A dismenorreia — nome técnico para as cólicas menstruais — afeta milhões de mulheres e pode variar desde um desconforto leve até dores incapacitantes que interferem significativamente nas atividades diárias. O tratamento eficaz depende de uma avaliação criteriosa da origem (dismenorreia primária ou secundária), da intensidade dos sintomas e das características individuais de cada mulher.
Felizmente, existem diversas abordagens terapêuticas — farmacológicas e não farmacológicas — que podem ser combinadas para proporcionar alívio significativo e melhorar a qualidade de vida durante o período menstrual.

A cólica menstrual, ou dismenorreia, é uma dor na parte inferior do abdômen causada pelo aumento de prostaglandinas, substâncias que estimulam as contrações do útero durante a menstruação. Quando produzidas em excesso, elas provocam dor, inflamação e redução do fluxo sanguíneo uterino.
Existem dois tipos de dismenorreia:
O excesso de prostaglandinas pode causar dor que irradia para as costas e pernas, além de sintomas como irritabilidade, estresse, fadiga, náuseas e sensação de pressão abdominal.

Os sintomas mais comuns são :
1.Dor pélvica que pode se espalhar para costas e pernas
A dor começa na região inferior do abdômen devido às contrações uterinas intensas. Como o útero compartilha conexões nervosas com a lombar e a parte interna das coxas, o desconforto pode irradiar para as costas e pernas, gerando sensação de peso, tensão ou pontadas.
2.Cefaleia, devido às variações hormonais
Durante o ciclo menstrual, ocorrem oscilações nos níveis de estrogênio e progesterona. Essas mudanças afetam neurotransmissores ligados à dor e à sensibilidade, o que pode desencadear dores de cabeça, especialmente em mulheres predispostas a enxaqueca.
3.Fadiga e queda de energia
As contrações uterinas intensas e o processo inflamatório aumentam o gasto energético do organismo. Além disso, alterações hormonais podem influenciar o humor e o nível de disposição, resultando em cansaço acentuado ao longo do ciclo.
4.Náuseas e vômitos, especialmente quando a dor é intensa
A produção elevada de prostaglandinas não afeta apenas o útero — elas também atuam no trato gastrointestinal e no centro de controle da dor no cérebro. Isso explica por que algumas mulheres sentem enjoo ou chegam a vomitar durante crises mais fortes.
5.Diarreia, ligada às alterações hormonais do ciclo
As prostaglandinas estimulam contrações não só no útero, mas também no intestino. Isso pode acelerar o trânsito intestinal, causando fezes amolecidas ou episódios de diarreia nos primeiros dias da menstruação.
Como esses sintomas podem indicar outras condições ginecológicas, é importante buscar avaliação profissional para um diagnóstico seguro.
O tratamento da cólica menstrual varia conforme a origem e a intensidade da dor. Geralmente, inclui as seguintes recomendações:
1. Termoterapia: Aplicação de Calor Localizado
Como funciona: O calor promove vasodilatação e aumenta o fluxo sanguíneo na região pélvica, relaxando a musculatura uterina contraída e reduzindo a intensidade das cólicas. Além disso, o calor inibe a transmissão de sinais de dor para o sistema nervoso central.
Formas de aplicação:
2. Atividade Física Regular: Movimento Como Medicina
O exercício físico estimula a liberação de endorfinas e encefalinas — neurotransmissores naturais com propriedades analgésicas e promotoras de bem-estar. Além disso, a atividade física melhora a circulação sanguínea pélvica, reduz a inflamação e ajuda a regular desequilíbrios hormonais.
Mesmo durante o período menstrual, atividades leves podem ajudar a reduzir cólicas. Respeite seus limites e escolha intensidades confortáveis.
3. Técnicas de Relaxamento e Gerenciamento do Estresse
Respiração diafragmática: Técnicas de breathwork reduzem a tensão muscular e modulam a resposta ao estresse, atenuando a percepção de dor.
Meditação e mindfulness: Práticas de atenção plena ajudam a desfocar da dor e promover relaxamento profundo.
Massagem abdominal: Movimentos circulares suaves no baixo ventre, com ou sem óleos essenciais (lavanda, camomila), podem proporcionar conforto imediato.
4. Ajustes Nutricionais e Hidratação
Dieta anti-inflamatória: Priorizar alimentos ricos em ômega-3 (peixes, linhaça, chia), magnésio (folhas verdes escuras, oleaginosas) e vitaminas do complexo B pode reduzir a intensidade das cólicas.
Hidratação adequada: A ingestão de água ajuda a reduzir inchaço e desconforto abdominal.
Evitar gatilhos: Reduzir cafeína, álcool, açúcar refinado e alimentos ultraprocessados nos dias que antecedem e durante a menstruação pode atenuar sintomas.
1. Canabidiol (CBD)
Propriedades terapêuticas: O CBD possui ações anti-inflamatórias, analgésicas e miorrelaxantes que podem auxiliar no controle das cólicas menstruais, atuando no sistema endocanabinoide para modular a percepção de dor e reduzir espasmos uterinos.
Formas de uso: Óleos sublinguais, cápsulas, cremes tópicos para massagem abdominal.
Orientação: Buscar produtos de qualidade, com certificação e acompanhamento profissional para dosagem adequada.
2. Fitoterapia
Ervas medicinais: Camomila, gengibre, canela, agnocasto e calêndula possuem propriedades anti-inflamatórias e antiespasmódicas. Podem ser consumidas como chás, tinturas ou suplementos.
Atenção: Algumas plantas podem interagir com medicamentos. Consulte umprofissional qualificado antes de iniciar o uso.
3. Acupuntura e Acupressão
Estudos indicam que a estimulação de pontos específicos pode reduzir a intensidade da dor menstrual e melhorar a qualidade de vida, possivelmente através da liberação de endorfinas e modulação do sistema nervoso autônomo.
4. TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea)
Dispositivos portáteis que emitem impulsos elétricos de baixa intensidade bloqueiam a transmissão de sinais de dor e estimulam a produção de endorfinas.
De modo geral, o CBD é considerado seguro e bem tolerado pela maioria das pessoas. Os efeitos adversos costumam ser leves e incluem:
Apesar disso, a segurança depende muito da qualidade do produto e do acompanhamento adequado. É importante usar apenas produtos regulamentados, com análise laboratorial que comprove a composição e a ausência de contaminantes.
O acompanhamento profissional é especialmente recomendado para quem:
Esses cuidados garantem o uso responsável e reduzem riscos, tornando o CBD uma alternativa mais segura dentro das necessidades individuais.
As pesquisas iniciais indicam que a cannabis medicinal, especialmente o CBD, pode ser uma aliada no manejo das cólicas menstruais, graças às suas ações anti-inflamatórias, analgésicas e moduladoras da dor.
Embora os estudos clínicos em larga escala ainda estejam em desenvolvimento, os resultados já observados apontam para um potencial terapêutico relevante, principalmente como abordagem complementar. Com a evolução das pesquisas, espera-se que o CBD ocupe papel cada vez mais estruturado na saúde menstrual.

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