Embora o não seja um medicamento específico para perda de peso, ele pode contribuir indiretamente para o emagrecimento ao influenciar fatores como a ingestão de alimentos e o metabolismo. Seus efeitos, no entanto, dependem de cada indivíduo e ainda precisam de mais estudos para serem completamente compreendidos.

Além do impacto no metabolismo, a Cannabis medicinal tem sido extensivamente estudada por seus benefícios terapêuticos em diversas condições de saúde. Por isso, é essencial conscientizar a população sobre seu uso responsável, sempre com acompanhamento médico qualificado.
Quando utilizado de forma adequada, o CBD pode proporcionar alívio para pacientes com condições debilitantes, promovendo uma melhora significativa na qualidade de vida.
Sua ação ocorre por meio do sistema endocanabinoide (ECS), um sistema biológico que desempenha um papel fundamental na regulação do apetite, do armazenamento de energia e do equilíbrio metabólico.
O ECS está envolvido na modulação de hormônios que controlam a fome e a saciedade, além de influenciar a conversão de gordura branca (armazenadora de energia) em gordura marrom (queima de energia).
Ao interagir com esse sistema, o CBD pode ajudar a reduzir impulsos alimentares, melhorar a regulação do metabolismo e minimizar fatores como ansiedade e estresse, que muitas vezes levam à alimentação compulsiva.
Dessa forma, embora não atue diretamente como um agente emagrecedor, o CBD pode favorecer um ambiente metabólico mais equilibrado, auxiliando na manutenção de um peso saudável.
O canabidiol (CBD) possui propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar a combater a inflamação crônica, frequentemente associada à resistência à insulina e ao ganho de peso.
Nos quadros de obesidade, o processo inflamatório desencadeia a liberação de citocinas e outras substâncias inflamatórias que prejudicam a sinalização da insulina nas células. Como consequência, o organismo encontra dificuldades para metabolizar a glicose de forma eficiente, forçando o pâncreas a produzir quantidades ainda maiores de insulina.
Com o tempo, essa sobrecarga metabólica não apenas intensifica o acúmulo de gordura, mas também agrava a resistência à insulina, alimentando um ciclo que compromete ainda mais o equilíbrio metabólico e favorece o desenvolvimento de distúrbios como o diabetes tipo 2.
Uma revisão publicada em 2020 na Frontiers in Endocrinology, intitulada “Phytocannabinoids: Useful Drugs for the Treatment of Obesity? Special Focus on Cannabidiol”, destaca o potencial terapêutico do CBD e de outros fitocanabinoides no combate à obesidade. Entre os benefícios apontados estão ações anti-inflamatórias, antioxidantes, neuroprotetoras e efeitos moduladores do metabolismo lipídico.
A pesquisa indica que o CBD pode beneficiar o metabolismo ao modular processos inflamatórios e otimizar funções metabólicas essenciais.
Esse efeito está diretamente ligado ao sistema endocanabinoide (ECS), que desempenha um papel crucial na regulação metabólica e influencia o acúmulo de gordura em órgãos como o fígado e o coração.
Além disso, estudos destacam a relevância dos receptores CB1 e CB2, presentes em tecidos e órgãos como o tecido adiposo, fígado, coração e músculos esqueléticos. A interação dos fitocanabinoides com esses receptores pode ter um impacto significativo no metabolismo, favorecendo o controle da obesidade.
No organismo, existem dois tipos principais de tecido adiposo: o branco, que armazena gordura, e o marrom, que queima para produzir calor. Esse calor surge por meio de um processo chamado termogênese, em que o corpo converte calorias em energia térmica. Dessa forma, contribui tanto para a regulação da temperatura corporal quanto para o controle de peso.
Segundo o artigo “Cannabidiol promotes browning in 3T3-L1 adipocytes”, o canabidiol (CBD) pode estimular a conversão (browning) de células de gordura branca em células de gordura marrom.
As células de gordura marrom são especialmente ricas em mitocôndrias — as “usinas” de energia das células — que geram calor por meio da termogênese. Diferentemente de outras células, que priorizam a produção de ATP, as mitocôndrias do tecido adiposo marrom utilizam proteínas desacopladoras (principalmente a UCP1) para liberar energia em forma de calor, em vez de armazená-la.
Esse aumento na produção de calor eleva o gasto energético total do organismo, acelerando o metabolismo e intensificando a queima de calorias. Como resultado, o corpo consome mais energia, o que pode auxiliar na perda de peso e no combate à obesidade.
