A neuralgia do trigêmeo é uma condição neurológica rara, mas extremamente incapacitante, que afeta milhares de pessoas no Brasil e no mundo. No meio médico, é conhecida como “a pior dor do mundo”, e quem convive com ela enfrenta crises tão intensas que até falar ou sentir o vento no rosto pode desencadear um episódio.
Carolina Arruda é uma jovem veterinária brasileira que se tornou um símbolo de força e resistência ao lidar com a neuralgia do trigêmeo, Neste artigo, vamos entender o que é essa doença, como ela impacta a vida das pessoas e quais alternativas terapêuticas estão sendo buscadas — entre elas, o uso da cannabis medicinal

Desde a adolescência, Carolina convive com dores tão agudas que afetam sua capacidade de realizar tarefas simples do dia a dia, como mastigar, conversar ou até sorrir. A sua história emocionou o Brasil e ganhou destaque na mídia, não apenas pela gravidade de sua condição, mas pela maneira determinada como ela buscou alternativas para recuperar a qualidade de vida. Entre as soluções inovadoras, destaca-se o uso do canabidiol (CBD), que trouxe esperança para seu tratamento.
O canabidiol (CBD) é um composto natural encontrado na planta Cannabis sativa, conhecido por suas propriedades terapêuticas sem causar efeitos psicoativos, amplamente utilizado para fins medicinais. Diversos estudos científicos têm demonstrado que o canabidiol possui efeitos anti-inflamatórios, analgésicos, ansiolíticos e neuroprotetores, tornando-se uma alternativa promissora no tratamento de condições como dores crônicas, epilepsia, ansiedade, entre outras. Devido ao seu perfil seguro e à variedade de aplicações clínicas, o CBD vem ganhando destaque especialmente em casos que não respondem bem às terapias tradicionais.
A neuralgia do nervo trigêmeo (NT) é uma condição neurológica caracterizada por episódios de dor facial intensa, súbita e aguda. Essa dor, muitas vezes descrita como um choque elétrico ou pontada, afeta geralmente um lado do rosto e pode durar de segundos a minutos, repetindo-se ao longo do dia.

