A Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em parceria com a Associação Santa Cannabis, dará início a um estudo clínico inédito sobre os efeitos da cannabis medicinal no tratamento da fibromialgia.
A pesquisa acompanhará 36 mulheres voluntárias ao longo de seis meses, em Foz do Iguaçu e Cascavel (PR), avaliando de que forma o uso de óleo full spectrum pode influenciar o controle da dor, o sono, a qualidade de vida e o bem-estar geral.

A fibromialgia está entre as doenças reumatológicas mais comuns no mundo, afetando aproximadamente 7% da população global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Predomina em mulheres entre 50 e 60 anos e se manifesta principalmente por dor crônica generalizada, fadiga intensa e distúrbios do sono.
Os efeitos, no entanto, vão muito além do corpo físico:
Trata-se, portanto, de uma condição muitas vezes invisível, mas que impõe profundo impacto social e econômico — e que ainda carece de alternativas terapêuticas realmente eficazes.
Nos últimos anos, a cannabis medicinal tem despertado crescente interesse da comunidade científica e médica pelo seu potencial no manejo de doenças crônicas, especialmente naquelas que apresentam resposta limitada aos medicamentos convencionais.
Na fibromialgia, sintomas como dor persistente, fadiga e distúrbios do sono estão entre os mais incapacitantes — justamente áreas em que os canabinoides podem atuar de forma significativa.
Dois deles se destacam:
O uso combinado dessas substâncias gera o chamado efeito entourage, ou efeito comitiva, em que diferentes compostos da planta atuam de maneira sinérgica, ampliando a eficácia terapêutica. Esse mecanismo favorece a modulação do sistema nervoso e auxilia no equilíbrio de funções como humor, sono e percepção da dor — tornando a cannabis medicinal uma alternativa promissora para pacientes com fibromialgia.
Batizado de Fridinha, o estudo será conduzido pelo Laboratório de Cannabis Medicinal e Ciências Psicodélicas (LCP) da UNILA, em parceria com a Associação Santa Cannabis. É a primeira iniciativa do tipo no Brasil, voltada a oferecer novas perspectivas para o tratamento da fibromialgia.
Com início previsto ainda em 2025 e duração de seis meses, a pesquisa será realizada em Foz do Iguaçu e Cascavel (PR), acompanhando 36 mulheres com diagnóstico confirmado. O protocolo será do tipo Open Label — sem grupo placebo, em formato de acompanhamento aberto.
Entre os principais objetivos estão:
As voluntárias terão acompanhamento mensal, responderão a questionários clínicos e realizarão exames laboratoriais antes e depois da intervenção. Esse processo permitirá medir de forma objetiva a eficácia e a segurança do óleo full spectrum, que reúne diversos canabinoides, incluindo pequenas concentrações de THC.
As inscrições já estão abertas e seguem até 5 de setembro de 2025. Podem participar mulheres entre 18 e 60 anos com diagnóstico confirmado de fibromialgia e disponibilidade para comparecer às consultas presenciais nas cidades participantes. Todo o processo — consultas, exames e fornecimento do óleo — será totalmente gratuito.
As interessadas podem se inscrever diretamente pelo site oficial da UNILA, divulgado em sua página de notícias.
A cannabis medicinal representa uma das alternativas mais promissoras no enfrentamento da fibromialgia, justamente por atuar nos sintomas que mais comprometem a vida das pacientes: dor, fadiga e distúrbios do sono. O estudo da UNILA pode marcar um passo decisivo ao transformar evidências clínicas em possibilidades reais de tratamento, oferecendo esperança a quem ainda convive com opções limitadas e pouco eficazes.

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