Viver com enxaqueca não é nada fácil. As crises podem surgir sem aviso, durar horas ou até dias e interferir diretamente na rotina. Atividades simples — como trabalhar, ler, estudar, dirigir ou até conversar — tornam-se um desafio. A enxaqueca vai muito além de uma “dor de cabeça forte”: envolve alterações neurológicas, sensibilidade à luz e ao som, náuseas, irritabilidade e uma exaustão intensa.
Trata-se de uma doença neurológica complexa que afeta mais de 30 milhões de pessoas no Brasil, atingindo principalmente mulheres — que têm três vezes mais chance de desenvolver a condição, especialmente entre os 30 e 50 anos, período de maior produtividade e responsabilidade profissional e familiar.

Apesar da variedade de tratamentos disponíveis, muitas pessoas continuam sofrendo com crises frequentes ou refratárias. Nesse cenário, a cannabis medicinal, especialmente seus compostos CBD (canabidiol) e THC, tem ganhado espaço como uma alternativa promissora para aliviar sintomas, reduzir a frequência das crises e melhorar a qualidade de vida.
A enxaqueca é uma doença neurológica crônica e hereditária, marcada por crises recorrentes de dor de cabeça com características muito específicas. Diferente da dor de cabeça comum, ela não é um sintoma, mas sim a própria doença — um distúrbio que envolve alterações complexas no funcionamento do cérebro.

