A discussão sobre o uso da cannabis deixou de ser um tabu e passou a ocupar espaço central no esporte, especialmente quando o tema envolve saúde, bem-estar e desempenho dos atletas.
No basquete, essa transformação se reflete de forma marcante na NBA, a principal liga masculina dos Estados Unidos, que recentemente flexibilizou suas regras em relação ao THC. Já a WNBA, criada em 1996 e que vem conquistando cada vez mais reconhecimento, segue um caminho distinto, mantendo políticas antidoping mais rígidas.
Esse contraste revela como duas ligas do mesmo universo podem adotar posturas diferentes diante de um tema cada vez mais relevante no cenário esportivo internacional.

Nos últimos anos, a NBA passou por uma transformação importante quando o assunto é cannabis. O que antes era motivo de punição passou a ser tratado com mais maturidade, considerando o bem-estar dos atletas e os avanços científicos.
Em 2020, durante a pandemia de COVID-19, a liga criou a famosa “bolha da Disney” para concluir a temporada em segurança. Nesse período, os testes antidoping para THC – principal componente psicoativo da cannabis – foram suspensos. A decisão não foi apenas prática, mas também humana: os jogadores estavam isolados, longe das famílias e sob enorme pressão psicológica.
O que parecia uma medida emergencial acabou se estendendo. Entre 2020 e 2023, a suspensão foi renovada por três temporadas consecutivas. A experiência mostrou que não houve aumento de problemas disciplinares nem queda no desempenho esportivo. Pelo contrário, serviu como um teste real para repensar a proibição.
Em abril de 2023, a mudança se tornou definitiva. A NBA assinou um novo acordo coletivo de trabalho, válido por sete anos, que retirou o THC da lista de substâncias proibidas. Desde então, os jogadores não estão mais sujeitos a testes antidoping aleatórios para a cannabis. Apenas em casos de indícios de uso durante atividades oficiais pode haver avaliação médica, com encaminhamento para tratamento, se necessário.
Essa abertura representa uma visão mais moderna, que reconhece a importância da saúde mental e da autonomia dos jogadores.
Enquanto isso, a WNBA segue em uma linha mais rígida. O THC permanece proibido, com testes antidoping regulares e penalidades em caso de resultado positivo.
Por outro lado, o CBD já é permitido desde 2018 pela Agência Mundial Antidoping (WADA), o que abriu espaço para algumas oportunidades no universo feminino do basquete.
No Brasil, a cannabis ainda é tratada de forma restritiva no esporte. A Agência Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) segue as diretrizes da WADA (Agência Mundial Antidoping), o que significa:
Essa diferença cria um cenário desafiador. Apesar de a Anvisa já permitir a importação e a fabricação de produtos medicinais à base de cannabis (regulamentados pela RDC 327/2019 e normas posteriores), os atletas precisam redobrar a atenção. Um óleo de CBD com mínimos vestígios de THC pode resultar em doping.
As mudanças recentes mostram que a relação entre cannabis e esporte está em plena transformação. A flexibilização na NBA abre caminho para discussões mais amplas, enquanto a WNBA e o Brasil ainda mantêm posturas conservadoras. O que está em jogo não é apenas o desempenho esportivo, mas também a valorização da saúde mental, do bem-estar e da autonomia dos atletas. O debate está apenas começando — e seu desfecho pode redefinir o futuro do esporte.

Agende sua primeira consulta na Click por apenas R$50 e converse com nossos médicos especialistas hoje mesmo.

05/02/2026
1 min de leitura

29/01/2026
3 min de leitura

16/01/2026
3 min de leitura

14/01/2026
3 min de leitura
02/01/2026
1 min de leitura
Assine e receba novidades, dicas e conteúdos exclusivos no seu email
Receba novidades, dicas e conteúdos exclusivos no seu e-mail.