Viajar em tratamento médico já traz preocupações naturais: organização dos medicamentos, documentação necessária e os cuidados com a saúde durante o trajeto. Quando falamos de cannabis medicinal, a questão ganha ainda mais relevância, principalmente diante da complexa legislação que varia entre países e até mesmo dentro de estados e regiões.
Neste artigo, vamos abordar de forma clara e detalhada se é possível viajar com o seu medicamento à base de cannabis, quais são as regras aplicáveis, os cuidados que devem ser tomados e como se preparar para evitar transtornos legais.

A cannabis medicinal é um tratamento que utiliza derivados da planta Cannabis sativa, ricos em canabinoides como CBD (canabidiol) e THC (tetrahidrocanabinol), em diferentes proporções. Esses compostos têm efeito terapêutico e são prescritos por médicos no Brasil para tratar condições como:
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula o uso, permitindo tanto a compra em farmácias autorizadas quanto a importação mediante prescrição médica. Os formatos mais comuns são:
Cada um deles tem indicações específicas, mas todos exigem prescrição médica e documentação regularizada.
Se a viagem for dentro do território nacional, o transporte de cannabis medicinal é permitido desde que o paciente esteja amparado pela lei. Para isso, recomenda-se portar:
O medicamento deve ser transportado na embalagem original, sempre na bagagem de mão, tanto por questões de segurança quanto para facilitar a apresentação em uma possível fiscalização.
Aqui está o maior desafio: a legislação internacional é extremamente diversa. Enquanto países como Canadá, Alemanha, Israel e parte dos Estados Unidos possuem regulamentações claras e receptivas à cannabis medicinal, outros ainda criminalizam qualquer derivado da planta, inclusive medicamentos. É preciso ficar atento a 3 pontos:
1. Pesquise a legislação do país de destino
Antes de embarcar, verifique:
Essa informação pode ser confirmada diretamente com o consulado ou em sites oficiais de imigração e saúde do país.
2. Documentos normalmente exigidos
Nos países que permitem a entrada de cannabis medicinal, os documentos mais comuns são:
3. Atenção a países restritivos
Destinos na Ásia e Oriente Médio, como Singapura, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita, possuem leis antidrogas extremamente rígidas. Em muitos desses locais, a posse de cannabis — mesmo medicinal e em pequenas quantidades — pode levar à prisão.
Jamais viaje para países com legislação proibitiva sem antes confirmar oficialmente as regras.
Mesmo quando o paciente segue todas as recomendações, a decisão final cabe sempre às autoridades de imigração e alfândega. É possível, portanto, que a entrada seja negada, especialmente em países de legislação restritiva. Por esse motivo, os médicos orientam seus pacientes a planejarem alternativas para garantir a continuidade do tratamento. Alguns optam por adquirir o medicamento no destino, quando permitido, enquanto outros discutem ajustes temporários no tratamento para o período da viagem.
Viajar em tratamento com cannabis medicinal — seja óleo ou gummies — é possível, mas exige planejamento. No Brasil, a legislação é clara e permite o transporte desde que o paciente possua receita médica e, se necessário, autorização da Anvisa.
Já em viagens internacionais, a regra muda completamente: cada país tem sua própria regulamentação. Em alguns lugares, a entrada é permitida com documentos médicos; em outros, é proibida de forma absoluta.
Portanto, a palavra-chave é antecedência. Pesquise, organize sua documentação e, quando necessário, reavalie o destino para garantir que seu tratamento não seja interrompido e que sua viagem ocorra sem imprevistos legais.

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