Brasileiros exaustos: o que o Blis Data 2025 revela sobre estresse e cannabis medicinal
O estresse é hoje o principal sintoma relatado por brasileiros que recorrem à cannabis medicinal. Esse é um dos achados centrais do Blis Data 2025, um levantamento baseado no maior banco de anamneses voltado ao uso terapêutico da cannabis na América Latina. A plataforma reuniu mais de 30 mil registros clínicos voluntários, provenientes de 1.900 municípios, todos de pessoas que buscaram terapias integrativas — incluindo o uso medicinal da cannabis.
Os dados revelam um país emocionalmente esgotado, composto majoritariamente por homens na faixa dos 40 anos que enfrentam responsabilidades profissionais e familiares intensas. Esse grupo, segundo o levantamento, chega ao limite emocional após tentativas frustradas de tratamento convencional.

- O estresse crônico lidera os relatos entre brasileiros que buscam cannabis medicinal, frequentemente associado a ansiedade, pânico, insônia e tristeza persistente.
- Homens em torno dos 40 anos, economicamente ativos, com trabalho, família e rotina intensa, que só buscam ajuda após esgotamento emocional severo.
- Grande parte já utilizava medicamentos tradicionais sem alívio suficiente, recorrendo à cannabis como terapia complementar para saúde mental.
- O levantamento mostra que a cannabis vai além de doenças graves, sendo buscada por pessoas produtivas em busca de equilíbrio, bem-estar e qualidade de vida.
Principais achados do levantamento
O conjunto de dados organizado pela Blis Data revela um cenário de profunda sobrecarga emocional:
- 15 mil participantes relatam estresse crônico
- 40% já passaram por crises de pânico
- 66% acordam já estressados
- 51% enfrentam falhas frequentes de memória
- 43% convivem com tristeza quase diária
O CEO da Blis, Toninho Correa, destaca que a consistência dos dados tem potencial para contribuir com políticas públicas e ampliar a compreensão sobre o uso medicinal da cannabis para além da insônia — incluindo ansiedade, depressão leve, pânico e burnout. Segundo ele, a plataforma reúne “o maior banco de dados canábico da América Latina, com mais de 30 mil anamneses catalogadas e qualificadas”.
Esses números revelam não apenas sintomas isolados, mas um padrão de adoecimento silencioso que atravessa diferentes regiões do país.
Quem são os brasileiros mais afetados?
O levantamento mostra que os participantes são, em grande parte, adultos socialmente ativos e produtivos, que conciliam rotinas intensas com cargas emocionais elevadas. Entre eles:
- 90% trabalham
- 70% são casados
- 37% têm filhos
- 71% praticam atividade física
- 55% usam medicamentos alopáticos
- 53% consomem álcool com frequência
A maior parte apresenta sintomas de ansiedade, estresse e insônia, mesmo levando uma vida organizada e aparentemente estável. O levantamento aponta ainda que os sintomas são mais intensos na faixa dos 40 anos, fase frequentemente marcada pelo acúmulo de responsabilidades.
Entre os participantes que relataram burnout, 65,3% são homens, o que contraria a percepção comum de que a sobrecarga emocional seria mais frequente entre mulheres. A análise sugere que muitos desses homens adiaram a busca por ajuda — só a procuraram quando o sofrimento se tornou insustentável.
Estresse, tristeza e pânico: um retrato do esgotamento emocional no país
Ao cruzar os dados clínicos, a plataforma identifica um padrão consistente:
- estresse crônico associado à rotina laboral,
- crises de pânico que surgem após períodos prolongados de sobrecarga emocional,
- dificuldade de concentração e memória,
- sensação persistente de tristeza e fadiga mental.
Outro ponto revelado é que muitos participantes já estavam em acompanhamento médico tradicional, mas não encontraram alívio suficiente para seus sintomas — o que os levou a buscar terapias alternativas, como a cannabis medicinal.
Onde o estresse é mais frequente no Brasil?
