A busca por performance no esporte exige mais do que treinos intensos — requer estratégias eficientes de recuperação física e mental. Entre os fatores mais decisivos nesse processo está a qualidade do sono.
Atletas submetidos a cargas elevadas de treino e períodos curtos de descanso frequentemente permanecem em estado de hiperatividade fisiológica, o que dificulta o relaxamento necessário para adormecer e permanecer em sono profundo.
Como resultado, surgem distúrbios do sono: insônia, despertares noturnos e sensação de cansaço ao acordar — fatores que comprometem não apenas a regeneração muscular, mas também o rendimento em treinos e competições.
Nesse cenário, o canabidiol (CBD) tem ganhado destaque como uma alternativa natural e segura. Pesquisas sugerem que o CBD atua na regulação do ritmo circadiano — o relógio biológico que coordena os ciclos de sono e vigília — favorecendo um sono mais profundo e restaurador.

Antes de explorar estratégias para melhorar a qualidade do sono — como o uso do CBD — é fundamental compreender como o sono é estruturado e quais fases compõem seu ciclo.
Entender os mecanismos que regulam o sono permite identificar desequilíbrios e planejar intervenções mais eficazes para otimizar a recuperação e o desempenho físico.
Durante o sono, nosso cérebro passa por ciclos que duram entre 90 e 110 minutos, repetindo-se de 4 a 6 vezes ao longo de uma noite. Cada um desses ciclos é composto por duas fases principais:
Essas fases se alternam e cumprem funções complementares essenciais para a saúde física e mental.
Ao adormecer, o cérebro percorre diferentes estágios. O infográfico abaixo mostra como as fases do sono se organizam ao longo de uma noite típica, destacando o predomínio do sono profundo nos primeiros ciclos e do sono REM nos últimos.

