A Síndrome do Intestino Irritável (SII) é um distúrbio funcional que afeta o trato gastrointestinal e provoca sintomas como dor abdominal, inchaço, constipação ou diarreia. Embora não cause inflamações visíveis ou lesões intestinais, estudos sugerem que um leve desequilíbrio inflamatório e alterações na sensibilidade intestinal podem estar presentes, contribuindo para a persistência dos sintomas.
Diante desse cenário, o canabidiol (CBD) tem despertado interesse como alternativa terapêutica promissora. Com propriedades anti-inflamatórias e ansiolíticas, o CBD atua no sistema endocanabinoide, responsável por regular funções como motilidade intestinal, dor e resposta imune — oferecendo potencial alívio tanto físico quanto emocional aos portadores da SII.

Embora afetem o mesmo sistema, a Doença Inflamatória Intestinal (DII) e a Síndrome do Intestino Irritável (SII) são condições distintas, com causas, evolução e tratamentos diferentes.

A DII é uma doença crônica e inflamatória, com duas formas principais: Doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa. Ambas envolvem inflamação persistente no trato digestivo, podendo afetar diferentes segmentos e camadas do intestino. Os sintomas incluem dor abdominal intensa, diarreia com sangue, fadiga, febre e perda de peso, além de lesões visíveis em exames, como úlceras e espessamento da parede intestinal.
Já a SII, como mencionado, é um distúrbio funcional, sem inflamação ou danos estruturais. Seus sintomas são variáveis e cíclicos, muitas vezes relacionados a estresse, alimentação e fatores emocionais. Pode haver presença de muco nas fezes, mas sem sinais clínicos de inflamação.
Em resumo, a DII exige tratamento médico contínuo e pode levar a complicações sérias, enquanto a SII, embora não inflamatória, compromete a qualidade de vida e pode ser manejada com ajustes no estilo de vida e terapias complementares — como o CBD.
Não. A SII é considerada uma condição crônica funcional, ou seja, não tem cura definitiva. No entanto, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida por meio de abordagens individualizadas.
O tratamento da SII tem como foco aliviar a dor abdominal, melhorar o funcionamento do intestino e controlar o inchaço. Além disso, é essencial identificar e evitar os fatores que desencadeiam os sintomas, como estresse, certos alimentos ou questões emocionais.
E os remédios, ajudam?
Sim, e muito! Mas vale lembrar que cada pessoa sente a SII de um jeito diferente. Por isso, os medicamentos são escolhidos de acordo com o sintoma que mais incomoda. Veja como eles podem ajudar:
O sistema endocanabinoide (SEC) é uma rede complexa de receptores e moléculas sinalizadoras que regulam diversas funções no organismo — e tem papel essencial na fisiologia gastrointestinal.
Além de ser um alvo terapêutico promissor para doenças como a Doença Inflamatória Intestinal (DII) e a Síndrome do Intestino Irritável (SII), o SEC também é fundamental para manter o equilíbrio intestinal, conhecido como homeostase. Quando esse equilíbrio é afetado, surgem sintomas como dor, desconforto, alterações no trânsito intestinal e inflamação leve.
O SEC atua por meio de dois principais receptores:
O canabidiol (CBD) interage com esses receptores, ajudando a modular a atividade do intestino, reduzir a sensibilidade à dor e equilibrar a resposta imunológica, o que pode ser especialmente útil em quadros como a SII.
A planta cannabis contém mais de 110 compostos ativos, chamados canabinoides. Entre eles, dois ganham destaque quando o assunto é saúde intestinal: o tetrahidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD).
O THC é responsável pelos efeitos psicoativos. Já o CBD não altera a consciência e vem sendo amplamente estudado por seus efeitos terapêuticos, especialmente os anti-inflamatórios — os mais relevantes no caso da Síndrome do Intestino Irritável.
Essa ação anti-inflamatória, somada à capacidade de modular a dor e melhorar a motilidade intestinal, faz do CBD um possível aliado no alívio dos sintomas da SII, como dor abdominal, inchaço e desconforto. Esses sintomas estão frequentemente associados a processos inflamatórios leves e à chamada hipersensibilidade visceral.
