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Efeitos colaterais da cannabis medicinal

10 min de leitura

Os efeitos colaterais da cannabis medicinal variam conforme a dose, a formulação utilizada e as características individuais de cada paciente. Entenda quais são as reações mais comuns associadas ao CBD e ao THC, quem apresenta maior risco e como reduzir esses efeitos durante o tratamento.

Efeitos colaterais da cannabis medicinal cover image
  • Os efeitos colaterais da cannabis medicinal variam conforme a dose, a formulação, a proporção entre CBD e THC e as características individuais de cada paciente.
  • O THC está mais associado a efeitos como sonolência, tontura, alterações cognitivas, ansiedade e aumento do apetite.
  • O CBD costuma apresentar um perfil de segurança favorável, mas pode causar sonolência, alterações gastrointestinais e mudanças no apetite, especialmente em doses mais elevadas.
  • Na maioria dos casos, os efeitos colaterais são leves e podem ser reduzidos com ajustes na dose e acompanhamento médico.

Embora a cannabis medicinal seja geralmente bem tolerada, ela pode causar efeitos colaterais em algumas pessoas. A intensidade dessas reações varia conforme fatores como a composição do produto, a dose utilizada e as características individuais de cada paciente.

De forma geral, os efeitos adversos mais frequentemente relatados incluem sonolência, tontura, boca seca, alterações no apetite e desconfortos gastrointestinais. Em produtos com maior concentração de THC, também podem ocorrer alterações de memória, concentração, humor e frequência cardíaca.

Conhecer essas possíveis reações ajuda pacientes e profissionais de saúde a ajustar o tratamento de forma mais segura e individualizada, reduzindo riscos e favorecendo uma melhor experiência durante o uso da cannabis medicinal.

Por que os efeitos colaterais da cannabis medicinal acontecem?

Nem todas as pessoas apresentam efeitos colaterais durante o tratamento com cannabis medicinal. Quando ocorrem, os principais fatores envolvidos são:

1. Dose utilizada

A dose é um dos fatores que mais influenciam a ocorrência de efeitos colaterais. De modo geral, doses mais elevadas aumentam a probabilidade de sintomas como:

  • Sonolência

  • Tontura

  • Boca seca

  • Alterações cognitivas temporárias

  • Desconfortos gastrointestinais, como náusea ou diarreia.

Por esse motivo, muitos protocolos adotam a estratégia conhecida como Start low, go slow ("comece baixo e avance devagar"), permitindo que o organismo se adapte gradualmente ao tratamento.

2. Formulação do produto

Os efeitos colaterais também podem variar de acordo com as características da formulação utilizada. Entre os principais fatores estão:

  • Concentração dos canabinoides

  • Proporção entre CBD e THC

  • Tipo de extrato utilizado

  • Composição do veículo ou excipientes da formulação

Produtos com maior concentração de THC tendem a apresentar maior risco de efeitos como sonolência, tontura, alterações de memória, ansiedade e taquicardia.

Já formulações ricas em CBD costumam apresentar um perfil de segurança mais favorável, embora também possam causar efeitos adversos em algumas pessoas, especialmente em doses mais elevadas.

3. Sensibilidade individual

Cada organismo responde de forma diferente aos canabinoides. Fatores individuais que podem influenciar tanto a eficácia quanto a ocorrência de efeitos colaterais incluem:

  • Idade

  • Peso corporal

  • Genética

  • Condições de saúde preexistentes

  • Experiência prévia com cannabis

Por esse motivo, uma dose bem tolerada por uma pessoa pode provocar reações adversas em outra. Essa variabilidade individual é uma das razões pelas quais o tratamento com cannabis medicinal costuma exigir acompanhamento e ajustes personalizados.

Existe diferença entre os efeitos colaterais do CBD e do THC?

Os efeitos colaterais da cannabis medicinal variam de acordo com o canabinoide utilizado. Em geral, o THC está associado a um número maior de efeitos psicoativos, enquanto o CBD costuma apresentar um perfil de tolerabilidade mais favorável.

