O canabidiol (CBD), um dos principais compostos da Cannabis sativa, tem se destacado na área da neurologia por seu potencial terapêutico no manejo de distúrbios motores.
Pesquisas recentes têm revelado benefícios significativos do uso do CBD em quadros como doença de Parkinson, esclerose múltipla, distonia, paralisia cerebral e epilepsias com manifestações motoras.
Diante das limitações das terapias tradicionais, cresce a busca por alternativas que ofereçam eficácia com menos efeitos adversos. Nesse contexto, o CBD desponta como uma opção promissora, unindo segurança, tolerabilidade e efeitos positivos no controle dos sintomas motores.

Distúrbios motores são condições que comprometem a capacidade do sistema nervoso de controlar os movimentos do corpo de forma voluntária, precisa e coordenada.

Geralmente, esses distúrbios têm origem em alterações neurológicas que afetam o cérebro, a medula espinhal ou os nervos periféricos. As causas podem ser variadas, incluindo fatores genéticos, degenerativos, inflamatórios, infecciosos, autoimunes ou traumáticos.
Entre os sinais mais frequentes observados nesses quadros, destacam-se:
Esses sintomas estão presentes em diversas condições neurológicas, entre as quais se destacam:
Doença de Parkinson Distúrbio neurodegenerativo progressivo que compromete o controle motor, com sintomas como tremores em repouso, rigidez, bradicinesia (lentidão dos movimentos) e instabilidade postural.
Esclerose Múltipla (EM) Doença autoimune em que o sistema imunológico ataca a bainha de mielina — estrutura que reveste e protege os nervos — interferindo na comunicação entre o cérebro e o corpo. Pode provocar espasticidade, fraqueza muscular, tremores e alterações na coordenação.
Distonia Transtorno neurológico caracterizado por contrações musculares involuntárias e sustentadas, que resultam em movimentos repetitivos ou posturas anormais. Pode afetar áreas específicas, como mãos, pescoço ou face, ou ocorrer de forma mais generalizada.
Paralisia Cerebral Grupo de distúrbios do movimento causados por lesão cerebral não progressiva, geralmente ocorrida no período perinatal. As manifestações incluem espasticidade, rigidez, discinesias e dificuldades na coordenação motora.
Epilepsias com manifestações motoras Alguns tipos de epilepsia, como as crises mioclônicas e tônico-clônicas, envolvem episódios súbitos de movimentos involuntários, espasmos musculares e perda momentânea do controle motor.
Atividades simples do dia a dia — como caminhar, escrever, vestir-se ou segurar objetos — passam a exigir esforço e atenção redobrados. Movimentos antes automáticos tornam-se lentos, imprecisos ou até impossíveis de realizar sem auxílio.
Esse comprometimento motor afeta diretamente a mobilidade, a autonomia e a qualidade de vida da pessoa, interferindo em sua capacidade de trabalhar, socializar e realizar tarefas básicas. Em muitos casos, o impacto emocional também é significativo, podendo gerar frustração, isolamento e perda de autoestima.
O tratamento dos distúrbios motores varia conforme a causa e a intensidade dos sintomas, mas, de modo geral, adota uma abordagem multidisciplinar. Isso inclui o uso de medicamentos, fisioterapia, terapias complementares e, em casos selecionados, intervenções cirúrgicas.
O principal objetivo é controlar os sintomas, promover a mobilidade e preservar a qualidade de vida do paciente.
Entre os medicamentos mais utilizados no manejo dos distúrbios motores, destacam-se:
Embora os tratamentos convencionais ofereçam alívio significativo para muitos pacientes com distúrbios motores, sua eficácia nem sempre é satisfatória em todos os casos. Além disso, o uso prolongado de determinados medicamentos pode estar associado a efeitos colaterais relevantes, tais como:
Diante dessas limitações, cresce o interesse por abordagens terapêuticas complementares. Nesse cenário, o canabidiol (CBD) tem se destacado como uma alternativa promissora, por reunir potencial terapêutico e um perfil de segurança mais favorável em determinados contextos clínicos.
O canabidiol (CBD) exerce seus efeitos principalmente por meio da modulação do sistema endocanabinoide — um conjunto de receptores e moléculas que desempenham papel essencial na regulação de diversas funções fisiológicas, como dor, controle motor, humor e processos inflamatórios.
Embora a interação do CBD com os receptores canabinoides CB1 e CB2 seja indireta, ele atua em outros alvos relevantes do sistema nervoso, favorecendo o equilíbrio da atividade motora. Entre os principais mecanismos envolvidos, destacam-se:
Essa atuação multifatorial do CBD permite um efeito modulador sobre o sistema neuromotor, ajudando a reduzir espasmos, tremores, rigidez e outros sintomas que comprometem a mobilidade e a qualidade de vida dos pacientes.
O tetraidrocanabinol (THC), um dos principais canabinoides presentes na Cannabis sativa, tem demonstrado potencial terapêutico em diversas condições neurológicas, sobretudo quando associado ao canabidiol (CBD). Essa combinação tende a equilibrar os efeitos psicoativos do THC e ampliar os benefícios clínicos.
A seguir, destacam-se algumas doenças neurológicas em que o uso do THC pode ser benéfico:
Esclerose Múltipla (EM)
O THC, especialmente em formulações combinadas com CBD, apresenta eficácia comprovada no tratamento da espasticidade em pacientes com EM. Seus efeitos positivos incluem:
Há evidência clínica robusta que embasa seu uso, com medicamentos aprovados em diversos países — incluindo o Brasil, mediante prescrição médica e autorização da Anvisa.
Doença de Parkinson
Estudos preliminares sugerem que o THC pode contribuir para:
Contudo, ainda existem controvérsias quanto aos seus efeitos sobre sintomas motores centrais, como tremores e rigidez. Além disso, há relatos de efeitos adversos, como alterações cognitivas e alucinações, o que demanda cautela e avaliação individualizada.
Distonia
Em casos de distonia focal ou generalizada, o THC pode auxiliar na:
Relatos clínicos e estudos de caso indicam benefícios, especialmente quando o THC é administrado em associação ao CBD. No entanto, ainda são necessários mais ensaios clínicos controlados para confirmar sua eficácia e segurança em maior escala.
O canabidiol (CBD) tem se consolidado como uma alternativa terapêutica promissora no tratamento dos distúrbios motores, especialmente para pacientes que não apresentam resposta satisfatória aos tratamentos convencionais.
Seus efeitos anti-inflamatórios, relaxantes e moduladores do sistema nervoso central contribuem de maneira relevante para o alívio de sintomas como espasticidade, tremores e rigidez muscular.
Embora ainda sejam necessários estudos de longo prazo e maior padronização em protocolos clínicos, o CBD representa uma perspectiva concreta de melhora na qualidade de vida de pessoas que convivem com distúrbios motores crônicos — proporcionando alívio com menor incidência de efeitos adversos e favorecendo uma recuperação mais funcional e equilibrada.

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