CBDCBD

O CBD aumenta a anandamida? Entenda a relação com o sistema endocanabinoide

10 min de leitura

Neste artigo, você vai entender o que é a anandamida, como ela atua no sistema endocanabinoide, por que seus níveis podem variar e o que a ciência já descobriu sobre sua relação com o CBD e o bem-estar.

O CBD aumenta a anandamida? Entenda a relação com o sistema endocanabinoide cover image
  • A anandamida é um endocanabinoide produzido pelo próprio organismo e participa da regulação do humor, da dor, do sono e da resposta ao estresse.
  • O CBD não produz anandamida, mas estudos sugerem que pode influenciar sua disponibilidade ao interferir em mecanismos relacionados ao transporte e à degradação desse endocanabinoide.
  • Exercícios físicos podem aumentar temporariamente os níveis de anandamida, efeito estudado em relação à sensação de bem-estar após a atividade física.
  • A anandamida atua como um mensageiro químico do sistema endocanabinoide, e seus efeitos dependem de uma rede complexa de receptores e outros mecanismos de sinalização.

Você já ouviu falar na "molécula da felicidade"? Esse é o apelido popular da anandamida, um composto produzido naturalmente pelo corpo humano, que atua como uma espécie de mensageiro químico responsável por ajudar o organismo a manter seu equilíbrio interno.

Nos últimos anos, esse endocanabinoide tem despertado interesse crescente da ciência, não apenas pelo papel que desempenha isoladamente, mas também por sua possível relação com o CBD. Estudos sugerem que o canabidiol pode aumentar a disponibilidade da anandamida no organismo, não por estimular diretamente sua produção, mas por influenciar os mecanismos envolvidos em sua degradação e eliminação.

Antes de entender essa relação com mais profundidade, porém, é importante conhecer a anandamida em si: o que ela é, de onde vem e como atua no organismo.

O que é anandamida?

A anandamida (AEA) é um endocanabinoide produzido naturalmente pelo organismo, ou seja, uma substância que o próprio corpo sintetiza e que atua de forma semelhante aos canabinoides encontrados na planta Cannabis sativa — com a diferença de que sua produção é interna, e não proveniente de uma fonte externa.

Ela faz parte do sistema endocanabinoide, uma rede complexa formada por receptores, enzimas e moléculas sinalizadoras espalhadas por diversos tecidos e órgãos do corpo. Dentro dessa rede, a anandamida funciona como um mensageiro químico: ela se liga a receptores específicos e, ao fazer isso, ajuda a regular processos fisiológicos e a manter a homeostase — o equilíbrio interno necessário para o funcionamento adequado do organismo.

A anandamida foi descoberta em 1992 pelo pesquisador israelense Raphael Mechoulam e sua equipe, durante investigações sobre como o corpo humano interage com compostos semelhantes ao THC.

O nome escolhido tem origem na palavra sânscrita ananda, que significa "felicidade", "alegria suprema" ou "bem-aventurança" — uma referência ao papel que a molécula parecia desempenhar em processos ligados ao bem-estar. Foi assim que a substância ganhou o apelido popular de "molécula da felicidade", embora seus efeitos reais dependam de uma rede muito mais ampla e complexa de interações biológicas do que essa expressão sugere isoladamente.

Quais são as funções da anandamida no organismo?

Sua ação ocorre principalmente por meio da interação com os receptores CB1, encontrados em grande quantidade no cérebro e no sistema nervoso central, além de sua interação com outros receptores e alvos biológicos.

Entre os processos mais estudados relacionados à atuação da anandamida, estão:

  • Regulação do humor e da sensação de bem-estar;
  • Modulação da percepção da dor;
  • Controle da resposta ao estresse;
  • Participação nos mecanismos do sono;
  • Influência sobre o apetite e o metabolismo energético;
  • Atuação em processos relacionados à memória e ao aprendizado;
  • Participação na resposta emocional e na resposta ao medo.

Como a anandamida é produzida e degradada?