Comparativo rápido: THC x CBD

Efeito adverso

Sonolência

THCFrequentemente relatada
CBDPode ocorrer, especialmente em doses mais altas
Efeito adverso

Tontura

THCFrequentemente relatada
CBDMenos frequentemente relatada
Efeito adverso

Alterações de memória e concentração

THCMais associadas ao THC
CBDRaramente relatadas
Efeito adverso

Ansiedade ou euforia

THCPode ocorrer, especialmente em pessoas sensíveis ou em doses mais altas
CBDNão é um efeito típico; euforia não é esperada
Efeito adverso

Boca seca

THCFrequentemente relatada
CBDPode ocorrer, geralmente de forma leve
Efeito adverso

Aumento do apetite

THCMais associado ao THC
CBDNão é um efeito típico; pode haver alterações do apetite, incluindo redução
Efeito adverso

Aumento temporário da frequência cardíaca

THCPode ocorrer
CBDNão costuma ser relatado
Efeito adverso

Queda da pressão arterial

THCPode ocorrer
CBDMenos característica, mas pode ocorrer em algumas pessoas
Efeito adverso

Alterações gastrointestinais

THCMenos características
CBDMais frequentemente relatadas, especialmente náusea, diarreia ou desconforto abdominal

A intensidade dos efeitos colaterais pode variar de acordo com fatores como dose, concentração de THC e CBD, sensibilidade individual, condição clínica tratada e uso de outros medicamentos.

Efeitos colaterais mais comuns do THC

O THC (tetraidrocanabinol) é o composto da cannabis mais associado aos efeitos psicoativos. Por influenciar a percepção, o humor, a memória e a concentração, seus efeitos colaterais costumam ser mais perceptíveis do que os observados com o CBD, principalmente durante as primeiras semanas de tratamento ou em doses mais elevadas.

1. Efeitos no humor, na memória e na concentração

  • Alterações na memória de curto prazo: o THC pode afetar temporariamente a retenção e a recuperação de informações recentes.

  • Redução do foco e da concentração: algumas pessoas relatam dificuldade de concentração, atenção reduzida ou maior lentidão para organizar pensamentos.

  • Mudanças de humor, euforia ou ansiedade: os efeitos sobre o humor variam entre os indivíduos e podem incluir tanto relaxamento e bem-estar quanto ansiedade ou inquietação.

2. Sintomas físicos mais comuns

  • Sonolência e sedação: a sonolência está entre os efeitos colaterais mais frequentemente associados ao THC. Algumas pessoas podem sentir relaxamento intenso, sensação de corpo mais pesado ou maior vontade de dormir, principalmente no início do tratamento ou após aumentos de dose.

  • Boca seca (xerostomia): a redução temporária da produção de saliva pode causar sensação de boca seca e aumentar a necessidade de hidratação ao longo do dia.

  • Aumento do apetite: o THC pode estimular mecanismos relacionados à fome e tornar aromas e sabores mais atrativos. Esse efeito é popularmente conhecido como "larica" e, em alguns contextos clínicos, pode ser considerado benéfico.

3. Efeitos na pressão arterial e nos batimentos cardíacos

  • Tontura ou sensação de vertigem: algumas pessoas podem sentir tontura, instabilidade ou sensação de cabeça leve após o uso de THC. Esse efeito pode estar relacionado a alterações temporárias na pressão arterial e tende a ser mais frequente em situações como desidratação, jejum prolongado ou uso de doses mais elevadas.

  • Aumento temporário da frequência cardíaca: o THC pode aumentar temporariamente os batimentos cardíacos, causando sensação de coração acelerado ou palpitações. Na maioria dos casos, trata-se de uma reação passageira.

  • Queda da pressão arterial (hipotensão): em algumas pessoas, o THC pode reduzir temporariamente a pressão arterial, especialmente ao levantar-se rapidamente. Quando isso acontece, podem surgir sintomas como fraqueza, visão escurecida ou sensação de desmaio.

Posso dirigir ou operar máquinas usando cannabis medicinal?