Além da SII, a cannabis medicinal já é usada no tratamento de diversas outras condições, como:
O CBD não age de forma direta nos receptores CB1 e CB2, como faz o THC. Em vez disso, ele modula a atividade do sistema endocanabinoide de maneira indireta, favorecendo o equilíbrio natural do organismo.
Além disso, o CBD também interage com outros receptores relacionados à dor, inflamação e humor, como os receptores de serotonina (5-HT1A) e vaniloides (TRPV1), o que pode ajudar a:
Essa atuação multifacetada explica por que o CBD tem sido considerado uma alternativa interessante para pacientes com SII, especialmente aqueles que não respondem bem aos tratamentos convencionais.
Não. A Síndrome do Intestino Irritável (SII) se manifesta de maneiras diferentes em cada pessoa. Alguns têm mais episódios de diarreia, outros sofrem com prisão de ventre, e há quem apresente sintomas mistos, com alternância entre os dois. Além disso, fatores como alimentação, estresse, sono e saúde emocional também influenciam bastante.
Por isso, o tratamento precisa ser personalizado, levando em conta o tipo de sintoma predominante, os gatilhos individuais e até o estilo de vida da pessoa. Em muitos casos, é necessário combinar ajustes na alimentação, medicamentos, acompanhamento psicológico e, às vezes, terapias complementares, como o uso de probióticos ou CBD.
Ter o apoio de uma equipe multidisciplinar — que pode incluir gastroenterologista, nutricionista e psicólogo — faz toda a diferença para encontrar o equilíbrio ideal e melhorar a qualidade de vida.
A cannabis medicinal tem mostrado bons resultados no alívio de sintomas da Síndrome do Intestino Irritável (SII) e de outras condições, mas seu uso exige acompanhamento profissional e atenção individualizada.
Em especial no início do tratamento — ou quando há aumento rápido da dose — podem surgir alguns efeitos colaterais. Isso não significa que o tratamento deva ser interrompido, mas que é necessário ajustar doses com cautela e respeitar o tempo de adaptação do organismo.
Veja os efeitos mais comuns e como lidar com eles:
1. Tontura: É bastante comum nas primeiras semanas ou após aumento da dose. Para evitar esse desconforto, recomenda-se adotar a estratégia da "escada de dose", aumentando a quantidade de forma gradual. Também é útil evitar movimentos bruscos durante esse período.
2. Sonolência: Tanto o CBD em doses elevadas quanto o THC em concentrações moderadas a altas podem causar sedação. Por isso, é importante escolher bem os horários de uso, preferindo momentos em que o paciente possa descansar, e evitando o uso antes de atividades que exigem atenção, como dirigir.
3. Náuseas: Embora a cannabis seja conhecida por aliviar náuseas — especialmente em pacientes oncológicos — o uso excessivo de canabinoides pode causar o efeito contrário em algumas pessoas. Reduzir a dose ou tomar pequenas quantidades antes das refeições costuma ajudar.
4. Redução do apetite: Apesar do THC ser associado ao aumento do apetite, algumas pessoas, especialmente crianças ou indivíduos mais sensíveis, podem apresentar redução na fome. Nesses casos, é essencial monitorar peso e crescimento, ajustando a dose conforme necessário ou até pausando o tratamento temporariamente.
A Síndrome do Intestino Irritável continua sendo um desafio na vida de muitos pacientes, com sintomas que afetam diretamente o bem-estar físico e emocional. Nesse cenário, o CBD surge como uma alternativa terapêutica promissora, não para substituir os tratamentos convencionais, mas para complementar o cuidado de forma natural e integrada.
Com ação anti-inflamatória, ansiolítica e reguladora do sistema endocanabinoide, o CBD pode oferecer alívio real — desde que usado com responsabilidade e orientação médica. Cuidar do intestino é cuidar da qualidade de vida, e cada passo nessa jornada deve ser feito com informação, equilíbrio e apoio profissional.

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