de forma personalizada, essa abordagem pode ser segura, eficaz e transformadora.

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