Rinite alérgica, asma, dermatite atópica e alergias alimentares afetam milhões de pessoas em todo o mundo e, quando não controladas adequadamente, podem comprometer seriamente a qualidade de vida.
Episódios recorrentes de espirros, coceira, congestão nasal, inflamações na pele ou crises respiratórias transformam situações cotidianas em grandes desafios.
Mas afinal, o que caracteriza uma alergia? E por que o organismo reage de forma tão intensa a substâncias que, para a maioria das pessoas, são inofensivas?

Essas perguntas são o ponto de partida para compreender não só os mecanismos por trás das reações alérgicas, mas também as possibilidades de tratamento — incluindo novas abordagens terapêuticas, como o uso do canabidiol (CBD), um composto da cannabis medicinal que tem despertado interesse da comunidade científica pelos seus efeitos anti-inflamatórios e moduladores do sistema imunológico.
Alergia, também chamada de reação de hipersensibilidade, é uma resposta exagerada do sistema imunológico que ocorre após a exposição a um antígeno — uma substância estranha ao organismo.
Essa reação acontece em pessoas geneticamente predispostas e que já tiveram contato prévio com o agente causador, desenvolvendo o que chamamos de sensibilização. A partir desse ponto, o organismo passa a reagir de forma intensa, mesmo a pequenas quantidades da substância.
As alergias ocorrem quando o sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias normalmente inofensivas. Conheça os tipos mais frequentes:
1. Alergia alimentar
É uma reação imediata a determinadas proteínas presentes em alimentos, mediada por anticorpos IgE. Pode causar urticária, inchaço, vômitos e, em casos mais graves, dificuldade para respirar. Diferente da intolerância alimentar, que envolve apenas sintomas digestivos, a alergia alimentar ativa intensamente o sistema imunológico.
2. Alergia respiratória
Resulta da exposição a alérgenos inaláveis, como poeira, ácaros, mofo, pólen e pelos de animais. Engloba condições como rinite alérgica e asma, com sintomas como espirros, tosse, congestão nasal e chiado no peito. É mais comum em pessoas com predisposição genética e tende a se manifestar de forma crônica.
3. Alergia de Pele
Pode ser provocada por contato direto com substâncias alérgicas (como cosméticos ou produtos de limpeza) ou por reação interna a alimentos ou medicamentos. As formas mais comuns são dermatite atópica, urticária e angioedema.
4. Alergia a Medicamentos
Atinge até 12% da população. Os sintomas vão desde coceira e erupções cutâneas até casos graves de anafilaxia. Também podem ocorrer reações cruzadas entre medicamentos da mesma classe.
5. Alergia a Insetos
Picadas de insetos podem causar reações locais ou generalizadas, com inchaço, coceira e bolhas. Em crianças, coçar a pele pode levar a infecções secundárias.
6. Alergia a Pelos de Animais
A descamação da pele e os pelos de pets podem desencadear rinite, asma ou dermatite. Manter o ambiente limpo e arejado ajuda a minimizar as crises.
A alergia é resultado da interação entre fatores genéticos e ambientais. O sistema imunológico, ao identificar certas substâncias como ameaças, reage de forma exagerada, liberando mediadores inflamatórios como a histamina — o que provoca sintomas como coceira, espirros, falta de ar, inchaço, entre outros.
1. Fatores genéticos (atopia)
Algumas pessoas já nascem com maior predisposição a desenvolver alergias — uma condição conhecida como atopia. Ter essa predisposição, no entanto, não significa que a alergia surgirá imediatamente. Ela pode se manifestar ao longo da vida, dependendo de fatores externos.
2. Fatores ambientais e de estilo de vida
A exposição a alérgenos como ácaros, mofo, pólens, alimentos específicos, infecções, poluição e até estresse pode ativar essa predisposição. Mudanças no estilo de vida, como alimentação ultraprocessada e exposição precoce a antibióticos, também são associadas ao aumento das alergias.
3. Resposta imune exagerada
Em pessoas predispostas, o sistema imunológico reconhece substâncias comuns como invasoras e passa a combatê-las, liberando substâncias químicas que causam os sintomas alérgicos. Entender esse processo é fundamental para adotar estratégias preventivas e tratamentos mais eficazes.
