O uso medicinal da Cannabis sativa, especialmente do canabidiol (CBD), tem ganhado destaque por sua versatilidade terapêutica e variedade de formas de administração. Cada via de uso influencia diretamente na absorção, intensidade e duração dos efeitos no organismo, sendo possível personalizar o tratamento conforme o perfil clínico e as necessidades de cada paciente. Este artigo explora as principais formas de administração do CBD, além de discutir aspectos regulatórios no Brasil e a importância da individualização do tratamento para garantir eficácia e segurança.

O canabidiol (CBD), um dos principais compostos da planta Cannabis sativa, pode ser administrado por diferentes vias, o que proporciona maior flexibilidade na escolha do método mais adequado para cada paciente. Essa variedade permite adaptar o tratamento conforme as necessidades clínicas, a rotina e a resposta individual ao composto.
A forma de uso influencia diretamente a velocidade de absorção, a duração dos efeitos e a intensidade da ação terapêutica no organismo.
A seguir, apresentamos as principais formas de uso do CBD disponíveis no mercado, com suas características, benefícios e possíveis indicações clínicas.
1. Óleo sublingual É uma das apresentações mais populares. Aplicado sob a língua, o óleo é absorvido pela mucosa bucal, permitindo que o CBD entre rapidamente na corrente sanguínea. Os efeitos costumam surgir entre 15 e 45 minutos após a administração, sendo uma ótima opção para quem busca uma resposta rápida e controlada.
2. Cápsulas As cápsulas oferecem doses padronizadas e são de fácil ingestão — ideais para pacientes que preferem discrição e praticidade. Como o CBD é absorvido pelo sistema digestivo, os efeitos demoram mais para aparecer, mas tendem a durar por mais tempo, sendo excelente para quem necessita de ação prolongada ao longo do dia.
3. Cremes e pomadas (uso tópico) Aplicadas diretamente sobre a pele, essas formulações são indicadas para dores musculares, inflamações localizadas e condições dermatológicas. A absorção ocorre de forma local, com pouco ou nenhum impacto sistêmico, o que reduz a chance de efeitos adversos em outras partes do corpo.
4. Vaporizadores (inalação) Ao ser inalado por vaporizadores, o CBD é absorvido rapidamente pelos pulmões, promovendo efeitos quase imediatos — geralmente em poucos minutos. Essa via é indicada para crises agudas ou necessidades de alívio rápido, embora os efeitos sejam de curta duração.
5. Comestíveis (gomas) Muito comuns em países com regulamentações mais amplas, os comestíveis oferecem uma forma saborosa e agradável de consumir o CBD. A absorção é lenta, devido ao processo digestivo, mas os efeitos costumam ser mais duradouros.
Atualmente, no Brasil, os produtos de cannabis para uso medicinal são autorizados pela Anvisa para administração exclusivamente pelas vias oral e nasal, conforme estabelecido pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 327/2019.
No entanto, a Anvisa iniciou uma consulta pública (CP nº 1.316/2025) visando atualizar essa regulamentação. A proposta inclui a ampliação das vias de administração permitidas para produtos de cannabis medicinal, adicionando as vias bucal, sublingual, inalatória e dermatológica .
Portanto, até que a nova regulamentação seja oficialmente aprovada e publicada, apenas as vias oral e nasal são legalmente permitidas para a administração de produtos de cannabis medicinal no país
A forma como os compostos da Cannabis sativa, especialmente o canabidiol (CBD) e o tetraidrocanabinol (THC), são metabolizados pelo organismo influencia diretamente sua eficácia terapêutica.
Quando administrados por via oral — como cápsulas ou comestíveis — ambos os compostos passam pelo trato gastrointestinal e são metabolizados pelo fígado, em um processo conhecido como efeito de primeira passagem hepática.
Esse metabolismo reduz a biodisponibilidade, ou seja, a fração da substância que realmente atinge a corrente sanguínea em sua forma ativa. No caso do THC, essa metabolização leva à formação do composto 11-hidroxi-THC, que é ainda mais potente em termos psicoativos que o THC original, podendo intensificar os efeitos quando ingerido.
Já nas vias sublingual e inalatória, tanto o CBD quanto o THC evitam esse percurso hepático inicial. O THC inalado, por exemplo, entra diretamente na corrente sanguínea pelos pulmões, promovendo efeitos quase imediatos e com duração mais curta. Por isso, essa via é frequentemente usada para controle de sintomas agudos, como náuseas intensas ou dores.
A escolha da via de administração da Cannabis sativa influencia não apenas a velocidade de ação e a intensidade dos efeitos, mas também os metabólitos formados e o perfil de segurança do tratamento. Por isso, essa decisão deve ser cuidadosamente ajustada às necessidades clínicas, ao estilo de vida do paciente e aos objetivos terapêuticos.
Cada perfil de paciente pode demandar uma abordagem diferente:
Além disso, fatores como comorbidades, interações medicamentosas, rotina diária e histórico clínico devem ser avaliados por um profissional habilitado, garantindo que o plano terapêutico seja seguro, eficaz e adaptado às particularidades de cada paciente.
A variedade de formas de administração do canabidiol permite que o tratamento seja adaptado a diferentes realidades e necessidades, tornando-o mais eficaz, seguro e acessível. A escolha da via ideal deve ser feita com orientação médica, levando em conta a condição clínica do paciente, os efeitos desejados e a praticidade no uso diário.
Quando utilizado de forma consciente e personalizada, o CBD amplia significativamente suas possibilidades terapêuticas e contribui para uma melhor qualidade de vida, respeitando as particularidades de cada indivíduo.

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