Diferentemente de muitos neurotransmissores, a anandamida não costuma ficar armazenada para ser liberada posteriormente. Sua síntese ocorre sob demanda, a partir de componentes presentes nas membranas celulares e em resposta a determinados estímulos fisiológicos.

A produção ocorre a partir de precursores lipídicos presentes nas membranas celulares. Uma das principais vias envolve a NAPE (N-acyl phosphatidylethanolamine) e a enzima NAPE-PLD, que participa da formação desse endocanabinoide. Depois de sintetizada, a molécula pode interagir com diferentes alvos biológicos, incluindo os receptores canabinoides CB1, participando da modulação de diferentes processos fisiológicos.

Após exercer sua ação, ela é rapidamente metabolizada. Uma das principais enzimas envolvidas nesse processo é a FAAH (fatty acid amide hydrolase), responsável por sua degradação. Nesse processo, são formados principalmente ácido araquidônico e etanolamina, reduzindo sua disponibilidade para continuar atuando nos mecanismos de sinalização.

A rápida degradação faz com que a anandamida tenha uma ação relativamente curta, característica que contribui para a regulação dinâmica da sinalização do sistema endocanabinoide. A atividade da FAAH é particularmente importante para compreender a duração da ação desse endocanabinoide e também sua relação com o CBD, tema que ainda é investigado pela ciência.

O que a ciência investiga sobre níveis baixos de anandamida?

Os níveis de anandamida podem variar no organismo, e pesquisadores investigam se alterações em sua disponibilidade e na sinalização do sistema endocanabinoide estão relacionadas a diferentes condições de saúde.

Alguns estudos têm avaliado alterações nesse sistema em condições como:

  • Enxaqueca;
  • Fibromialgia;
  • Síndrome do intestino irritável;
  • Ansiedade;
  • Transtornos relacionados ao humor.

Parte dessas pesquisas está relacionada à chamada hipótese da Deficiência Clínica Endocanabinoide (DEC), segundo a qual alterações na sinalização do sistema endocanabinoide poderiam estar envolvidas em determinados quadros clínicos.

O CBD aumenta a anandamida?

Estudos sugerem que o CBD pode influenciar a disponibilidade da anandamida no organismo, mas isso não significa que o canabidiol estimule diretamente sua produção. As pesquisas investigam principalmente sua possível influência sobre mecanismos envolvidos no transporte e no metabolismo desse endocanabinoide.

Um dos mecanismos estudados envolve a FAAH (fatty acid amide hydrolase), enzima que participa da metabolização da anandamida. Evidências experimentais investigam se o CBD pode interferir nesse processo, favorecendo maior disponibilidade desse endocanabinoide. A extensão desse efeito e sua relevância em humanos, porém, ainda não estão totalmente esclarecidas.

Outro mecanismo investigado envolve as FABPs (fatty acid-binding proteins), proteínas que participam do transporte intracelular de moléculas lipídicas. O CBD pode competir pela ligação a essas proteínas e, dessa forma, interferir no percurso da anandamida dentro das células.

De forma simplificada, é possível imaginar uma pia cheia de água: a produção de anandamida seria a torneira, enquanto sua eliminação seria o ralo. O CBD não necessariamente faria a torneira liberar mais água, mas poderia interferir nos processos que determinam quanto tempo ela permanece na pia.

Para entender melhor como o canabidiol atua no organismo, veja também: Como o Canabidiol (CBD) age no organismo

Qual é a diferença entre anandamida e CBD?

Embora ambos estejam relacionados ao sistema endocanabinoide, anandamida e CBD são substâncias diferentes, tanto pela origem quanto pela forma como atuam no organismo.