As alergias podem se manifestar de diferentes maneiras, dependendo do tipo de reação e da gravidade. Entre os sintomas mais comuns estão coceira no nariz, nos olhos ou na pele, nariz entupido, coriza, espirros e tosse.

Em casos mais graves, como nas alergias alimentares, a reação pode afetar vários sistemas do corpo, incluindo a pele, o sistema digestivo, o sistema respiratório e até o sistema circulatório — podendo evoluir para uma reação anafilática, que requer atendimento médico imediato.
É fundamental ficar atento a sinais que indicam uma possível reação alérgica, como:
Atualmente, a alergia não tem cura definitiva. Trata-se de uma condição crônica, o que significa que o sistema imunológico continuará reagindo de forma exagerada a determinados estímulos ao longo da vida.
No entanto, é perfeitamente possível — e essencial — controlar os sintomas e a inflamação alérgica. Esse controle envolve principalmente a redução da exposição aos fatores desencadeantes e, em alguns casos, o uso de medicações sob orientação médica.
Com um manejo adequado e hábitos preventivos, muitas pessoas conseguem levar uma vida ativa, saudável e com poucas crises, conquistando bem-estar e qualidade de vida mesmo convivendo com a condição.
Ignorar o tratamento da alergia pode trazer consequências sérias para a saúde e prejudicar muito a qualidade de vida. Além do desconforto constante, sintomas como fadiga, irritação e dificuldade de concentração tendem a se intensificar, afetando o desempenho no trabalho, nos estudos e nas atividades diárias.
Entenda melhor os riscos de deixar a alergia sem controle:
1.Crises mais frequentes e intensas
Sem o tratamento adequado, as crises alérgicas não apenas se tornam mais frequentes, como também duram mais tempo e se apresentam com maior intensidade. Isso gera um ciclo difícil de quebrar, aumentando o sofrimento e tornando os sintomas cada vez mais difíceis de controlar.
2.Risco de complicações
A falta de controle da alergia pode favorecer o surgimento de outras doenças mais graves, como:
3.Impacto na qualidade de vida
Viver com alergias não tratadas significa lidar diariamente com sintomas desconfortáveis, cansaço constante e dificuldade de concentração. Isso interfere na produtividade, no humor e no bem-estar emocional.
A cannabis medicinal, por meio de compostos como o canabidiol (CBD) e o tetra-hidrocanabinol (THC), tem sido amplamente estudada por suas propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras. Esses efeitos vêm sendo investigados não apenas em doenças autoimunes e inflamatórias crônicas, mas também em condições alérgicas — que envolvem uma resposta exacerbada do sistema imunológico a substâncias inofensivas.
O CBD, em especial, demonstra potencial para aliviar sintomas alérgicos leves, ao atuar em mecanismos ligados à inflamação e à liberação de histamina.
No entanto, é importante destacar que o canabidiol não substitui os tratamentos convencionais, principalmente em casos de alergias moderadas a graves. Seu uso deve ser considerado apenas como terapia complementar, sempre com acompanhamento médico especializado.
1. Redução da inflamação em doenças alérgicasO artigo “The Role of Cannabinoids in Allergic Diseases: Collegium Internationale Allergologicum (CIA) Update 2020”, publicado na revista International Archives of Allergy and Immunology, apresenta uma revisão abrangente sobre o papel dos canabinoides — como o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC) — em doenças alérgicas.
Segundo a publicação, esses compostos possuem propriedades anti-inflamatórias que podem atuar tanto nas vias aéreas quanto na pele de pacientes alérgicos, sugerindo um potencial terapêutico para condições como asma alérgica e dermatite atópica.
Além disso, o estudo destaca que os canabinoides funcionam como moduladores do sistema imunológico, abrindo caminho para novas estratégias de tratamento.
No entanto, os autores alertam que ainda são necessárias mais pesquisas clínicas e laboratoriais para compreender plenamente os mecanismos envolvidos e estabelecer com segurança suas aplicações terapêuticas.
2. Modulação da anandamida em células de Langerhans derivadas de monócitosO estudo “Anandamide modulation of monocyte-derived Langerhans cells: implications for immune homeostasis and skin inflammation” investigou como a anandamida — um endocanabinoide naturalmente produzido pelo corpo — influencia a diferenciação e a função das células de Langerhans derivadas de monócitos humanos (moLCs).
