O mês de maio é simbolizado pela cor roxa, em referência ao Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, celebrado em 19 de maio. A data, criada em 2010 pela Federação Europeia de Associações de Crohn e Colite Ulcerativa (EFCCA), é hoje reconhecida mundialmente como o principal marco de conscientização sobre as Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs) — um grupo de condições crônicas que inclui, principalmente, a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.
As DIIs podem afetar pessoas de qualquer idade, mas costumam surgir antes dos 30 anos, com maior incidência entre os 14 e 24 anos. Há também registros de início tardio, entre os 50 e 70 anos.
Neste artigo, abordamos o que são essas doenças, seus impactos na vida dos pacientes e o papel do canabidiol (CBD) como terapia complementar no cuidado com quem convive com essas condições.

No Brasil, o Maio Roxo tornou-se uma campanha nacional com o propósito de:
Ao longo do mês, instituições de saúde promovem palestras, caminhadas, eventos virtuais e ações simbólicas — como a iluminação de monumentos com luz roxa — em apoio à causa.
As DIIs são doenças crônicas marcadas por inflamação persistente no trato gastrointestinal, com causas ainda não totalmente compreendidas. Fatores genéticos, imunológicos e ambientais estão entre os principais envolvidos. Há indícios de que, em pessoas geneticamente predispostas, bactérias intestinais comuns possam desencadear uma resposta imune inadequada.
Estudos mostram maior prevalência em pessoas de origem norte-europeia e em indivíduos da comunidade judaica asquenaze. A chance de desenvolver DII é até 20 vezes maior em parentes de primeiro grau de pacientes diagnosticados, especialmente no caso da Doença de Crohn.
Tipos principais:
Os sintomas variam de acordo com o tipo de DII e a região afetada, mas entre os mais frequentes estão:
Em muitos casos, a inflamação prolongada leva à desnutrição, compromete a qualidade de vida e aumenta o risco de câncer intestinal.
Conviver com uma DII vai além dos sintomas físicos. Os pacientes frequentemente enfrentam:
Embora ainda não exista uma cura definitiva para as DIIs, existem tratamentos eficazes que ajudam a controlar os sintomas, reduzir a inflamação e melhorar a qualidade de vida.
Os medicamentos mais comuns incluem:
Em casos mais graves, a cirurgia pode ser necessária — por exemplo, para remover partes do intestino muito danificadas ou tratar complicações como obstruções.
O tratamento deve ser sempre individualizado e acompanhado por um médico gastroenterologista, que indicará a melhor combinação de medicamentos e abordagens para cada paciente.
Além da medicação, muitos pacientes buscam ajustes na alimentação e técnicas de controle do estresse. Apesar da popularidade de certas dietas, como as restritivas de carboidratos, ainda faltam evidências científicas robustas que comprovem sua eficácia no tratamento da DII.
Por outro lado, práticas de equilíbrio emocional, como meditação, psicoterapia e exercícios de respiração, ajudam a lidar com os impactos psicológicos da doença, promovendo bem-estar e adesão ao tratamento.
Diante dessas buscas por alternativas que vão além da medicação tradicional — incluindo mudanças na alimentação e estratégias para o bem-estar emocional — surge o interesse por terapias complementares. Entre elas, o canabidiol (CBD) tem se destacado por seu potencial em aliviar sintomas físicos e emocionais nas DIIs.
O canabidiol (CBD), composto não psicoativo da planta Cannabis sativa, tem ganhado destaque como terapia complementar no tratamento das Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs), como a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa.
Embora ainda sejam necessários estudos clínicos de grande escala, evidências preliminares e relatos de pacientes indicam que o CBD pode contribuir para:
O canabidiol (CBD) atua principalmente por meio do sistema endocanabinoide (SEC) — um conjunto de receptores e moléculas sinalizadoras presente em todo o corpo humano, incluindo o cérebro, o sistema digestivo, o sistema imunológico e a pele.
Esse sistema é responsável por regular funções essenciais, como:
O CBD não se liga diretamente aos receptores CB1 (localizados no sistema nervoso central) nem aos CB2 (presentes no sistema imunológico e no trato gastrointestinal), mas modula indiretamente sua atividade. Essa atuação contribui para o equilíbrio do sistema endocanabinoide, promovendo efeitos terapêuticos sem provocar alterações psicoativas, como ocorre com o THC.
Além disso, o canabidiol reduz a produção de substâncias inflamatórias e regula a resposta imunológica, o que o torna especialmente útil em casos de doenças inflamatórias, autoimunes e neurodegenerativas.
O CBD também interage com outros receptores relevantes no organismo, como:
As Doenças Inflamatórias Intestinais exigem cuidado contínuo, informação de qualidade e abordagem multidisciplinar. O Maio Roxo reforça a importância da conscientização e do acolhimento a quem convive com essas condições.
O canabidiol (CBD) surge como uma terapia complementar promissora, com potencial para aliviar sintomas, reduzir inflamações e contribuir para o bem-estar físico e emocional dos pacientes.
Embora os estudos ainda estejam em andamento, o uso do CBD deve sempre ser feito com acompanhamento médico e dentro da regulamentação vigente.
Informar, tratar e acolher são passos essenciais para melhorar a qualidade de vida de quem enfrenta as DIIs.

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