Categoria

Origem

Categoria

Endocanabinoide produzido pelo próprio organismo

Categoria

Fitocanabinoide extraído da

AnandamidaCannabis sativa
Categoria

Síntese e permanência

Categoria

Sintetizada sob demanda e rapidamente degradada, principalmente pela FAAH

Categoria

Ingerido ou absorvido externamente; metabolizado principalmente no fígado, permanecendo no organismo por mais tempo

Categoria

Mecanismo de ação

Categoria

Liga-se diretamente aos receptores CB1, participando da regulação de diversos processos fisiológicos

Categoria

Atua por múltiplos mecanismos indiretos, sem se ligar da mesma forma aos receptores CB1 e CB2

Categoria

Regulação da disponibilidade

Categoria

Controlada por processos internos de síntese e degradação

Categoria

Pode influenciar a disponibilidade de outros endocanabinoides, como a anandamida, por mecanismos indiretos

O exercício físico aumenta a anandamida?

Estudos indicam que a prática de exercícios físicos pode aumentar temporariamente os níveis de anandamida no organismo, especialmente durante e logo após a atividade — um efeito que tem sido associado a diversas sensações relatadas por quem pratica exercícios de forma regular.

Durante muitos anos, o chamado runner's high — sensação de bem-estar, relaxamento e leve euforia que pode surgir após exercícios prolongados, como corridas de longa duração — foi atribuído quase exclusivamente à liberação de endorfinas. Essa explicação, no entanto, apresentava uma limitação: as endorfinas são moléculas grandes que têm dificuldade para atravessar a barreira hematoencefálica, o que gerava dúvidas sobre até que ponto elas seriam realmente responsáveis por essa sensação.

Pesquisas mais recentes trouxeram outra peça para esse quebra-cabeça: o sistema endocanabinoide. Diferentemente das endorfinas, a anandamida é uma molécula pequena e lipossolúvel, capaz de atravessar a barreira hematoencefálica com mais facilidade — o que a tornou uma candidata biologicamente mais plausível para explicar, ao menos em parte, os efeitos do runner's high. Estudos mostraram aumento nos níveis circulantes desse endocanabinoide após sessões de exercício aeróbico, sugerindo que ambos os sistemas — opioide e endocanabinoide — possam atuar de forma complementar nesse fenômeno.

Esse aumento temporário da anandamida tem sido associado a alguns efeitos observados após a prática de exercícios, como:

  • Melhora do humor e sensação de leveza;
  • Redução da percepção da dor, o chamado efeito analgésico induzido pelo exercício;
  • Diminuição da ansiedade e da tensão;
  • Sensação geral de relaxamento e bem-estar.

Vale ressaltar que a magnitude desse efeito parece variar conforme características da atividade física, como o tipo de exercício (aeróbico versus exercício de força, por exemplo), a duração e a intensidade da sessão. Exercícios aeróbicos contínuos, como corrida e ciclismo, aparecem com mais frequência nos estudos que investigam esse aumento, embora as evidências ainda estejam em desenvolvimento e os mecanismos exatos — incluindo por que alguns indivíduos parecem responder mais do que outros — continuem sendo objeto de investigação científica.

Qual é o papel da anandamida na memória e nas emoções?

Além de sua participação em processos como humor e percepção da dor, a anandamida também exerce um papel relevante em duas funções cerebrais estreitamente conectadas: a memória e a regulação emocional. Essa atuação ocorre principalmente em regiões do cérebro como o hipocampo, a amígdala e o córtex pré-frontal — áreas centrais tanto para a formação de memórias quanto para o processamento de emoções.

1.Memória

Estudos sugerem que a anandamida participa da modulação da plasticidade sináptica, ou seja, da capacidade das conexões entre neurônios de se fortalecerem ou enfraquecerem ao longo do tempo — um processo essencial para a formação e a consolidação de memórias. Ao interagir com os receptores CB1, presentes em alta concentração no hipocampo, a anandamida pode influenciar tanto a aquisição de novas informações quanto a forma como memórias antigas são armazenadas ou reorganizadas.

