Nos últimos anos, o canabidiol (CBD) — um dos principais compostos da planta Cannabis sativa — conquistou espaço no universo dos cuidados dermatológicos.
Loções, óleos, séruns e creme a base de canabidiol vêm ganhando as prateleiras de lojas de cosméticos, clínicas de estética e farmácias de manipulação, prometendo benefícios que vão desde a hidratação profunda até o alívio de inflamações e desconfortos cutâneos.
Estudos preliminares também indicam que o CBD pode estimular a morte de células anormais, o que contribuiria para o controle de doenças inflamatórias da pele.
Esses achados despertaram o interesse do setor cosmético, que tem apostado no CBD como um novo e promissor ativo dermatológico.

O mercado cosmético tem demonstrado crescente interesse pelo uso do canabidiol (CBD), impulsionado pela demanda dos consumidores por soluções mais naturais e funcionais para o cuidado com a pele.
Grandes empresas do setor, como L'Oréal e Estée Lauder, já lançaram produtos contendo óleo de semente de cânhamo — substância com baixo teor de canabinoides, mas com apelo vegetal e propriedades anti-inflamatórias, que serve como porta de entrada para formulações mais ousadas.
De acordo com relatório da Grand View Research (2023), o mercado global de cosméticos com CBD foi avaliado em mais de 5 bilhões de dólares, com projeção de crescimento anual superior a 30%. Esses números refletem o entusiasmo da indústria diante do potencial terapêutico do composto.
No entanto, a ciência ainda caminha para acompanhar esse avanço. A escassez de estudos clínicos robustos representa um dos principais desafios para a consolidação do CBD como ativo dermatológico.
A confirmação de seus benefícios cutâneos, bem como a definição de dosagens seguras e eficazes para diferentes condições, ainda depende de evidências mais consistentes.
Curiosamente, essa lacuna científica não freou o crescimento do setor — ao contrário, tem incentivado marcas independentes a inovarem, testando novas formulações e ocupando espaços antes dominados por grandes conglomerados.
Com a expansão das regulamentações e o avanço das pesquisas, espera-se que os cosméticos à base de canabidiol se tornem cada vez mais presentes nas rotinas de skincare, consolidando-se como uma tendência promissora no segmento de beleza e bem-estar.
Para entender por que o CBD tem ganhado destaque no cuidado com a pele, é essencial compreender como ele atua biologicamente no organismo cutâneo.
O canabidiol (CBD) exerce seus efeitos na pele por meio da interação com o sistema endocanabinoide cutâneo — uma rede complexa de receptores, enzimas e moléculas sinalizadoras presente na epiderme, derme e anexos cutâneos.
Esse sistema tem papel essencial na manutenção da homeostase da pele, ou seja, no equilíbrio de funções como renovação celular, secreção sebácea, barreira cutânea e resposta inflamatória.
Os principais receptores envolvidos nesse processo são os CB1 e CB2, localizados em células epiteliais, folículos pilosos, glândulas sebáceas e células do sistema imune da pele. O CBD, ao interagir com esses receptores (e também com outros como TRPV1 e PPAR-γ), modula processos fisiológicos relevantes:
Graças a esses múltiplos mecanismos, o CBD se apresenta como um ativo versátil e promissor no manejo de distúrbios cutâneos inflamatórios, oleosidade desregulada e sensibilidade da pele, além de oferecer benefícios na regeneração e manutenção da barreira cutânea saudável.
Os produtos com CBD estão disponíveis em diferentes formatos, adequados para diversas necessidades dermatológicas e preferências pessoais. Confira as principais formas de uso:
Embora o CBD seja, em geral, bem tolerado pela pele, especialmente quando utilizado de forma tópica, é importante estar atento a possíveis reações adversas — sobretudo em pessoas com pele sensível, histórico de alergias ou uso concomitante de outros produtos dermatológicos.
Entre os efeitos colaterais mais comuns, ainda que raros, destacam-se:
É fundamental lembrar que cada organismo reage de forma diferente, e que o fato de um produto ser natural não o torna automaticamente isento de riscos.
Portanto, recomenda-se realizar um teste de contato antes de incorporar qualquer novo cosmético com CBD à rotina: aplique uma pequena quantidade na parte interna do antebraço e aguarde 24 horas para verificar possíveis reações.
Além disso, consultar um dermatologista é sempre a melhor conduta — principalmente em casos de pele sensibilizada, doenças cutâneas crônicas (como rosácea ou psoríase) ou uso de medicações tópicas e sistêmicas.
O profissional poderá avaliar o tipo de produto mais adequado, indicar a concentração ideal de CBD e orientar sobre combinações seguras com outros ativos da rotina de skincare.
A incorporação do CBD aos cuidados com a pele, especialmente quando associado a ingredientes dermatológicos consagrados, representa uma alternativa promissora para quem busca soluções mais naturais, eficazes e personalizadas.
Ainda que muitos produtos estejam disponíveis sem prescrição médica, é fundamental consultar um dermatologista antes de iniciar o uso — sobretudo em casos de pele sensível ou doenças crônicas.
Com o avanço da ciência e o amadurecimento do mercado, cresce também a confiança nos efeitos terapêuticos do CBD. E, ao que tudo indica, essa tendência ainda está apenas começando.

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