Produtos que contêm THC podem causar sonolência, redução da atenção, lentificação dos reflexos e alterações na coordenação motora. Por esse motivo, dirigir veículos ou operar máquinas deve ser evitado até que o paciente saiba como o tratamento afeta seu organismo. O consumo de álcool ou o uso concomitante de medicamentos sedativos também pode potencializar esses efeitos.

Efeitos colaterais mais comuns do CBD

O CBD (canabidiol) costuma apresentar um perfil de segurança favorável e não produz os efeitos intoxicantes característicos do THC. Ainda assim, algumas pessoas podem apresentar efeitos colaterais, especialmente em doses mais elevadas.

1. Sintomas físicos

  • Fadiga ou sonolência: algumas pessoas podem sentir cansaço, relaxamento excessivo ou aumento da sonolência durante o uso de CBD. Esse efeito tende a ser mais frequente em doses mais altas.

  • Boca seca: embora seja mais frequentemente associada ao THC, a boca seca também pode ocorrer durante o uso de CBD. Quando presente, geralmente é leve e temporária.

2. Alterações gastrointestinais

  • Diarreia: está entre os efeitos adversos mais relatados em estudos envolvendo canabidiol, especialmente em doses mais elevadas.

  • Náuseas ou desconforto abdominal: algumas pessoas podem apresentar náuseas, desconforto digestivo ou alterações do funcionamento intestinal durante o tratamento.

Em alguns casos, essas reações podem estar relacionadas não apenas ao CBD, mas também aos componentes da formulação utilizada.

3. Alterações no apetite

  • Mudanças no apetite: o CBD pode causar alterações no apetite em algumas pessoas. A redução da fome é relatada com mais frequência, mas a resposta pode variar conforme a dose utilizada, as características individuais e a formulação do produto.

Quem tem maior risco de apresentar efeitos colaterais?

Embora muitas pessoas utilizem cannabis medicinal sem apresentar reações significativas, alguns grupos podem exigir maior cautela e acompanhamento médico durante o tratamento:

  • Idosos: o envelhecimento pode alterar a forma como o organismo metaboliza medicamentos e outras substâncias. Por esse motivo, pessoas idosas podem apresentar maior sensibilidade aos canabinoides, especialmente ao THC.

  • Gestantes e lactantes: o uso de cannabis medicinal durante a gestação e a amamentação geralmente não é recomendado, exceto em situações específicas avaliadas pelo médico responsável. Os canabinoides podem atravessar a placenta e também ser encontrados no leite materno.

  • Pessoas com histórico de transtornos psicóticos ou transtorno bipolar: produtos com THC exigem cautela especial, pois podem aumentar o risco de agravamento de sintomas em indivíduos predispostos. A avaliação médica individualizada é fundamental nesses casos.

  • Pessoas com doenças cardiovasculares: alterações temporárias da frequência cardíaca e da pressão arterial podem exigir maior monitoramento, especialmente durante o início do tratamento ou após ajustes de dose.

  • Pessoas com doenças hepáticas: como o CBD e o THC são metabolizados principalmente pelo fígado, pacientes com comprometimento da função hepática podem necessitar de ajustes de dose e acompanhamento médico periódico.

  • Pessoas com maior sensibilidade aos canabinoides: fatores como genética, peso corporal, histórico de uso e condições de saúde podem influenciar a resposta ao tratamento e aumentar a probabilidade de efeitos colaterais.

Interações medicamentosas: o CBD pode interagir com outros remédios?

Sim. Embora o CBD apresente um perfil de segurança favorável, ele pode interagir com determinados medicamentos. Isso acontece porque o canabidiol pode influenciar enzimas hepáticas responsáveis pelo metabolismo de diversas substâncias, alterando a forma como alguns remédios são processados pelo organismo.

Por esse motivo, o uso de CBD exige atenção especial em pessoas que utilizam medicamentos como:

  • Anticoagulantes

  • Antidepressivos

  • Ansiolíticos e sedativos

  • Anticonvulsivantes

  • Imunossupressores

  • Anti-hipertensivos

Em alguns casos, essas interações podem aumentar ou reduzir os efeitos dos medicamentos, elevando o risco de reações adversas ou exigindo ajustes de dose.

