
O colo do útero é a região em formato de canal que liga o útero à vagina. O câncer do colo do útero (CCU), ou câncer cervical, ocorre quando células dessa área crescem de forma anormal, na maioria das vezes devido à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV).
No Brasil, exceto pelo câncer de pele não melanoma, o CCU é o terceiro tipo de tumor maligno mais comum entre as mulheres, ficando atrás apenas dos cânceres de mama e colorretal. Também é a quarta principal causa de morte por câncer na população feminina.
Os HPV são vírus que infectam a pele e as mucosas. Existem mais de 200 tipos, sendo que cerca de 40 podem atingir o trato ano-genital.
A infecção pelo HPV é comum e, na maioria das vezes, transitória, regredindo espontaneamente. No entanto, quando persiste—especialmente se for causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para provocar câncer)—pode levar ao desenvolvimento de lesões precursoras.
Essas lesões são alterações celulares anormais com potencial de evoluir para o câncer se não forem identificadas e tratadas a tempo. No caso do HPV, costumam surgir no colo do útero, na vagina, na vulva, no ânus, no pênis, na orofaringe e na boca.
O vírus do HPV é transmitido principalmente por contato direto com a pele ou mucosas infectadas, sendo a via sexual a forma mais comum de contágio. A transmissão pode ocorrer por meio de relações vaginais, anais e orais, mesmo na ausência de penetração, pois o vírus pode ser transmitido pelo simples contato com a região genital.
Além do contato sexual, o HPV também pode ser transmitido por meio do compartilhamento de objetos contaminados, como toalhas e roupas íntimas, embora essa forma de transmissão seja menos comum. Outra possibilidade é a transmissão vertical, que ocorre da mãe para o bebê durante o parto, caso haja infecção ativa no canal de parto.
O uso de preservativos reduz o risco de transmissão, mas não elimina completamente a possibilidade de infecção, pois o HPV pode estar presente em áreas não protegidas pelo preservativo. Por isso, a vacinação e o acompanhamento médico são fundamentais para a prevenção da infecção e de suas complicações.
A prevenção do câncer do colo do útero envolve medidas que reduzem o risco de infecção pelo HPV e permitem a detecção precoce de lesões precursoras. As principais formas de prevenção incluem:
A vacina contra o HPV é uma das formas mais eficazes de prevenção. Ela protege contra os principais tipos oncogênicos do vírus, especialmente os tipos 16 e 18, que estão associados à maioria dos casos de câncer do colo do útero. A vacina é recomendada para meninas e meninos a partir dos 9 anos, antes do início da vida sexual, mas também pode ser aplicada em mulheres adultas, conforme recomendação médica.
O exame de Papanicolau (ou citologia cervical) e o teste de HPV são fundamentais para a detecção precoce de lesões precursoras. O Papanicolau identifica alterações nas células do colo do útero antes que evoluam para câncer, permitindo o tratamento precoce. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres entre 25 e 64 anos realizem o exame regularmente, conforme orientação médica.
Embora não elimine completamente o risco, o preservativo reduz a exposição ao HPV e a outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Seu uso é recomendado em todas as relações sexuais.
O potencial terapêutico da cannabis está diretamente associado à ação dos canabinóides, compostos químicos encontrados nas plantas do gênero Cannabis. Dentre os mais estudados, destacam-se:
Estudos indicam que o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC) podem atuar de forma sinérgica, ou seja, interagem de maneira que seus efeitos se complementam. A interação entre CBD e THC é amplamente estudada no sistema endocanabinoide.
A cannabis pode ajudar no tratamento do câncer principalmente aliviando sintomas e efeitos colaterais da doença e de terapias como quimioterapia e radioterapia. Embora pesquisas ainda estejam em andamento sobre seus efeitos diretos no câncer, os canabinóides THC (tetraidrocanabinol) e CBD (canabidiol) já são amplamente estudados por seus benefícios terapêuticos.
O THC e o CBD possuem propriedades analgésicas e podem ajudar no alívio da dor crônica associada ao câncer e seus tratamentos. O THC ativa receptores CB1 no sistema nervoso, reduzindo a percepção da dor.
A quimioterapia pode causar náuseas e vômitos intensos, e o THC é reconhecido por sua ação antiemética, ajudando a controlar esses sintomas.
Pacientes com câncer podem sofrer de caquexia (perda extrema de peso e massa muscular), e o THC estimula o apetite, ajudando na recuperação nutricional.
O CBD possui propriedades relaxantes e ansiolíticas, auxiliando no controle do estresse e da ansiedade, comuns em pacientes com câncer.
Estudos preliminares sugerem que os canabinoides podem atuar no combate ao câncer de diferentes formas. Algumas pesquisas indicam que essas substâncias podem inibir o crescimento de células cancerígenas e estimular a apoptose (morte celular programada) em determinados tipos de câncer.
O CBD, especificamente, tem sido estudado por sua capacidade de reduzir a proliferação de células tumorais e inibir a angiogênese, processo responsável pela formação de novos vasos sanguíneos que alimentam os tumores. Essa ação poderia limitar o crescimento do câncer e dificultar sua disseminação.
Apesar dos resultados promissores, essas pesquisas ainda estão em fase experimental, e não há evidências científicas suficientes para afirmar que a cannabis cura o câncer. Seu uso deve ser considerado como um complemento ao tratamento convencional, sempre sob orientação médica.
No entanto, é fundamental consultar um especialista antes de iniciar qualquer terapia complementar. Cada paciente tem necessidades específicas e pode reagir de forma diferente, por isso o uso terapêutico da cannabis deve ser avaliado e acompanhado por um profissional de saúde habilitado, em consonância com as normas regulamentares vigentes.
Embora as pesquisas sobre o uso da cannabis no tratamento do câncer de colo de útero ainda sejam limitadas, seus benefícios já são amplamente reconhecidos no cuidado de pacientes oncológicos em geral.
O câncer de colo de útero pode ser assintomático nos estágios iniciais, tornando essencial a realização de exames preventivos regulares. Consultas médicas periódicas e a realização do Papanicolau são fundamentais para a detecção precoce e o tratamento adequado. Cuidar da saúde é a melhor forma de prevenção.

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