Nos Estados Unidos, a maconha sempre foi enquadrada na categoria mais restritiva da legislação federal, o chamado Schedule I da Controlled Substances Act. Essa classificação é reservada a substâncias consideradas sem uso médico aceito e com alto potencial de abuso, como heroína e LSD. Essa equiparação impôs, por décadas, barreiras severas ao estudo científico da cannabis.

Recentemente, o governo norte-americano anunciou medidas para acelerar a reclassificação da maconha para o Schedule III, categoria que reconhece a existência de uso médico e aponta menor potencial de dependência. A mudança sinaliza um deslocamento importante na política de drogas do país, aproximando a cannabis de substâncias de risco moderado, como certos analgésicos amplamente utilizados na prática clínica.
As autoridades responsáveis afirmam que o objetivo central é permitir que a comunidade científica avance na investigação dos riscos e das possíveis aplicações terapêuticas da planta e de seus derivados. O interesse é crescente: ao longo dos últimos anos, diversos países flexibilizaram suas políticas, impulsionando o uso medicinal e estimulando pacientes a buscar alternativas naturais para tratar dor, ansiedade, insônia e outras condições.
No Brasil, a demanda por evidências científicas também têm aumentado. Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a Embrapa a cultivar e pesquisar a cannabis exclusivamente para fins científicos, sob rígidos controles. Essa decisão marcou um avanço importante na produção de conhecimento nacional sobre o tema.
1. Reconhecimento formal do uso médico
Ao mover a maconha do Schedule I para o Schedule III, o governo dos EUA passa a reconhecer oficialmente que a planta possui potencial terapêutico. Esse reconhecimento abre caminho para diretrizes médicas mais claras, amplia o interesse de profissionais de saúde e fortalece a legitimidade de estudos clínicos.
2. Redução das barreiras para estudos clínicos
Até agora, pesquisadores enfrentavam exigências extremamente rigorosas para conduzir estudos com cannabis, incluindo licenças especiais e controles rigorosos para manipular uma substância de Schedule I. Essas restrições limitaram tanto a velocidade quanto a abrangência das pesquisas. Com a reclassificação, os processos regulatórios tornam-se menos complexos, permitindo estudos mais amplos, com maior número de participantes e maior diversidade de centros de pesquisa.
3. Aumento do financiamento e da infraestrutura científica
Ao deixar de ser tratada como uma substância de risco máximo, a cannabis se torna um alvo mais atraente para investimentos acadêmicos e privados. Universidades, hospitais e empresas farmacêuticas passam a ter menos impedimentos legais e mais segurança jurídica para financiar estudos, desenvolver produtos e ampliar a infraestrutura necessária para pesquisas de qualidade.
A reclassificação da maconha nos Estados Unidos é vista como um marco regulatório capaz de transformar o cenário das pesquisas médicas sobre a cannabis. Ao reduzir barreiras, reconhecer o potencial terapêutico da planta e incentivar investimentos, essa mudança deve ampliar significativamente a produção de evidências científicas, permitindo avanços mais consistentes na compreensão de sua eficácia, segurança e aplicações clínicas. Trata-se de um passo decisivo para alinhar a legislação à realidade médica e às demandas da sociedade por tratamentos alternativos e mais personalizados.

Agende sua primeira consulta na Click por apenas R$50 e converse com nossos médicos especialistas hoje mesmo.

19/02/2026
4 min de leitura

18/02/2026
2 min de leitura

16/02/2026
4 min de leitura

16/02/2026
2 min de leitura

16/02/2026
6 min de leitura
Assine e receba novidades, dicas e conteúdos exclusivos no seu email
Receba novidades, dicas e conteúdos exclusivos no seu e-mail.