Por isso, o acompanhamento médico é essencial, especialmente para pessoas que utilizam múltiplos medicamentos.

Embora as interações medicamentosas sejam mais frequentemente estudadas em relação ao CBD, produtos que contém THC também devem ser utilizados com acompanhamento médico adequado.

Para entender melhor quais medicamentos podem interagir com o canabidiol, leia nosso artigo completo sobre interações medicamentosas do CBD.

Como reduzir e gerenciar os efeitos colaterais?

Em muitos casos, os efeitos colaterais da cannabis medicinal podem ser minimizados com ajustes no tratamento e acompanhamento médico adequado.

  • Comece com doses baixas: a estratégia Start low, go slow ("comece baixo e avance devagar") é amplamente utilizada para permitir que o organismo se adapte gradualmente aos canabinoides, reduzindo o risco de efeitos adversos.

  • Ajuste horários e doses quando necessário: mudanças na dose, no horário de administração ou na proporção entre CBD e THC podem melhorar a tolerabilidade e reduzir a ocorrência de efeitos colaterais.

  • Mantenha-se hidratado: a hidratação adequada pode ajudar no bem-estar durante o tratamento e contribuir para aliviar sintomas como boca seca.

  • Siga as orientações médicas: o acompanhamento profissional permite avaliar a resposta ao tratamento, monitorar possíveis efeitos adversos e realizar ajustes individualizados quando necessário.

  • Evite alterar o tratamento por conta própria: interromper o uso, aumentar a dose ou fazer mudanças bruscas sem orientação médica pode aumentar o risco de reações adversas, comprometer os resultados do tratamento e dificultar a identificação da causa dos sintomas.

Caso os efeitos colaterais sejam intensos, persistentes ou inesperados, procure orientação profissional. Em muitos casos, ajustes simples na dose, na formulação ou no esquema de uso são suficientes para melhorar a tolerabilidade e manter os benefícios do tratamento.

Conclusão

Os efeitos colaterais da cannabis medicinal podem variar de acordo com fatores como dose, formulação, proporção entre CBD e THC, características individuais do paciente e uso concomitante de outros medicamentos.

Na maioria dos casos, essas reações tendem a ser leves e manejáveis, especialmente quando o tratamento é iniciado de forma gradual e acompanhado por um profissional de saúde. A avaliação médica permite monitorar possíveis efeitos adversos e realizar ajustes na dose, na formulação ou no esquema de uso sempre que necessário.

Com uma abordagem individualizada, é possível buscar o melhor equilíbrio entre eficácia, tolerabilidade e qualidade de vida durante o tratamento com cannabis medicinal.

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Dúvidas frequentes

Cannabis medicinal vicia ou causa dependência?

O risco de dependência varia de acordo com a composição do produto utilizado. O CBD não é considerado uma substância com potencial significativo de dependência, enquanto produtos com altas concentrações de THC podem apresentar maior risco de uso problemático em pessoas predispostas. O tratamento deve sempre ser acompanhado por um profissional de saúde.

O canabidiol pode dar sono durante o dia?

Sim. A sonolência está entre os efeitos colaterais mais relatados do CBD. Esse efeito tende a ser mais comum durante as primeiras semanas de tratamento ou quando são utilizadas doses mais elevadas. Ajustes na dose e no horário de uso podem ajudar a minimizar o desconforto.

O canabidiol (CBD) pode interagir com outros medicamentos?

Sim. O CBD pode influenciar enzimas hepáticas responsáveis pelo metabolismo de diversos medicamentos. Por esse motivo, podem ocorrer interações com anticoagulantes, anticonvulsivantes, antidepressivos, ansiolíticos, sedativos e outros medicamentos de uso contínuo.

Posso tomar CBD junto com antidepressivo ou ansiolítico?

Depende do medicamento utilizado e das características de cada paciente. O CBD pode interagir com antidepressivos, ansiolíticos, sedativos e outros medicamentos metabolizados pelo fígado. Por isso, o uso combinado deve ser avaliado e acompanhado por um profissional de saúde.

