- Fase inicial de adaptação: O organismo se ajusta ao sistema endocanabinoide, podendo surgir relaxamento, leve sonolência, melhora do sono e redução gradual da ansiedade.
- Ajuste individual de dose: O tratamento segue a lógica “start low, go slow”, com aumento gradual da dose até encontrar a quantidade ideal, segura e eficaz para cada paciente.
- Evolução dos resultados ao longo das semanas: Nos primeiros 30 dias há melhora progressiva do sono, humor, ansiedade e dores, com consolidação dos benefícios até a 4ª semana.
- Efeitos adversos costumam ser leves e temporários (como boca seca ou sonolência) e tendem a desaparecer com a adaptação e ajuste médico.
Como o corpo reage nos primeiros dias
Nos primeiros dias de uso, o organismo passa por um período natural de adaptação. Isso acontece porque a cannabis medicinal interage com o sistema endocanabinoide — um conjunto de receptores presentes no cérebro e em todo o corpo, responsável por regular funções como sono, dor, humor, memória, estresse e inflamação.

À medida que o produto começa a atuar, o corpo ajusta gradualmente esse sistema. Por isso, é esperado que, na primeira semana, algumas respostas apareçam:
- Leve sonolência ou sensação de relaxamento, principalmente nas primeiras doses;
- Melhora progressiva da qualidade do sono, que costuma ser um dos primeiros efeitos percebidos;
- Redução da ansiedade ao longo do dia, com sensação de maior estabilidade emocional;
- Percepção de mais calma, foco e clareza, resultado do reequilíbrio dos neurotransmissores;
- Eventuais alterações gastrointestinais leves, como mudança no apetite ou discreto desconforto abdominal.
Essas reações são consideradas normais e transitórias. Conforme o organismo se ajusta — geralmente em poucos dias — os efeitos iniciais tendem a se estabilizar, dando lugar aos benefícios terapêuticos esperados.
Ajuste de dose
O tratamento com cannabis medicinal é individualizado. Isso significa que cada paciente responde de maneira diferente, porque fatores como metabolismo, gravidade dos sintomas, estilo de vida e sensibilidade aos canabinoides influenciam diretamente o efeito.
Por isso, os médicos utilizam a estratégia conhecida como “start low, go slow” — começar com uma dose baixa e aumentá-la aos poucos. Esse método permite que o organismo se adapte com segurança e que o médico observe:
- como o paciente responde às primeiras doses;
- se há melhora dos sintomas;
- se surgem efeitos indesejados;
- qual é a menor dose capaz de trazer benefício consistente.
Com esse acompanhamento, chega-se ao ponto de equilíbrio, chamado de “dose ideal” — a quantidade exata que controla os sintomas sem causar desconforto. Essa fase costuma levar alguns dias ou semanas, dependendo da resposta individual.
O ajuste de dose é, portanto, uma parte fundamental do tratamento. Ele garante segurança, evita efeitos exagerados, melhora a eficácia e ajuda o paciente a conquistar resultados duradouros com a menor dose necessária.
Resultados esperados nas primeiras semanas
Os efeitos da cannabis medicinal variam de pessoa para pessoa, mas existe um padrão clínico amplamente observado. Durante os primeiros 30 dias, o organismo passa por um processo gradual de regulação do sistema endocanabinoide, o que permite perceber melhoras progressivas.
Semana 1 — Adaptação do organismo
- Melhora inicial da qualidade do sono;
- Sensação de relaxamento e redução da tensão física;
- Início da diminuição da ansiedade e da agitação mental.
Nessa fase, o corpo está se ajustando às primeiras doses, por isso os efeitos são mais sutis.
Semana 2 — Primeiros resultados consistentes
- Redução de dores musculares e inflamatórias;
- Melhora da concentração, favorecida pela queda da ansiedade;
- Emoções mais estáveis, com menor reatividade ao estresse.
Aqui já se percebe maior regularidade ao longo do dia.
Semana 3 — Avanços mais evidentes
- Sono mais profundo e reparador;
- Melhora significativa do humor;
- Redução de crises de ansiedade, irritabilidade e oscilações emocionais;
- Diminuição mais consistente de dores crônicas.
Essa semana costuma marcar uma virada positiva para muitos pacientes.
Semana 4 — Consolidação dos efeitos
- Estabilização dos benefícios percebidos;
- Sensação clara de aumento na qualidade de vida;
- Início de melhorias mais amplas, como maior foco, energia, disposição e produtividade.
Em quadros como TEPT, epilepsia, Parkinson, dores crônicas severas e depressão grave, o pico de melhora costuma ocorrer entre 60 e 90 dias. Ainda assim, os primeiros 30 dias já apresentam sinais concretos — seja no sono, no humor, na estabilidade emocional ou na redução de crises.
Possíveis efeitos colaterais
A cannabis medicinal é considerada segura e geralmente bem tolerada, especialmente quando utilizada sob orientação médica e com produtos de qualidade controlada. Os efeitos colaterais, quando aparecem, tendem a ser leves, temporários e relacionados ao período de adaptação.
Os mais comuns incluem:
- Sonolência — costuma surgir nos primeiros dias e melhora com o ajuste de dose ou mudança do horário de uso;
- Boca seca — resultado da ação dos canabinoides nas glândulas salivares, geralmente aliviada com boa hidratação;
- Leve tontura ou sensação de cabeça “leve” — mais frequente quando a dose é elevada para o perfil do paciente, corrigida com redução gradual;
- Alteração do apetite — aumento ou leve redução, dependendo da formulação e da sensibilidade individual.
Essas reações são esperadas no início e tendem a desaparecer naturalmente à medida que o organismo se adapta e o médico ajusta a dose ideal. Eventos adversos moderados são pouco comuns, e efeitos graves são raríssimos.
Considerações finais
O primeiro mês de tratamento com cannabis medicinal marca uma fase de ajuste e consolidação dos efeitos terapêuticos. É nesse período que o corpo se adapta, os sintomas começam a ceder e o bem-estar se torna mais perceptível.
À medida que o tratamento avança, os benefícios tendem a se fortalecer, trazendo mais controle dos sintomas, qualidade de vida e equilíbrio emocional.

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