Agora que compreendemos a estrutura do sono, é importante observar como a rotina dos atletas pode interferir nesse ciclo biológico.
A rotina esportiva pode trazer uma série de desafios que afetam a arquitetura do sono, comprometendo fases importantes como o sono profundo (N3) e o sono REM.
A seguir, destacamos os distúrbios mais frequentemente relatados por atletas:
1. Insônia (dificuldade para adormecer ou manter o sono)
É a queixa mais recorrente entre atletas. Após treinos intensos ou competições, corpo e mente permanecem em estado de hiperatividade fisiológica, dificultando o relaxamento necessário para iniciar o sono.
Muitos relatam dificuldade para “desligar” — especialmente à noite — o que atrasa ou bloqueia a transição do estado de vigília para o início do sono, particularmente a entrada na Fase N1.
2. Sono fragmentado (despertares frequentes durante a noite)
Comum em fases de sobrecarga física, quando o sistema nervoso permanece em estado de alerta. Isso dificulta a manutenção do sono contínuo e impede a entrada nas fases mais profundas e restauradoras.
3. Despertar precoce (antes do horário desejado)
A expectativa por treinos decisivos ou competições importantes pode manter o organismo em estado de hipervigilância, levando o atleta a acordar antes do necessário, mesmo sem ter completado os ciclos do sono.
4. Jet lag e desajuste do ritmo circadiano
Atletas que viajam com frequência enfrentam alterações de fuso horário que desregulam o ritmo biológico, desajustando o ciclo sono–vigília.
Essa desorganização interfere na liberação natural de melatonina — hormônio responsável por induzir o sono —, fazendo com que o corpo permaneça em estado de alerta quando, na verdade, deveria estar se preparando para dormir.
Como consequência, surgem dificuldades para adormecer no novo horário, o que compromete o desempenho físico e mental em treinos e competições.
5. Sonolência diurna excessiva
Mesmo após uma noite aparentemente longa de sono, muitos atletas relatam fadiga durante o dia. Isso geralmente indica uma má qualidade do sono, com interrupções frequentes ou pouca presença das fases profundas e REM.
Esses distúrbios impactam diretamente a performance esportiva, pois afetam:
O ciclo sono–vigília é uma das principais expressões do ritmo circadiano, o relógio biológico interno que regula os momentos em que nosso corpo se mantém em estado de alerta (vigília) e os momentos em que precisa descansar (sono).
Esse ciclo é controlado por estruturas cerebrais, como o núcleo supraquiasmático, e regulado por uma rede complexa de sinais hormonais, neurológicos e ambientais.
Fatores externos como luz natural, temperatura, horários das refeições e prática de atividade física influenciam diretamente esse funcionamento.
Qualquer desequilíbrio nesse sistema pode comprometer a qualidade do sono, a recuperação física e o desempenho esportivo — especialmente na rotina de atletas de alta performance.
O CBD (canabidiol), composto não psicoativo da Cannabis sativa, tem se destacado como um modulador natural desse ciclo, atuando de forma indireta sobre diferentes mecanismos fisiológicos relacionados ao sono, relaxamento e equilíbrio neuroendócrino.
A seguir, conheça os principais caminhos pelos quais o CBD pode favorecer um sono mais profundo, restaurador e equilibrado:
a) Modulação do sistema endocanabinoide
O sistema endocanabinoide (SEC) é uma rede biológica presente em todo o corpo humano, formada por receptores celulares (CB1 e CB2), endocanabinoides (moléculas produzidas naturalmente pelo organismo) e enzimas que regulam sua ação.
Esse sistema atua como um “orquestrador” do equilíbrio interno (homeostase), influenciando funções vitais como o apetite, o humor, a dor, a inflamação e também o ciclo sono–vigília.
O CBD (canabidiol) interage com o SEC de forma indireta. Diferente do THC, que se liga diretamente aos receptores CB1 e CB2, o CBD modula a atividade desses receptores e inibe as enzimas que degradam os endocanabinoides naturais, como a anandamida — conhecida como a “molécula da felicidade” e que também participa da indução do sono.
Com essa ação moduladora, o CBD ajuda o sistema endocanabinoide a funcionar com mais eficiência, favorecendo o equilíbrio dos ritmos biológicos, inclusive ajustando o momento certo de o corpo se manter em vigília e o momento de iniciar o sono.
O CBD também influencia o sistema serotoninérgico, especialmente os receptores 5-HT1A, que estão envolvidos na regulação de funções como humor, ansiedade, estresse e relaxamento.
Esses receptores estão localizados em regiões do cérebro responsáveis pelas respostas emocionais e pelo controle do sono.
Ao estimular a atividade dos receptores 5-HT1A, o CBD atua de forma semelhante a certos ansiolíticos e antidepressivos — mas sem causar sedação ou dependência.
Essa interação reduz a agitação mental, o estado de alerta constante e a preocupação excessiva, condições muito comuns em atletas de alto rendimento, especialmente em períodos pré-competitivos.
Com o sistema nervoso mais equilibrado e a mente em estado de calma, o corpo entra em um estado mais propício para iniciar o sono, facilitando a transição da vigília para as fases iniciais do descanso, como a Fase N1.
O CBD contribui para o equilíbrio do sistema nervoso autônomo, reduzindo a predominância do simpático (associado ao estado de alerta) e favorecendo o parassimpático (associado ao descanso), o que prepara o corpo para adormecer e permanecer em sono profundo.
Em doses adequadas, o CBD pode modular os níveis de cortisol, o hormônio do estresse. Altos níveis de cortisol à noite estão associados à insônia e ao sono superficial. O CBD ajuda a restaurar o ritmo natural da liberação desse hormônio, ajustando o relógio biológico.
e) Influência indireta sobre a produção de melatonina
A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pela glândula pineal, principalmente durante a noite, em resposta à ausência de luz. Ela desempenha um papel essencial ao sinalizar ao corpo que é hora de dormir, sendo fundamental para o início e a manutenção de um ciclo sono–vigília saudável.
Embora o CBD (canabidiol) não atue diretamente sobre a produção de melatonina, ele influencia positivamente os fatores que podem inibi-la, como a ansiedade, o estresse e a desregulação do sistema endocanabinoide.
Ao intervir nesses desequilíbrios, o CBD cria um ambiente fisiológico favorável para que a melatonina seja liberada naturalmente e no momento certo, respeitando o ritmo circadiano.
Esse efeito ocorre por meio de três mecanismos principais:
Esse conjunto de ações é especialmente relevante para atletas, que muitas vezes enfrentam dificuldade para relaxar à noite, jet lag frequente ou alterações hormonais provocadas por treinos intensos — fatores que comprometem diretamente a qualidade do sono.
Nessas situações, o CBD pode contribuir para um sono mais profundo, regular e restaurador, favorecendo uma recuperação mais eficiente e melhor desempenho.
Embora existam medicamentos amplamente utilizados para tratar distúrbios do sono — como benzodiazepínicos, hipnóticos sedativos e antidepressivos —, muitos deles estão associados a efeitos colaterais relevantes, especialmente em usos prolongados. Dentre os mais frequentes, destacam-se:
Nesse contexto, o canabidiol (CBD) surge como uma alternativa natural, segura e bem tolerada, capaz de modular a qualidade do sono sem comprometer o estado de alerta durante o dia ou causar dependência física.
Ao contrário dos medicamentos tradicionais, que atuam de forma direta e muitas vezes agressiva sobre neurotransmissores do sistema nervoso central, o CBD age de maneira moduladora, respeitando os ritmos biológicos do organismo. Seu principal diferencial está em:
Além disso, não há evidências robustas de efeitos colaterais graves com o uso isolado de CBD em doses terapêuticas, o que o torna especialmente atraente para atletas de alto rendimento, que precisam manter o foco, a coordenação e a clareza mental.
Por isso, o CBD representa uma opção inovadora e promissora, tanto como terapia principal quanto como complemento a abordagens convencionais — promovendo um sono mais profundo, regular e restaurador com um perfil de segurança superior.
O sono é um dos pilares fundamentais para o desempenho atlético, sendo tão importante quanto o treino e a nutrição. Em atletas de alto rendimento, que enfrentam estresse físico e mental constantes, garantir um sono profundo e reparador é essencial para a recuperação muscular, o equilíbrio emocional e a performance cognitiva.
O canabidiol (CBD), por sua ação moduladora no sistema endocanabinoide e nos receptores de serotonina, tem se mostrado um aliado promissor nesse contexto.
Ao favorecer o relaxamento, reduzir a ansiedade e restaurar o ritmo circadiano, o CBD contribui para a melhoria da qualidade do sono — sem os efeitos colaterais comuns em medicamentos tradicionais.
Com base nas evidências científicas mais recentes, o uso responsável do CBD pode representar uma alternativa segura e eficaz para atletas que buscam otimizar sua recuperação noturna e alcançar seu máximo potencial nos treinos e competições.

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