O THC pode causar ansiedade ou paranoia?

Sim. Embora algumas pessoas relatem relaxamento e bem-estar após o uso de THC, doses mais elevadas podem aumentar a ansiedade, provocar inquietação ou desencadear sensações de paranoia, especialmente em indivíduos mais sensíveis. Entender a relação entre dose, sensibilidade individual e proporção entre CBD e THC pode ajudar a reduzir esse risco. Saiba mais no artigo Proporção CBD:THC: o que significa 1:1, 10:1 e 20:1 nos óleos de cannabis?

Cannabis medicinal faz mal ao fígado?

De forma geral, a cannabis medicinal apresenta um perfil de segurança favorável. No entanto, doses mais elevadas de CBD podem alterar exames relacionados à função hepática em algumas pessoas, especialmente quando há uso concomitante de determinados medicamentos. Nesses casos, o médico pode recomendar acompanhamento laboratorial. Para entender melhor a relação entre canabidiol e saúde hepática, leia também o artigo Canabidiol Faz Mal para o Fígado? Efeitos e Segurança.

Quanto tempo duram os efeitos colaterais da cannabis medicinal?

A duração varia conforme a dose, a composição do produto, a via de administração e as características individuais de cada paciente. Muitos efeitos colaterais são temporários e tendem a diminuir à medida que o organismo se adapta ao tratamento.

Óleo de cannabis medicinal dá efeito colateral?

Sim. Assim como outros tratamentos, o óleo de cannabis medicinal pode causar efeitos colaterais. As reações variam de acordo com a composição do produto, a dose utilizada e as características de cada pessoa. Formulações com THC tendem a estar mais associadas a sintomas como sonolência, tontura, boca seca e alterações cognitivas. Já produtos ricos em CBD costumam apresentar efeitos como sonolência, alterações gastrointestinais e mudanças no apetite. Na maioria dos casos, esses efeitos são leves, transitórios e podem ser manejados com ajustes no tratamento e acompanhamento médico adequado.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns do canabidiol?

Os efeitos colaterais mais comuns do canabidiol (CBD) incluem sonolência, fadiga, diarreia, náuseas, desconforto abdominal, boca seca e alterações no apetite. Esses efeitos tendem a ser mais frequentes em doses mais elevadas e geralmente podem ser manejados com acompanhamento médico.

Como reduzir os efeitos colaterais da cannabis medicinal?

Estratégias como iniciar com doses baixas, realizar aumentos graduais, seguir as orientações médicas e monitorar possíveis interações medicamentosas ajudam a reduzir o risco de efeitos adversos. Ajustes na formulação, na dose ou na proporção entre CBD e THC também podem ser necessários em alguns casos.

Referências

  • CHESNEY, E. et al. Adverse effects of cannabidiol: a systematic review and meta- analysis of randomized clinical trials. Neuropsychopharmacology, v. 45, n. 11, p. 1799–1806, 2020.
  • SOUZA, R. S. et al. Adverse effects of oral cannabidiol: an updated systematic review of randomized controlled trials. Cannabis and Cannabinoid Research, v. 7, n. 6, p. 814–829, 2022.
  • IFFLAND, K.; GROTENHERMEN, F. An update on safety and side effects of cannabidiol: a review of clinical data and relevant animal studies. Cannabis and Cannabinoid Research, v. 2, n. 1, p. 139–154, 2017.
  • BALACHANDRAN, P. et al. Cannabidiol interactions with medications, illicit substances, and alcohol: a comprehensive review. Journal of General Internal Medicine, v. 36, n. 7, p. 2074–2084, 2021.
  • FLORIAN, J. et al. Cannabidiol and liver enzyme elevations in healthy adults: a randomized clinical trial. JAMA Internal Medicine, 2025.
  • NATIONAL ACADEMIES OF SCIENCES, ENGINEERING, AND MEDICINE. The Health Effects of Cannabis and Cannabinoids: The Current State of Evidence and Recommendations for Research. Washington, DC: National Academies Press, 2017.

Contribuidores:

Andrea Vieira

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