
O canabidiol (CBD) tem ganhado cada vez mais visibilidade graças aos possíveis benefícios terapêuticos que oferece para diferentes condições de saúde. No entanto, definir qual produto de cannabis medicinal utilizar e estabelecer a dosagem correta não é uma tarefa simples, pois cada pessoa possui um metabolismo único, além de variáveis que influenciam diretamente na segurança e na eficácia do tratamento.
Uma dose insuficiente pode não gerar o efeito desejado, enquanto quantidades excessivas podem resultar em efeitos adversos indesejados. Por isso, compreender como dosar corretamente o CBD é fundamental para obter resultados terapêuticos satisfatórios e manter a segurança do paciente.
A dosagem terapêutica apropriada é a quantidade de CBD que traz alívio ou melhora dos sintomas pretendidos, sem causar efeitos colaterais significativos. A determinação da dose ideal é influenciada por diversos fatores individuais, tais como:
Em razão dessas variáveis, não existe uma dose padrão que funcione para todos. Esses fatores explicam porque uma mesma dose de um medicamento pode ser eficaz para uma pessoa e ineficaz para outra.
A Anvisa não estabelece uma dose ideal universal para todos os usos do canabidiol (CBD). A posologia deve ser ajustada conforme a resposta clínica do paciente, cabendo ao profissional de saúde determinar a dosagem mais adequada com base nas necessidades individuais.
Entretanto, a Resolução CFM 2324/2022, que aprova o uso compassivo do CBD para o tratamento de epilepsias refratárias em crianças e adolescentes, define um protocolo específico de dosagem para esses casos:
A posologia do CBD deve ser ajustada conforme o objetivo terapêutico. O protocolo definido pelo CFM é específico para o tratamento da epilepsia refratária em crianças e adolescentes.
Atualmente, não há um protocolo oficial unificado da Anvisa ou do CFM para o uso de cannabis medicinal no tratamento de condições como dor crônica e ansiedade.
No entanto, existem protocolos sugeridos por especialistas que são amplamente utilizados na prática clínica para orientar a dosagem e administração da cannabis medicinal, especialmente no manejo da dor crônica.
A abordagem mais segura e eficaz para a dosagem de CBD segue o princípio "start low, go slow" (comece com doses baixas e aumente gradualmente). Essa estratégia permite que o organismo se adapte ao canabidiol, minimizando efeitos adversos e otimizando a resposta terapêutica.
Nesse contexto, três protocolos se destacam: Rotina, Conservador e Rápido. Desenvolvidos a partir de consensos de especialistas, eles visam individualizar o tratamento e garantir maior segurança e eficácia para diferentes perfis de pacientes.
Protocolos de dosagem do CBD:
Depois de identificar a dose ideal, aquela em que ocorre alívio dos sintomas sem efeitos adversos significativos, o uso do CBD deve ser mantido de forma regular. Essa conduta ajuda a preservar a estabilidade do tratamento e a manter os benefícios terapêuticos ao longo do tempo.
Sim, o canabidiol (CBD) pode interferir no efeito de outros medicamentos, pois ele é metabolizado principalmente pelo fígado, através do sistema enzimático do citocromo P450 (CYP450). Esse sistema é responsável pelo metabolismo de muitos fármacos, e o CBD pode inibir ou aumentar a atividade dessas enzimas, alterando a forma como outros medicamentos são processados no organismo.
A escolha do produto à base de CBD deve levar em conta diversos fatores que influenciam sua eficácia e segurança. Entre os principais critérios a serem considerados, destacam-se:
Os produtos de Cannabis podem conter diferentes composições de canabinoides, o que influencia seus efeitos terapêuticos:
A via de administração do produto afeta a velocidade e a intensidade dos efeitos:
Ao considerar esses critérios, torna-se mais fácil escolher um produto à base de cannabis alinhado às necessidades individuais. A consulta com um profissional de saúde especializado é fundamental para orientar essa decisão e garantir um tratamento seguro e eficaz.
De acordo com a Resolução RDC nº 327/2019 da Anvisa, os produtos à base de Cannabis são autorizados exclusivamente para administração pelas vias oral e nasal.
Além disso, é importante ressaltar que a manipulação de fórmulas magistrais que contenham derivados ou fitofármacos à base de Cannabis não é permitida no Brasil, devendo-se seguir estritamente as determinações legais no que diz respeito à fabricação e comercialização desses produtos.
Uma maneira prática de avaliar se a dosagem de CBD está sendo eficaz é observar tanto a redução dos sintomas quanto a tolerância do organismo. Se houver melhora significativa na condição clínica, sem efeitos colaterais relevantes, isso sugere que a quantidade administrada pode estar apropriada.
No entanto, caso ocorram reações indesejadas — como sonolência excessiva, tontura ou desconforto digestivo — é provável que a dosagem esteja alta, exigindo redução ou ajuste gradual.
Não há um prazo exato para que o CBD comece a apresentar efeitos, pois cada organismo reage de forma diferente.
Em alguns casos, podem ser necessárias algumas semanas para que os primeiros benefícios sejam percebidos, enquanto em outros, a melhora pode ocorrer mais rapidamente.
Fatores como metabolismo, condição de saúde e consistência no uso do produto influenciam diretamente no tempo de resposta.
O uso de produtos à base de Cannabis no Brasil é permitido exclusivamente para fins medicinais, mediante prescrição de profissionais habilitados (médicos e, em alguns casos, dentistas), desde que a condição clínica do paciente justifique sua aplicação terapêutica.
A autorização para uso é estritamente pessoal, ou seja, o produto não pode ser compartilhado nem utilizado por terceiros. Para aquisição, seja por compra direta em farmácias ou por importação, é necessária receita médica. No caso de importação, também é exigida autorização prévia da Anvisa.
A Portaria SVS/MS nº 344, de 12 de maio de 1998, é a norma sanitária que estabelece a classificação das substâncias controladas no Brasil. Entre os produtos sujeitos a esse controle estão os derivados da Cannabis, cuja prescrição pode ser realizada por médicos de qualquer especialidade ou cirurgiões-dentistas, quando destinados ao uso odontológico.
O uso terapêutico do CBD (canabidiol) é uma alternativa promissora para diversas condições de saúde, mas a escolha do produto e da dose adequada exige uma análise individualizada de cada paciente.
Conforme visto, múltiplos fatores, como metabolismo, peso corporal, condição clínica, sensibilidade individual e possíveis interações medicamentosas, influenciam diretamente na determinação de uma dosagem eficaz e segura.
Atualmente, não existe um protocolo de dose universalmente estabelecido pela Anvisa ou pelo CFM para todas as finalidades; o que se tem são orientações específicas, como no tratamento de epilepsias refratárias em crianças e adolescentes, e protocolos amplamente utilizados na prática clínica que seguem o princípio de começar com doses baixas e aumentar gradualmente .
Importante reforçar que exemplos de diretrizes de dose em pesquisas não substituem orientação médica. A consulta a um profissional de saúde habilitado é fundamental para avaliar os riscos, benefícios e possíveis interações do canabidiol com outros medicamentos, garantindo um acompanhamento adequado e eficaz.

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