A Síndrome de Tourette (ST) é um transtorno neurológico que se manifesta por tiques motores e vocais involuntários, frequentes e repetitivos. Apesar de atingir milhares de pessoas no mundo, seu tratamento ainda é um desafio.
Diante das limitações das terapias convencionais, a cannabis medicinal — especialmente seus componentes canabidiol (CBD) e tetraidrocanabinol (THC) — tem se mostrado uma alternativa terapêutica promissora para aliviar os sintomas da ST e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A Síndrome de Tourette é um distúrbio do neurodesenvolvimento que costuma surgir ainda na infância, com início antes dos 18 anos de idade. Atinge mais frequentemente indivíduos do sexo masculino e apresenta grande variação na gravidade e na frequência dos sintomas.

Os principais sinais clínicos são os tiques motores e vocais, que ocorrem de forma involuntária e intermitente. Entre os exemplos mais comuns, destacam-se:
Esses tiques geralmente se intensificam em situações de estresse, ansiedade, excitação ou fadiga, e podem interferir significativamente nas atividades escolares, sociais e emocionais dos indivíduos.
Além dos tiques, muitos pacientes convivem com comorbidades psiquiátricas, que podem agravar o quadro clínico e dificultar o diagnóstico e o tratamento. As mais frequentes são:
Essas condições associadas aumentam o impacto funcional da doença, tornando essencial uma abordagem terapêutica multidisciplinar e individualizada.
Estudos recentes sugerem que os canabinoides, especialmente o CBD e o THC, podem modular os circuitos cerebrais envolvidos nos tiques e no comportamento compulsivo.
Os efeitos anti-inflamatórios, ansiolíticos e neuromoduladores desses compostos têm atraído a atenção da comunidade científica.
O uso medicinal da cannabis na Síndrome de Tourette tem mostrado benefícios como:
Embora ainda sejam necessários mais estudos clínicos controlados e de longo prazo, os resultados preliminares são animadores, especialmente em casos resistentes aos tratamentos convencionais.
Apesar do potencial terapêutico promissor da cannabis medicinal no tratamento da Síndrome de Tourette, seu uso exige responsabilidade, orientação especializada e respeito às normas legais vigentes.
1. Acompanhamento profissional é indispensável
O tratamento com produtos à base de cannabis deve ser conduzido por um médico habilitado e com experiência em cannabis medicinal.
Assim, será possível avaliar corretamente o quadro clínico do paciente, indicar a formulação mais adequada, ajustar a dosagem conforme a resposta ao tratamento e monitorar eventuais efeitos adversos.
Esse acompanhamento contínuo é essencial para garantir a segurança, eficácia e personalização da terapia.
2. Regulamentação no Brasil
No Brasil, o uso de cannabis medicinal é permitido mediante prescrição médica, com produtos importados ou nacionais devidamente autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
O processo inclui a obtenção de um laudo médico, a justificativa terapêutica e, em alguns casos, o cadastro na plataforma da Anvisa para autorização de importação.
Essa regulamentação garante mais segurança ao paciente, coibindo o uso indiscriminado ou sem respaldo técnico.
3. Resposta individualizada ao tratamento
É importante destacar que cada organismo responde de maneira única ao uso da cannabis medicinal. Fatores como idade, gravidade dos sintomas, presença de comorbidades, metabolismo e sensibilidade aos canabinoides influenciam os efeitos percebidos.
Por isso, o acompanhamento contínuo é essencial para realizar ajustes na dose, trocar a formulação, ou até suspender o tratamento, caso necessário.
A personalização da abordagem terapêutica é o que garante melhores resultados e maior segurança ao paciente.
A cannabis medicinal surge como uma alternativa terapêutica segura e potencialmente eficaz para o tratamento da Síndrome de Tourette, principalmente em pacientes que não respondem bem às terapias tradicionais.
Contudo, o uso deve ser sempre orientado por profissionais de saúde capacitados, com prescrição individualizada, acompanhamento contínuo e observação rigorosa dos efeitos clínicos.
À medida que a pesquisa científica avança e as barreiras legais se flexibilizam, espera-se que cada vez mais pacientes com ST possam se beneficiar de tratamentos que priorizem não apenas o controle dos sintomas, mas também a qualidade de vida e o bem-estar emocional.

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