A dor é um dos maiores desafios enfrentados por atletas, especialmente após treinos intensos ou competições. Para lidar com esse desconforto, muitos buscam estratégias que promovam alívio eficaz e seguro, sem comprometer o desempenho físico.
Nos últimos anos, o uso do canabidiol (CBD) no meio esportivo tem crescido significativamente. Atletas, tanto profissionais quanto amadores, passaram a incorporar o CBD em suas rotinas com o objetivo de acelerar a recuperação muscular, aliviar dores pós-treino e melhorar a qualidade do sono.
O CBD se destaca como uma alternativa natural, com bom perfil de segurança e baixo risco de efeitos adversos, especialmente quando comparado ao uso prolongado de anti-inflamatórios e analgésicos convencionais.

Desde 2018, a Agência Mundial Antidoping (WADA) retirou o CBD da lista de substâncias proibidas, permitindo seu uso durante competições esportivas. Essa decisão proporcionou maior respaldo médico e jurídico ao consumo do canabidiol no esporte — desde que os produtos utilizados sejam isentos de THC, substância que permanece vetada.
Embora os estudos sobre o uso do canabidiol (CBD) em atletas ainda estejam em desenvolvimento, especialmente no que diz respeito a ensaios clínicos randomizados (RCTs), algumas propriedades terapêuticas já vêm sendo observadas com frequência em pesquisas pré-clínicas e observacionais.
Veja os principais achados até o momento:
1. Alívio da dor e inflamação
Ensaios piloto com doses variando entre 50 e 150 mg sugerem que o CBD pode promover uma redução discreta da dor muscular tardia (DOMS), além de atenuar marcadores de dano muscular como creatina quinase (CK) e mioglobina, até 72 horas após o exercício físico.
2. Melhora na qualidade do sono
Estudos observacionais indicam que o CBD pode melhorar a latência para dormir e a percepção subjetiva da qualidade do sono, especialmente em atletas que enfrentam jet lag ou ansiedade pré-competição. No entanto, ainda faltam estudos clínicos controlados (RCTs) para confirmar esses benefícios com maior precisão.
3. Redução da ansiedade de performance
O CBD atua como agonista dos receptores 5-HT1A de serotonina, o que pode reduzir sintomas de ansiedade situacional, comuns antes de provas ou eventos importantes. Até o momento, a maior parte das evidências vem de modelos clínicos em populações não atléticas, mas os resultados são promissores.
4. Neuroproteção em casos de concussão
Modelos animais têm demonstrado que o CBD possui ação anti-inflamatória e antioxidante relevante no contexto de traumatismos cranioencefálicos (TCEs). Esses achados abrem possibilidade para uso preventivo ou adjuvante em esportes de contato, embora os estudos clínicos em humanos ainda estejam em fase muito inicial.
5. Impacto direto na performance atlética
Apesar do crescente interesse pelo canabidiol (CBD) no meio esportivo, as evidências científicas atuais não indicam que ele melhore diretamente o desempenho físico em métricas clássicas como:
Revisões sistemáticas e estudos controlados mostram resultados inconsistentes ou neutros nesses parâmetros, mesmo quando o CBD é utilizado de forma contínua. Ou seja, não há provas de que o canabidiol "turbine" a performance atlética da mesma forma que uma boa nutrição, treino adequado ou técnicas de periodização.
No entanto, isso não significa que o CBD seja irrelevante para o atleta. Pelo contrário: o foco de interesse hoje está em sua ação indireta, ou seja:
Assim, o CBD pode ser visto como um coadjuvante no cuidado integral do atleta, contribuindo para manter o corpo e a mente em equilíbrio, o que, a longo prazo, ajuda na constância e na longevidade esportiva.
O canabidiol (CBD) exerce seus efeitos terapêuticos por meio da interação com diversos receptores presentes no sistema nervoso e no sistema imunológico.
Essa atuação não se limita ao sistema endocanabinoide — ela alcança também canais e receptores relacionados à dor, inflamação, humor e regulação neuromuscular.
