Com a crescente popularização da cannabis medicinal, tornou-se comum ouvir que o canabidiol (CBD) é utilizado como uma forma de “suplementação”. No entanto, essa expressão pode gerar dúvidas e interpretações equivocadas. Afinal, o CBD é um suplemento alimentar? Pode ser usado da mesma forma que vitaminas ou minerais?
A resposta exige alguns esclarecimentos importantes.

No Brasil, o CBD não é classificado como suplemento alimentar. Diferentemente de vitaminas, minerais, aminoácidos ou probióticos, o canabidiol é considerado uma substância bioativa com finalidade terapêutica, cujo uso é regulamentado pela Anvisa.
Do ponto de vista legal e regulatório, portanto, o CBD não pode ser equiparado a suplementos nutricionais, nem comercializado ou utilizado como tal. Seu uso envolve regras específicas, inclusive quanto à prescrição, importação e acompanhamento profissional.
O termo “suplementação” passou a ser usado de forma informal porque, na prática, muitas pessoas incorporam o CBD à rotina diária de cuidado com a saúde, geralmente em doses baixas e contínuas, com o objetivo de promover equilíbrio e bem-estar.
Essa associação decorre principalmente da forma como o CBD atua no organismo e da sua utilização contínua, semelhante à de outros recursos de cuidado preventivo — ainda que, juridicamente e cientificamente, não se trate de um suplemento.
O CBD interage com o sistema endocanabinoide, um sistema fisiológico próprio do corpo humano responsável por regular funções essenciais, como:
Por esse motivo, o canabidiol é frequentemente utilizado como apoio terapêutico complementar em situações como ansiedade leve, dificuldades do sono, dores persistentes ou estresse crônico, sempre respeitando as indicações clínicas e o perfil individual de cada pessoa.
Embora o CBD não tenha efeitos psicoativos e seja, em geral, bem tolerado, isso não significa que seu uso seja irrestrito ou isento de riscos. O canabidiol é uma substância farmacologicamente ativa e pode interagir com outros medicamentos, especialmente aqueles metabolizados pelo fígado.
Por essa razão, mesmo quando utilizado de forma contínua e em baixas doses, o CBD deve ser usado com orientação adequada, considerando possíveis interações, ajustes de dose e a forma mais segura de administração.
O CBD vem ganhando espaço como aliado no cuidado com a saúde e o bem-estar, mas seu uso precisa ser compreendido de forma responsável. Mais do que uma “suplementação”, o canabidiol representa uma ferramenta terapêutica complementar, que exige informação, acompanhamento profissional e respeito às normas regulatórias.
Informar corretamente é o primeiro passo para um uso seguro, consciente e alinhado às evidências científicas disponíveis.

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