Um sono de qualidade é essencial para a manutenção do peso saudável e o equilíbrio metabólico. Durante o descanso, o organismo desempenha funções vitais, como a regulação dos hormônios responsáveis pelo apetite, pelo armazenamento de energia e pelo metabolismo.
A privação ou a má qualidade do sono pode desregular esses processos, resultando no aumento do apetite, no maior consumo calórico e no acúmulo de gordura.
O CBD pode contribuir para a melhoria do sono em algumas pessoas, principalmente ao atenuar fatores que prejudicam o descanso, como a ansiedade e o estresse. Estudos indicam que o CBD interage com o sistema endocanabinoide (ECS) e com receptores de serotonina, favorecendo um relaxamento profundo e facilitando a transição para os estágios restauradores do sono.
Dormir bem está diretamente associado à regulação dos hormônios leptina e grelina. A leptina, conhecida como o "hormônio da saciedade", tende a diminuir com a privação do sono, enquanto a grelina, o "hormônio da fome", aumenta, favorecendo a ingestão excessiva de alimentos e o ganho de peso.
Dessa forma, ao promover um sono mais reparador, o CBD pode exercer um impacto positivo no controle do peso, auxiliando no equilíbrio metabólico, na regulação do apetite e na melhoria da saúde geral.
A pesquisa intitulada "Effects of Cannabidiol on Appetite and Body Weight: A Systematic Review" (2022) avalia os efeitos do canabidiol (CBD) no apetite e no controle do peso corporal, com base em evidências presentes na literatura científica. A revisão sugere que o CBD tem capacidade de reduzir o apetite, possivelmente devido à sua ação no sistema endocanabinoide (ECS), que de forma indireta modula os receptores CB1 e CB2.
O receptor CB1 é conhecido por estimular o apetite, especialmente quando ativado por por compostos como o tetrahidrocanabinol (THC) da Cannabis sativa. Esse efeito é conhecido como "fome induzida por canabinoides" e é uma das razões pelas quais o THC tem sido usado medicinalmente para tratar perda de apetite em condições como câncer ou HIV.
Por outro lado, o CBD (canabidiol) age de forma diferente. Ele não ativa diretamente o receptor CB1 e, em vez disso, pode modulá-lo negativamente, reduzindo sua atividade. Isso explica por que o CBD, ao contrário do THC, não estimula o apetite e, em alguns casos, pode até ter um efeito anorexígeno (supressor do apetite).
O CBD é reconhecido por suas propriedades ansiolíticas, que ajudam no controle da ansiedade e do estresse. Essa conexão é importante, pois a relação entre ansiedade, estresse e ganho de peso está bem documentada.
Muitas pessoas recorrem ao chamado comer emocional**,** consumindo alimentos de forma compulsiva como uma maneira de lidar com o estresse ou aliviar a ansiedade. Esse comportamento pode levar a um aumento significativo no consumo calórico, contribuindo para o ganho de peso ao longo do tempo.
Ao reduzir a ansiedade e o estresse, o CBD pode ajudar a interromper esse ciclo. Com menores níveis de estresse, diminui-se a necessidade de buscar conforto na comida, influenciando indiretamente o controle do peso.
Além disso, o alívio do estresse pode trazer benefícios adicionais ao metabolismo, já que altos níveis de cortisol — o hormônio do estresse — estão associados ao aumento do armazenamento de gordura, especialmente na região abdominal.
Sim! A própria Anvisa autoriza medicamentos que contêm esse composto como princípio ativo, desde que prescritos por médicos habilitados. Além disso, sua compra e uso são rigorosamente controlados.
Essa regulamentação reforça a segurança do CBD para a saúde, com efeitos colaterais geralmente mais leves do que os de muitos medicamentos alopáticos tradicionais.
Embora o CBD seja geralmente bem tolerado, alguns efeitos adversos podem ocorrer, especialmente em doses elevadas:
Embora muitas pessoas acreditem que o CBD estimule o apetite, pesquisas preliminares indicam o contrário: ele pode reduzir a ingestão de alimentos e acelerar o metabolismo, favorecendo a perda de peso.
No entanto, seus efeitos variam conforme o indivíduo e as circunstâncias específicas. Ainda são necessárias mais pesquisas para compreender completamente esses mecanismos e determinar o uso mais eficaz do CBD no controle do apetite e do peso corporal.
Por isso, seu uso deve ser sempre feito sob orientação médica, especialmente por pessoas com doenças preexistentes ou que utilizam outros medicamentos. O acompanhamento profissional é essencial para garantir segurança e eficácia, a Click Cannabis podemos te ajudar.

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