Nessa condição, o cérebro apresenta hipersensibilidade, reagindo de forma exagerada a certos estímulos. Quando uma crise começa, ocorre uma cascata de eventos neuroquímicos: substâncias inflamatórias são liberadas, os vasos sanguíneos se dilatam e diversos circuitos cerebrais são ativados ao mesmo tempo. Esses processos resultam na dor pulsátil intensa e nos sintomas associados, como náuseas, sensibilidade à luz, barulho e cheiros.
A enxaqueca não funciona como uma dor de cabeça comum. Ela não é um sintoma de outra condição, mas a própria doença, marcada por alterações nos mecanismos que regulam dor, sensibilidade e inflamação no cérebro.
Pessoas com enxaqueca têm uma hipersensibilidade cerebral, reagindo de forma exagerada a determinados estímulos. Durante uma crise, ocorre uma verdadeira cascata neuroquímica, com liberação de substâncias inflamatórias e dilatação de vasos sanguíneos, o que resulta na dor pulsátil intensa e em sintomas como náuseas, sensibilidade à luz e ao som.
A predisposição para a enxaqueca é, em grande parte, genética. Quando há casos na família, as chances de desenvolver a doença aumentam significativamente. Essa predisposição faz com que o cérebro seja mais sensível a determinados fatores — os chamados gatilhos. Eles não causam enxaqueca por si só, mas desencadeiam crises em quem já possui essa vulnerabilidade.
Os gatilhos podem variar bastante de pessoa para pessoa, mas alguns fatores são reconhecidos como desencadeadores frequentes de crises:
Estresse físico ou emocional Situações de tensão, ansiedade, cansaço excessivo ou sobrecarga podem precipitar crises.
Alterações no sono Dormir pouco, dormir demais ou manter horários irregulares pode desregular o cérebro e favorecer a dor.
Oscilações hormonais Muito comuns em mulheres, especialmente durante TPM, menstruação, ovulação, gravidez ou uso de anticoncepcionais.
Jejum prolongado e certos alimentos Ficar muitas horas sem comer ou consumir em excesso queijos curados, chocolate, cafeína ou álcool — especialmente vinho tinto — pode favorecer o aparecimento das crises.
Estímulos sensoriais intensos Luzes fortes ou piscantes, cheiros intensos (perfumes, produtos químicos) e ruídos altos são gatilhos comuns.
Mudanças climáticas Variações bruscas de temperatura, umidade ou pressão atmosférica também podem desencadear crises em pessoas sensíveis.
Cada pessoa pode ter um conjunto próprio de gatilhos. Por isso, identificar padrões — por meio de observação ou diário de crises — é uma estratégia importante para prevenção e controle.
A enxaqueca vai muito além da dor física: ela interfere diretamente na rotina, no humor, nas relações e na qualidade de vida. Por ser uma doença imprevisível e incapacitante, seus efeitos costumam atingir várias áreas do dia a dia.
• Prejuízo nas atividades diárias e no trabalho
Durante uma crise, tarefas simples como ler, usar o computador, dirigir, cozinhar ou participar de reuniões tornam-se difíceis — e, muitas vezes, impossíveis. Isso impacta a produtividade e pode gerar ausências frequentes no trabalho ou na escola.
Conviver com crises recorrentes gera ansiedade, medo de novos episódios e sensação de perda de controle. Muitas pessoas também relatam irritabilidade, desânimo e frustração por não conseguirem manter a rotina.
O desconforto e a sensibilidade extrema a luz, barulho e cheiros fazem com que a pessoa cancele compromissos, evite ambientes movimentados e recuse convites. Isso pode levar ao isolamento social e a conflitos com familiares e amigos.
A dor dificulta dormir e, ao mesmo tempo, o sono ruim aumenta o risco de novas crises — criando um ciclo que prejudica o descanso e a recuperação física.
Além da dor pulsátil, muitos pacientes enfrentam náuseas, tonturas, alterações visuais e fadiga intensa, o que reduz a disposição para atividades físicas e para a rotina doméstica.
Como as crises podem surgir a qualquer momento, a pessoa passa a planejar o dia com cautela, evita viagens, eventos longos, treinos intensos ou tarefas que exijam foco contínuo.
O nosso corpo possui um sistema natural chamado Sistema Endocanabinoide, responsável por regular funções essenciais como dor, humor, sono e inflamação. Em pessoas com enxaqueca, esse sistema costuma agir de forma desequilibrada, o que contribui para o surgimento e a intensidade das crises.
A cannabis atua justamente nesse sistema, ajudando a restabelecer o equilíbrio. Seus principais compostos — CBD (canabidiol) e THC — agem em diferentes mecanismos que influenciam diretamente a dor e seus gatilhos.
Como a cannabis pode ajudar:
Redução da dor CBD e THC modulam receptores relacionados à percepção da dor, diminuindo sua intensidade e ajudando a encurtar o tempo das crises.
Ação anti-inflamatória A enxaqueca envolve processos inflamatórios nos vasos sanguíneos e nos nervos. O CBD possui forte ação anti-inflamatória, contribuindo para crises menos duradouras e menos severas.
Relaxamento muscular A tensão na região do pescoço, ombros e cabeça é um dos gatilhos mais comuns da enxaqueca. O THC pode promover relaxamento muscular, reduzindo a pressão e aliviando o desconforto.
Melhora do sono Muitas pessoas com enxaqueca têm dificuldades para dormir, e noites ruins aumentam a frequência das crises. A cannabis pode melhorar a qualidade do sono e ajudar a regular o ciclo sono–vigília.
Redução da ansiedade e do estresse Fatores emocionais estão entre os maiores desencadeadores. O CBD tem efeito ansiolítico, favorecendo o equilíbrio emocional e diminuindo o risco de novas crises.
A cannabis medicinal vem se consolidando como uma alternativa segura e promissora para quem convive com enxaqueca. Para muitas pessoas, ela representa um alívio que não havia sido alcançado com os tratamentos tradicionais, reduzindo a frequência das crises, a intensidade da dor e melhorando a qualidade de vida como um todo.
Ainda assim, o uso da cannabis deve ser sempre orientado por um profissional habilitado. Cada organismo responde de forma diferente, e o tratamento precisa levar em conta a intensidade das crises, o histórico clínico, os gatilhos individuais e o tipo de extrato mais adequado.
Com acompanhamento adequado, a cannabis pode abrir novos caminhos para o bem-estar — oferecendo mais dias produtivos, menos limitações e uma rotina com muito mais equilíbrio e conforto.

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