Os resultados mostraram que a anandamida modula a maturação dessas células, afetando a expressão de marcadores de superfície e a produção de citocinas.
Também foi observada a indução da polarização de células T naïve para o fenótipo Th1, sugerindo um papel relevante na regulação da resposta imune cutânea e na manutenção da homeostase imunológica da pele.
3. Regulação de células dendríticas por canabinoidesA revisão “Dendritic Cell Regulation by Cannabinoid-Based Drugs” analisa como compostos à base de canabinoides — incluindo o CBD e o THC — influenciam a função das células dendríticas, que são fundamentais na iniciação e modulação das respostas imunológicas.
Os autores destacam que esses compostos exercem efeitos imunossupressores, como a redução da produção de citocinas inflamatórias e a diminuição da capacidade de apresentação de antígenos.
Esses efeitos apontam para o potencial terapêutico dos canabinoides no tratamento de doenças inflamatórias e autoimunes. Ainda assim, os pesquisadores ressaltam a necessidade de estudos adicionais para elucidar os mecanismos envolvidos e garantir a segurança e eficácia dessas abordagens.
A prevenção é uma das estratégias mais eficazes para evitar crises alérgicas e melhorar a qualidade de vida. Com alguns cuidados simples no cotidiano, é possível minimizar o contato com alérgenos e reduzir a frequência e a intensidade das reações. Veja as principais recomendações:
1. Troque de roupa e tome banho ao chegar em casa
Ao circular em ambientes externos, entramos em contato com alérgenos como pólen, poeira, mofo e pelos de animais. Essas partículas podem se fixar nas roupas, nos cabelos e na pele. Por isso, ao chegar em casa, recomenda-se tirar os sapatos, trocar de roupa e tomar banho para evitar que esses agentes se espalhem no ambiente.
2. Mantenha a casa livre de poeira
A poeira doméstica é um dos principais gatilhos de alergias respiratórias. Limpe a casa com frequência usando aspirador de pó com filtro HEPA e pano úmido, para evitar que a poeira se espalhe pelo ar. Se necessário, use máscara e luvas durante a limpeza, especialmente se você já tem histórico de alergias.
3. Elimine os focos de alérgenos
Roupas de cama, cobertores, cortinas, tapetes e bichinhos de pelúcia acumulam facilmente poeira e ácaros. Prefira cortinas leves e laváveis, evite tapetes em ambientes fechados e lave roupas de cama semanalmente com água quente. Pelúcias, se indispensáveis, devem ser higienizadas com regularidade ou armazenadas em locais fechados.
4. Evite alimentos causadores de alergia
No caso de alergias alimentares, a única forma segura de prevenção é a eliminação total do alimento desencadeador da dieta. A leitura cuidadosa de rótulos e a orientação de um profissional de saúde são fundamentais.
Celebrado em 8 de julho, o Dia Nacional de Prevenção da Alergia é uma data dedicada à conscientização sobre a importância de reconhecer, tratar e prevenir as alergias — condições que afetam milhões de brasileiros e impactam diretamente a qualidade de vida.
Entender como as alergias se manifestam, identificar os primeiros sinais e adotar hábitos preventivos são atitudes fundamentais para evitar crises e complicações mais graves.
Mais do que uma campanha de saúde, essa data reforça que informação é a melhor aliada na promoção do bem-estar.
Embora a alergia seja uma condição crônica e ainda sem cura definitiva, é plenamente possível viver bem com ela. Com um diagnóstico adequado, tratamento individualizado e adoção de hábitos preventivos, muitas pessoas conseguem reduzir significativamente as crises e retomar o controle da própria saúde.
Além dos cuidados convencionais, novas abordagens, como o uso do canabidiol (CBD) como terapia complementar, têm mostrado potencial promissor no alívio de sintomas e na modulação da resposta imunológica — desde que sempre com orientação médica e responsabilidade.
Investir na prevenção é investir em qualidade de vida. Informar-se, observar os sinais do corpo e agir de forma consciente são atitudes que transformam o dia a dia de quem convive com alergias.
Mais do que aliviar sintomas, cuidar da alergia é um compromisso com o bem-estar, o equilíbrio e a autonomia de viver com mais saúde e tranquilidade.

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