Curiosamente, boa parte das pesquisas aponta para um efeito específico da anandamida na chamada extinção de memórias — o processo pelo qual o cérebro "desaprende" uma associação previamente formada, especialmente aquelas ligadas ao medo. Isso significa que, em vez de simplesmente potencializar a memória de forma geral, a anandamida parece ter um papel mais específico: ajudar o cérebro a atualizar ou enfraquecer memórias que não são mais úteis ou adaptativas.

2.Emoções

Na regulação emocional, a anandamida atua principalmente na amígdala, região cerebral associada ao processamento do medo, da ansiedade e de outras respostas emocionais intensas. A interação da anandamida com os receptores CB1 nessa área parece ajudar a modular a intensidade das respostas emocionais, contribuindo para um equilíbrio entre reatividade e adaptação a estímulos do ambiente.

Esse mecanismo está diretamente relacionado ao processo de extinção do medo mencionado acima: quando uma pessoa é exposta repetidamente a um estímulo que antes causava medo, mas que não representa mais uma ameaça real, a anandamida parece facilitar o enfraquecimento gradual dessa resposta emocional condicionada. Por essa razão, alterações no funcionamento do sistema endocanabinoide — incluindo os níveis de anandamida — têm sido investigadas em pesquisas sobre condições como ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

Vale destacar que a relação entre anandamida, memória e emoções é bidirecional e complexa: assim como a anandamida pode influenciar esses processos, fatores emocionais e cognitivos também podem alterar sua produção e disponibilidade no organismo, o que reforça a ideia de um sistema profundamente integrado — e ainda não totalmente compreendido pela ciência.

Conclusão

Mais do que uma substância isolada, a anandamida é um exemplo de como diferentes mecanismos de sinalização atuam de forma integrada no organismo. Seu estudo faz parte de um campo científico que continua avançando e no qual muitas questões ainda permanecem em investigação.

Por isso, é importante evitar explicações simplificadas ou atribuir a esse endocanabinoide um único efeito. À medida que novas evidências surgem, torna-se possível compreender com maior precisão seu papel no organismo e a importância do sistema endocanabinoide para a regulação de diferentes processos fisiológicos.

Imagem do Banner

Agende sua consulta

Agende sua primeira consulta na Click por apenas R$50 e converse com nossos médicos especialistas hoje mesmo.

Referências

BISOGNO, Tiziana et al. Molecular targets for cannabidiol and its synthetic analogues: effect on vanilloid VR1 receptors and on the cellular uptake and enzymatic hydrolysis of anandamide. British Journal of Pharmacology, v. 134, n. 4, p. 845-852, 2001. DOI: 10.1038/sj.bjp.0704327.

BIRINGER, Roger Gregory. The rise and fall of anandamide: processes that control synthesis, degradation, and storage. Molecular and Cellular Biochemistry, v. 476, n. 7, p. 2753-2775, 2021. DOI: 10.1007/s11010-021-04121-5.

DEVANE, William A. et al. Isolation and structure of a brain constituent that binds to the cannabinoid receptor. Science, Washington, v. 258, n. 5090, p. 1946-1949, 1992. DOI: 10.1126/science.1470919.

LEWEKE, F. Markus et al. Cannabidiol enhances anandamide signaling and alleviates psychotic symptoms of schizophrenia. Translational Psychiatry, v. 2, n. 3, e94, 2012. DOI: 10.1038/tp.2012.15.

SIEBERS, Michael et al. Exercise-induced euphoria and anxiolysis do not depend on endogenous opioids in humans. Psychoneuroendocrinology, v. 126, art. 105173, 2021. DOI: 10.1016/j.psyneuen.2021.105173.

Dúvidas frequentes

O THC aumenta a anandamida?

Não da mesma forma que o CBD. O THC atua principalmente como um agonista direto dos receptores CB1 e CB2, ou seja, ele próprio se liga a esses receptores e os ativa — imitando, de certa forma, a ação da anandamida, em vez de aumentar sua disponibilidade no organismo. Por isso, embora ambos atuem no mesmo sistema, o mecanismo de ação do THC é diferente do mecanismo investigado para o CBD.