O nervo trigêmeo é o quinto par de nervos cranianos e é responsável por transmitir as sensações da face — como dor, toque e temperatura — até o cérebro. Ele se divide em três ramos principais: oftálmico (região da testa e olhos), maxilar (meio do rosto) e mandibular (mandíbula).
Quando esse nervo sofre algum tipo de compressão ou lesão — através der vasos sanguíneos dilatados, tumores ou outras alterações — ele pode começar a emitir sinais de dor de forma exagerada e desproporcional ao estímulo real, desencadeando as crises de dor intensa típicas da neuralgia do trigêmeo.
A frequência das crises varia muito entre os pacientes. Em algumas pessoas, a dor aparece duas ou três vezes por dia, sem aviso, em qualquer horário. Em outras, pode desaparecer por semanas ou até meses — e depois voltar ainda mais forte.
Em Carolina, os episódios tornaram-se progressivamente mais frequentes e intensos ao longo dos anos, prejudicando sua autonomia e tornando tarefas cotidianas extremamente difíceis.
As causas exatas da neuralgia do trigêmeo ainda não são totalmente compreendidas. No entanto, sabe-se que alguns fatores podem estar associados ao surgimento da dor, como:
Mesmo assim, em muitos casos, não há uma causa aparente — o que torna a condição ainda mais angustiante. A incerteza sobre a origem da dor só intensifica o sofrimento, já que se trata de uma das dores mais intensas que um ser humano pode experimentar.
A neuralgia do trigêmeo não tem cura, mas existem tratamentos eficazes que ajudam a controlar a dor e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.
Em muitos casos, o uso de medicamentos anticonvulsivantes ou relaxantes musculares já proporciona alívio considerável. Quando esses remédios não são suficientes, há alternativas cirúrgicas que têm como objetivo descomprimir o nervo afetado ou interromper a condução dos sinais de dor.
A neuralgia do trigêmeo impacta profundamente a rotina e a qualidade de vida de quem sofre com a doença. As crises de dor são tão intensas e imprevisíveis que muitas pessoas passam a viver com medo constante de quando será o próximo episódio.
Atividades simples como escovar os dentes, falar, comer, sorrir ou até sentir o vento no rosto podem desencadear uma crise — o que leva o paciente a evitar o contato social, o trabalho e até o próprio autocuidado.
Com o tempo, o sofrimento físico pode gerar também consequências emocionais, como ansiedade, depressão e isolamento. A dor crônica corroi não apenas o corpo, mas também a autoestima e a esperança.
O diagnóstico só veio aos 20 anos, após anos de sofrimento. Desde então, Carolina enfrentou mais de 50 consultas médicas, quatro cirurgias e inúmeras tentativas de tratamento incluindo anticonvulsivantes, antidepressivos, analgésicos opioides Carolina encontrou pouco alívio.
Cada tentativa frustrada de tratamento trazia consigo novas esperanças seguidas de decepções, até que ela começou a estudar outras alternativas. Foi nesse contexto que surgiu o canabidiol, um canabinoide que vem ganhando destaque no tratamento de dores crônicas e neuropáticas.
Diante da dor constante, Carolina chegou a relatar o desespero de cogitar o suicídio assistido, pedindo empatia nas redes sociais para um sofrimento muitas vezes invisível. Atualmente, ela utiliza uma bomba de infusão de analgésicos, mas as crises voltaram a se intensificar. Seu médico avalia novas opções para oferecer conforto.
Sua história é o retrato da luta de milhares de pessoas que vivem tentando manter a dignidade e a esperança mesmo diante de uma dor implacável.
O canabidiol (CBD) é um dos compostos encontrados na planta Cannabis sativa. Ao contrário do THC, o CBD não tem efeitos psicoativos e vem sendo estudado extensivamente por seus efeitos anti-inflamatórios, analgésicos, ansiolíticos e neuroprotetores.
Neste caso, o tratamento com Canabidiol pode proporcionar:
Além disso, o canabidiol teve impacto positivo em sua saúde emocional, ajudando a controlar crises de ansiedade associadas às dores crônicas.
O tratamento não eliminou completamente o sofrimento, mas trouxe períodos de estabilidade e esperança que ela não experimentava há anos.
Sim. A cannabis medicinal, especialmente por meio de compostos como o canabidiol (CBD) e o tetrahidrocanabinol (THC), tem despertado grande interesse como alternativa no tratamento da dor crônica — incluindo a neuralgia do trigêmeo, considerada uma das mais intensas que existem.
Esses canabinoides atuam sobre o sistema endocanabinoide, um conjunto de receptores distribuídos pelo cérebro e sistema nervoso que ajudam a regular funções como dor, inflamação, humor e sono.
A neuralgia do trigêmeo é uma condição neurológica complexa, muitas vezes resistente aos tratamentos convencionais. É nesse cenário de sofrimento e esgotamento físico e emocional que a cannabis medicinal surge como uma esperança concreta.
Seus compostos naturais podem:
Embora os resultados sejam promissores, o uso da cannabis medicinal deve ser feito com orientação médica.
Pesquisas clínicas e relatos de caso indicam que a combinação de canabidiol (CBD) e tetrahidrocanabinol (THC) pode oferecer alívio significativo da dor em pacientes com neuralgia do trigêmeo — uma das condições mais dolorosas conhecidas.
Um estudo de 2019, intitulado "Medical Cannabis Treatment in Patients with Trigeminal Neuralgia (P5.10-020)", conduzido por Mechtler e colaboradores e apresentado na conferência da American Academy of Neurology, avaliou 42 pacientes diagnosticados com neuralgia do trigêmeo.
Todos foram tratados com cannabis medicinal por meio do New York State Medical Marijuana Program (Programa de Cannabis Medicinal do Estado de Nova York).
Os resultados foram promissores:
Esses dados reforçam o potencial da cannabis medicinal como alternativa terapêutica para casos resistentes ao tratamento convencional, embora os autores ressaltem a importância de novos estudos clínicos para validar esses achados e estabelecer protocolos seguros.
A história de Carolina evidencia um dos maiores desafios enfrentados por pacientes crônicos no Brasil: o acesso a tratamentos inovadores.
Ela se tornou uma importante voz na luta pela ampliação do acesso a tratamentos à base de cannabis medicinal no Brasil, contribuindo para quebrar tabus e estigmas.
Carolina Arruda é um exemplo de como a informação e a coragem podem transformar a realidade de pacientes que, muitas vezes, são deixados à margem pelo sistema tradicional de saúde.

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