A análise regional mostra que o esgotamento emocional se concentra em grandes centros urbanos, onde o ritmo acelerado e a pressão profissional tendem a ser maiores. As cidades com maior número absoluto de relatos são:
- São Paulo
- Brasília
- Belo Horizonte
- Florianópolis
Esses polos reúnem grande população economicamente ativa, alta competitividade profissional e rotinas aceleradas, fatores que podem intensificar quadros de estresse e ansiedade.
O que os dados revelam sobre o Brasil contemporâneo
O Blis Data 2025 desmonta a ideia de que o uso medicinal da cannabis no Brasil se restringe a quadros de dor crônica, epilepsia refratária ou patologias neurológicas graves. Pelo contrário: a demanda crescente vem de pessoas que:
- vivem em plena atividade social e profissional,
- enfrentam desgaste emocional significativo,
- não encontram alívio nas abordagens tradicionais,
- buscam terapias complementares para recuperar equilíbrio e qualidade de vida.
Os dados também evidenciam uma mudança cultural: a cannabis medicinal, antes vista com resistência, surge como alternativa acessada sobretudo por pessoas que já tentaram de tudo e continuam sofrendo.
Conclusão
O levantamento da Blis Data 2025 apresenta um retrato contundente do estado emocional dos brasileiros: adultos produtivos, sobrecarregados e à beira da exaustão. A busca pela cannabis medicinal aparece não como moda, mas como resposta à insuficiência dos tratamentos tradicionais diante de um cenário de estresse crônico.
Ao revelar quem são esses brasileiros exaustos e quais sintomas os afetam, o estudo reforça a necessidade de ampliar o diálogo sobre saúde mental, terapias integrativas e políticas públicas que respondam ao adoecimento emocional crescente no país.

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O que é o Blis Data 2025?
O Blis Data 2025 é um levantamento baseado no maior banco de anamneses sobre cannabis medicinal da América Latina, com mais de 30 mil registros clínicos voluntários de 1.900 municípios brasileiros.
Qual é o principal sintoma relatado por brasileiros que buscam cannabis medicinal?
O estresse crônico é o sintoma mais relatado, seguido por ansiedade, crises de pânico, insônia, falhas de memória e tristeza persistente.
Quem são os brasileiros que mais recorrem à cannabis medicinal?
A maioria é formada por homens na faixa dos 40 anos, economicamente ativos, casados, com filhos e rotina profissional intensa, que chegam ao limite emocional após tentativas frustradas de tratamento convencional.
A cannabis medicinal é usada apenas para insônia ou dor crônica?
Não. O Blis Data 2025 mostra que a cannabis medicinal também é buscada para ansiedade, depressão leve, pânico, burnout e estresse relacionado ao trabalho.
Por que muitos pacientes recorrem à cannabis após tratamentos tradicionais?
Porque grande parte já fazia uso de medicamentos alopáticos e acompanhamento médico, mas não encontrou alívio suficiente para os sintomas emocionais e mentais.
Quais sintomas estão associados ao burnout nos dados da Blis Data?
Estresse constante, crises de pânico, dificuldade de concentração, falhas de memória, fadiga mental e sensação contínua de tristeza.
Em quais regiões do Brasil o estresse é mais frequente?
Os maiores números de relatos vêm de grandes centros urbanos como São Paulo, Brasília, Belo Horizonte e Florianópolis, onde a pressão profissional é mais intensa.
O que os dados revelam sobre a saúde mental no Brasil atual?
Os dados indicam um cenário de esgotamento emocional silencioso entre adultos produtivos, evidenciando a necessidade de ampliar o debate sobre saúde mental e terapias integrativas.
A cannabis medicinal representa uma mudança cultural no Brasil?
Sim. O estudo aponta que a cannabis medicinal deixou de ser vista apenas como último recurso para doenças graves e passou a ser uma alternativa para recuperar equilíbrio emocional e qualidade de vida.
Os dados do Blis Data podem contribuir para políticas públicas?
Segundo a Blis, a consistência do banco de dados pode apoiar políticas públicas e ampliar a compreensão científica sobre o uso terapêutico da cannabis no país.