O que é a enzima FAAH?

A FAAH (Fatty Acid Amide Hydrolase) é a principal enzima responsável pela degradação da anandamida após ela exercer sua função no organismo.

O que causa níveis baixos de anandamida e isso pode gerar doenças?

Os níveis de anandamida podem variar por diferentes fatores fisiológicos e ambientais, embora suas causas e mecanismos ainda sejam estudados. Alterações na sinalização desse endocanabinoide têm sido investigadas em algumas condições de saúde, mas níveis baixos de anandamida, isoladamente, não são considerados causa comprovada de doenças.

É possível aumentar a anandamida naturalmente?

Alguns hábitos têm sido associados a variações nos níveis de anandamida, como a prática regular de exercícios físicos, chocolate amargo (rico em compostos que podem interferir na sua degradação) e boa qualidade de sono. Vale destacar que a maior parte dessas evidências vêm de estudos preliminares, e os efeitos tendem a ser temporários e modestos — não devem ser interpretados como uma forma de tratamento.

Anandamida e endorfina são a mesma coisa?

Não. Embora ambas sejam frequentemente relacionadas à sensação de bem-estar, pertencem a sistemas biológicos diferentes. A anandamida é um endocanabinoide e participa da sinalização do sistema endocanabinoide, enquanto as endorfinas são peptídeos produzidos pelo organismo que atuam principalmente sobre receptores opioides. As duas podem participar de respostas relacionadas ao exercício, à dor e ao bem-estar, mas apresentam estruturas, receptores e mecanismos de ação distintos.

Anandamida é um neurotransmissor?

A anandamida atua como um mensageiro químico do sistema endocanabinoide, mas difere dos neurotransmissores clássicos. Ela é geralmente classificada como um endocanabinoide ou neuromodulador lipídico, capaz de participar da comunicação entre as células e modular diferentes processos no sistema nervoso.

Quanto tempo a anandamida permanece no organismo?

A anandamida tem ação de curta duração, pois é rapidamente metabolizada após exercer sua função, principalmente pela enzima FAAH. Essa rápida degradação ajuda a controlar sua disponibilidade e evita que sua sinalização permaneça ativa por períodos prolongados.

Contribuidores:

Andrea Vieira

Andrea Vieira

Ver perfil

Ver mais artigos

Atleta em recuperação com uma rede abstrata representando a comunicação do sistema endocanabinoide e um frasco de óleo de CBD ao lado.
CBDCBD
ExercíciosExercícios

Canabidiol x Ibuprofeno: por que atletas estão mudando suas escolhas?

02/09/2026

10 min de leitura

Leia mais sobre
Ilustração de um fígado recebendo uma gota de óleo e transformando-a em partículas, representando a metabolização do CBD.
CBDCBD

Metabolização do CBD: como o organismo processa o canabidiol

25/08/2026

6 min de leitura

Leia mais sobre
Médica e paciente avaliam o uso de CBD com outros medicamentos, com representação do metabolismo hepático.
CBDCBD
Dicas rápidasDicas rápidas

Quem usa remédio controlado ou de uso contínuo pode usar CBD?

22/08/2026

6 min de leitura

Leia mais sobre
Comparação entre óleo de semente de cânhamo, representado por sementes e óleo vegetal, e óleo de CBD em frasco conta-gotas
CBDCBD
Canabinoides

Qual a diferença entre óleo de semente de cânhamo e óleo de CBD?

18/08/2026

6 min de leitura

Leia mais sobre
Ilustração de uma pessoa deixando o cigarro, com cérebro e moléculas representando o sistema endocanabinoide e o equilíbrio dos circuitos de recompensa.
CBDCBD
TabagismoTabagismo

Potencial terapêutico da cannabis medicinal no tratamento da dependência de nicotina

15/08/2026

10 min de leitura

Leia mais sobre

Inscreva-se na nossa Newsletter

Receba novidades, dicas e conteúdos exclusivos no seu e-mail.