A Cannabis é um gênero de plantas amplamente estudado devido às suas propriedades terapêuticas. Entre suas principais variedades estão a Cannabis sativa, a Cannabis indica e as versões híbridas, cada uma com características distintas em composição química, efeitos no organismo, cultivo e aplicação medicinal. Enquanto a Sativa é conhecida por seus efeitos estimulantes e energizantes, a Indica se destaca pelo relaxamento e propriedades sedativas. Já as cepas híbridas combinam características de ambas, permitindo uma personalização dos efeitos. Neste artigo, exploramos as diferenças entre essas variedades, analisando seus impactos, benefícios e aspectos botânicos para um melhor entendimento do seu uso.

A Cannabis é um gênero de plantas que compreende diversas variedades, entre as quais se destacam a Cannabis sativa e a Cannabis indica.
Embora ambas pertençam ao mesmo gênero, elas exibem diferenças marcantes em características botânicas, origens, perfis químicos e efeitos sobre o organismo, o que as torna únicas em termos de aplicação e uso.
As diferenças entre Cannabis indica e Cannabis sativa também podem ser percebidas no perfil de seus principais canabinoides, especialmente o THC (tetra-hidrocanabinol) e o CBD (canabidiol).
Cannabis sativa
Cannabis indica
Atualmente, graças ao cruzamento de diversas variedades, surgiram inúmeras cepas híbridas que reúnem características tanto de sativas quanto de indicas. Por esse motivo, a simples classificação “sativa vs. indica” frequentemente não abrange toda a complexidade química de cada planta. Para fins medicinais, por exemplo, recomenda-se analisar o conteúdo específico de canabinoides e terpenos, em vez de se basear apenas na classificação botânica.
Segundo o artigo “What’s the difference between indica and sativa?”, embora a distinção entre essas duas variedades tenha sido amplamente aceita no passado, as evidências científicas atuais mostram que essa categorização é simplista, não refletindo totalmente a diversidade química nem os diferentes efeitos das inúmeras cepas de cannabis.
Cannabis indica
Cannabis sativa
Cannabis indica: caracterizada por plantas baixas e robustas com folhas largas de tom verde-escuro, possui estrutura compacta, ideal para cultivo em espaços menores ou ambientes internos. Seu crescimento denso e ramificado, aliado às flores mais pesadas e à alta concentração de tricomas, favorece a produção de resina. O ciclo de floração, que dura de 6 a 8 semanas, torna essa variedade uma escolha popular para quem busca colheitas rápidas ou vive em regiões de crescimento limitado.
Cannabis sativa: caracterizada por plantas mais altas, com folhas finas e verde-claro, sua estrutura vertical é mais adequada ao cultivo ao ar livre, onde há espaço para se desenvolver. As flores tendem a ser mais leves, menos densas e com tricomas distribuídos de forma mais uniforme. O ciclo de floração, que varia de 10 a 16 semanas, exige clima e iluminação adequados, além de paciência, sobretudo por seu período vegetativo prolongado. Para atingir o pleno potencial, a sativa prefere regiões quentes e tropicais.
1. Efeitos da Cannabis indica
Por conta de suas propriedades sedativas, as variedades indica são frequentemente recomendadas para uso noturno, ajudando na indução do sono e no alívio de desconfortos que se intensificam ao final do dia.
2. Efeitos da Cannabis sativa
Por essas características, as variedades sativa tendem a ser usadas durante o dia, justamente para estimular o ânimo e a produtividade, em vez de causar sonolência.
Outros fatores que influenciam no efeito terapêutico:
As cannabis híbridas surgem a partir do cruzamento intencional de variedades indica e sativa, combinando as melhores características de cada uma. Dessa forma, podem apresentar ampla variação nos teores de THC e CBD, além de perfis de terpenos diversos, o que resulta em efeitos e aplicações médicas bastante diferentes.
Algumas híbridas têm efeitos mais relaxantes, aproximando-se das indicas, enquanto outras podem estimular criatividade e foco, lembrando mais as sativas. Essas linhagens são populares por permitir a seleção de atributos específicos — como alta produção de resina, aromas diferenciados ou maior resistência a pragas —, unindo o melhor de cada tipo de planta.
Cannabis híbrida: Refere-se ao cruzamento genético entre variedades de Cannabis indica e Cannabis sativa, resultando em plantas que podem apresentar características intermediárias de ambas (por exemplo, altura média, ciclo de floração moderado, efeitos e perfis de canabinoides balanceados).
Cannabis autopolinizada: A expressão “autopolinizada” geralmente se relaciona à prática de “feminização” de sementes. Nesse processo, uma planta fêmea é induzida a produzir pólen (por métodos como aplicação de prata coloidal ou outras substâncias), que depois fecunda as flores femininas da mesma planta ou de outra fêmea, gerando sementes com grande probabilidade de serem também fêmeas (feminized seeds).
“Autopolinizada” não deve ser confundida com “auto-florescente”. As sementes auto-florescentes são criadas a partir de cruzamentos entre variedades de cannabis (indica ou sativa) com a cannabis ruderalis, espécie que desenvolveu a capacidade de florescer independentemente do regime de luz.
Contudo, ao explorar as variedades Indica, Sativa e Híbrida, é importante lembrar que essas classificações funcionam apenas como um guia geral. O efeito real de cada cepa depende de uma combinação única de canabinoides, terpenos e da resposta individual de cada pessoa.

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