Embora a expressão “cannabis” seja amplamente utilizada de forma genérica, é essencial distinguir entre seus usos medicinal e recreativo. Ambos derivam da mesma planta, mas diferem profundamente quanto ao propósito, à composição química e ao nível de controle regulatório.

No uso medicinal, a cannabis é empregada como recurso terapêutico para tratar condições específicas – como epilepsias refratárias, dor crônica, esclerose múltipla, ansiedade e distúrbios do sono. Nesses casos, os produtos são desenvolvidos com formulações controladas, destinadas a oferecer benefícios clínicos comprovados ou promissores.
Já no uso recreativo, a finalidade é obter euforia e outros efeitos psicoativos principalmente associados ao THC, sem foco terapêutico. Aqui prevalece a busca por sensações prazerosas, não por resultados clínicos.
Essa distinção é fundamental para compreender por que a cannabis medicinal é regulada com rigor, enquanto a recreativa segue outro tratamento jurídico e sanitário, variando conforme a legislação de cada país.
A distinção farmacológica entre cannabis medicinal e cannabis recreativa depende, sobretudo, da proporção entre dois canabinoides principais: THC (Tetraidrocanabinol) e CBD (Canabidiol). A forma como cada produto é desenvolvido, cultivado e formulado reflete finalidades completamente diferentes.
1.THC: o principal agente psicoativo
O THC é o composto responsável pelos efeitos psicoativos típicos da cannabis, como euforia, alteração da percepção e modificações no estado de consciência. Em níveis elevados, ele intensifica o efeito recreativo desejado pelo usuário, mas pode gerar efeitos indesejados em contexto terapêutico, como ansiedade, taquicardia ou desconforto psíquico.
2.CBD: propriedades terapêuticas sem alteração de consciência
O CBD, por outro lado, não é psicoativo e é amplamente valorizado por seu potencial terapêutico. Entre suas propriedades estudadas estão atividade anti-inflamatória, anticonvulsivante, ansiolítica e analgésica. Importante destacar que o CBD também modula e atenua os efeitos psicoativos do THC, contribuindo para maior segurança no uso medicinal.
A cannabis destinada ao uso recreativo é, em geral, cultivada e selecionada geneticamente para apresentar altos níveis de THC. A presença reduzida de CBD é intencional, pois permitiria modular o efeito psicoativo — o que não é desejado no consumo voltado ao lazer, cujo objetivo é justamente intensificar as sensações provocadas pelo THC.

Nos produtos de cannabis medicinal, o foco é extrair e combinar canabinoides de maneira a potencializar o efeito terapêutico, reduzindo riscos e efeitos psicoativos indesejados. Por isso, essas formulações costumam apresentar:
Esse perfil químico favorece tratamentos mais seguros, estáveis e adequados a pacientes que buscam alívio de sintomas sem alterações cognitivas.
Enquanto a cannabis recreativa busca intensificar o efeito psicoativo, a cannabis medicinal é desenvolvida para estabilizar, modular e direcionar os efeitos farmacológicos, priorizando segurança, eficácia e controle dos sintomas.
A distinção entre cannabis medicinal e recreativa também se evidencia no rigor regulatório aplicado a cada tipo de produto. No Brasil, os derivados de cannabis para fins terapêuticos são estritamente supervisionados pela Anvisa, que estabelece um conjunto de exigências para garantir segurança, eficácia e padronização.
Para serem autorizados, os produtos medicinais devem atender a critérios como:
Esse conjunto de controles faz com que a cannabis medicinal seja tratada como um produto farmacêutico, submetido a normas sanitárias rígidas. Já a cannabis recreativa, quando não regulamentada, não passa por testes de qualidade, padronização de dose ou verificação de segurança — o que amplia significativamente o risco ao consumidor.
A diferença entre cannabis medicinal e recreativa decorre principalmente do propósito de uso, da composição química e do nível de controle regulatório. Enquanto a cannabis recreativa é voltada à intensificação dos efeitos psicoativos do THC, a cannabis medicinal é formulada para oferecer benefícios terapêuticos seguros, com predomínio de CBD e doses controladas de THC.
No contexto terapêutico, prevalece a busca por eficácia clínica, estabilidade e redução de riscos, o que justifica o rigor da regulamentação da Anvisa, que exige pureza, padronização e prescrição profissional.

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