Essa ação multifocal torna o CBD especialmente eficaz em contextos esportivos, principalmente para aliviar dores musculares, reduzir inflamações e melhorar a recuperação física e mental após treinos intensos.
A dor muscular tardia (DOMS – Delayed Onset Muscle Soreness) é um fenômeno comum após sessões de treinamento de alta intensidade ou exercícios excêntricos.
Ela surge entre 12 a 72 horas após o esforço físico e é causada por microlesões nas fibras musculares, que geram inflamação local e ativam receptores de dor.
O CBD atua modulando diferentes alvos fisiológicos, que desempenham papel central nesse processo:
1.Receptores TRPV1 (receptores vaniloides)
Esses receptores estão diretamente ligados à percepção da dor, temperatura corporal e processos inflamatórios.
2.Receptores 5-HT1A
Esses receptores fazem parte do sistema serotoninérgico, responsável por regular o humor, a ansiedade e também a dor.
3. Receptores de Adenosina
A adenosina é uma molécula naturalmente produzida pelo corpo com efeitos calmantes, anti-inflamatórios e relaxantes.
4. Canais de Cálcio e Modulação Neuronal
O cálcio é fundamental na comunicação entre os neurônios e na liberação de neurotransmissores, incluindo os relacionados à dor.
O uso prolongado de analgésicos e anti-inflamatórios tradicionais — como os AINEs (anti-inflamatórios não esteroidais) — é comum entre atletas para controlar dores musculares e inflamações.
No entanto, esses medicamentos estão frequentemente associados a efeitos colaterais relevantes, como:
Nesse contexto, o CBD surge como uma alternativa natural e segura, capaz de oferecer alívio eficaz para dores musculares, articulares e inflamatórias, sem os riscos associados ao uso prolongado de fármacos convencionais.
Ao incorporar o CBD à rotina de cuidados esportivos, atletas podem reduzir sua dependência de medicamentos tradicionais e adotar uma abordagem mais integrativa e preventiva, que respeita os ciclos naturais de recuperação do corpo.
O canabidiol (CBD) tem se mostrado, em geral, uma substância bem tolerada, especialmente quando comparado a medicamentos tradicionais como os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs).
Estudos clínicos e observacionais indicam que a maioria dos usuários não apresenta efeitos colaterais relevantes quando o CBD é utilizado em doses terapêuticas.
Entretanto, como qualquer substância bioativa, o CBD não está isento de riscos, sobretudo em populações sensíveis ou quando utilizado de forma prolongada e sem orientação médica.
Os principais efeitos adversos relatados incluem:
Por essa razão, é fundamental que o uso do CBD, mesmo por atletas, seja feito com acompanhamento profissional, para garantir a segurança, eficácia e legalidade da suplementação.
Embora ainda em estágio de investigação científica, o canabidiol (CBD) já demonstra ser uma ferramenta promissora no cuidado esportivo, especialmente na fase de recuperação física e mental.
Mais do que um recurso paliativo, o CBD atua em múltiplos sistemas do organismo — modulando receptores ligados à dor, inflamação, ansiedade e sono — o que o torna uma alternativa natural, multifuncional e bem tolerada por atletas.
Com respaldo crescente de estudos pré-clínicos, observacionais e de políticas esportivas — como a retirada do CBD da lista de substâncias proibidas pela WADA — o canabidiol passa a ocupar um espaço legítimo nas estratégias de recuperação e autocuidado no esporte.
No Brasil, o uso do CBD em produtos destinados a atletas deve seguir a regulamentação da Anvisa (RDC nº 327/2019), que exige prescrição médica e produtos com até 0,2% de THC — ou isentos dessa substância, para uso esportivo. Esse cuidado é essencial para garantir segurança jurídica, eficácia terapêutica e conformidade com as normas antidoping.
Em um cenário onde saúde, desempenho e longevidade precisam caminhar juntos, o CBD desponta como um aliado inteligente para quem deseja mais do que apenas competir: deseja cuidar do corpo com responsabilidade e consistência.

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